25 casos do novo coronavírus confirmados no Brasil; na América do Sul já são 65

Por Fidel Forato | 09 de Março de 2020 às 16h44
Reprodução

Na última sexta-feira (6), era 13 o número de casos confirmados do novo coronavírus SARS-CoV-19 no Brasil. De acordo com os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, já são 25 pessoas com a COVID-19 no país. Entre os estados, São Paulo continua a apresentar a maioria dos casos do novo vírus: atualmente são 16.

Depois de São Paulo, está o estado do Rio de Janeiro com três casos da COVID-19 e o da Bahia com dois. Os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Alagoas e o Distrito Federal contam com um único caso do novo coronavírus, cada. Somente cinco estados brasileiros (Acre, Roraima, Tocantins, Amapá e Maranhão) não apresentam suspeitas da infecção, com base nos dados repassados pelas Secretarias Estaduais de Saúde.

Além disso, entre os casos confirmados da COVID-19 no Brasil, 21 infecções foram importadas, ou seja, o paciente foi infectado pelo vírus durante uma viagem internacional. Também ocorreram quatro casos por transmissão local, só que a partir do contato com outra pessoa que contraiu a infecção viral no exterior. Isso significa que em todos os casos, ainda é possível rastrear a origem do novo coronavírus.

Atualmente, são monitorados pelo Ministério da Saúde 930 casos suspeitos do novo coronavírus. Já outras 632 suspeitas já foram descartadas.

Número de novos casos do coronavírus SARS-CoV-19 crescem no Brasil e na América do Sul, segundo Ministério da Saúde (Imagem: Getty Images)  

Novas medidas contra a COVID-19

O aumento de casos pode ser explicado pela mudança nos critérios de classificação de caso suspeito no país, feita pelo Ministério da Saúde. Agora, todas as pessoas que chegam ao Brasil, vindas de países da América do Norte, Europa e Ásia, e apresentam sintomas como febre, coriza, tosse, falta de ar poderão ser consideradas como casos suspeitos de COVID-19.

Até então, os casos suspeitos eram classificados apenas a partir do histórico de viagem para determinados países com transmissão local da doença.

“Não faz mais sentido classificar pelo nexo de país, mas de viagem ao exterior. Nossos principais voos internacionais vêm da Europa e América do Norte, e considerando que são grandes combinações de destinos, ampliam-se as possibilidades de entrada do vírus. Dessa forma, já não faz mais sentido olhar apenas por países que estão na lista de transmissão local ou comunitária”, esclarece o ministro Luiz Henrique Mandetta, em coletiva de imprensa.

Mesmo assim, a vigilância brasileira continua considerando como possíveis suspeitos viajantes que chegam ao país vindos da Austrália, de países da América Central e do Sul e que estejam na classificação da OMS como de transmissão local.

América do Sul

Casos do novo coronavírus aumentam na América do Sul e chegam ao total de 65 (Mapa: Reprodução/ Ministério da Saúde)

No dia 26 de fevereiro, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso do novo coronavírus no Brasil e, por consequência, o primeiro da América do Sul. Foi o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, que primeiro detectou a infecção em um homem de 61 anos, morador da cidade e de identidade não revelada, que esteve na Itália entre os dias 9 e 21 de fevereiro.

Isso significa que há duas semanas não haviam casos confirmados da COVID-19 no continente, agora, são 65, de acordo com os dados levantados pelo Ministério da Saúde. O bloco é liderado pelo Brasil (25 casos), seguido pelo Equador (14) e Argentina (9), primeiro país do continente sulamericano a anunciar, também, a primeira morte pelo coronavírus no país. Além destes países, há também casos confirmados de infecção pelo vírus SARS-CoV-19 nas seguintes nações: Peru (6), Guiana Francesa (5), Chile (5), Colômbia (1).

Primeira morte na América do Sul

De acordo com informações do jornal argentino El Clarín, um homem de 65 anos estava internado por sofrer de outras complicações de saúde, como diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica e hipertensão e insuficiência renal. Ele havia regressado da França há um mês e faleceu no último dia 7.

Fonte: Ministério da Saúde; El Clarín

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