10 curiosidades científicas sobre bebês que você nem imaginava

10 curiosidades científicas sobre bebês que você nem imaginava

Por Natalie Rosa | Editado por Luciana Zaramela | 21 de Julho de 2021 às 08h30
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Todos nós já fomos bebês um dia, mesmo que as únicas lembranças desses tempos estejam apenas em fotos e vídeos. E o processo de crescimento e desenvolvimento das fases é algo surpreendente, contando com várias curiosidades inimagináveis.

A transformação dos bebês ao longo dos anos envolvem ossos, órgãos, habilidades, gostos, crescimento, entre outros fatores. Se você está se perguntando quais são eles, você está no lugar certo. Confira abaixo 10 curiosidades sobre os bebês que vão deixar você boquiaberto!

Imagem: Wirestock/Freepik

 1. Bebês não precisam beber água

Ao contrário dos adultos, que precisam beber água para se manterem hidratados, os bebês recém-nascidos não têm essa necessidade — inclusive, a ingestão pode ser perigosa. Durante os primeiros meses de vida, o leite materno ou fórmulas já fornecem toda a hidratação e nutrição necessárias para aqueles pequenos organismos.

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Se um bebê com menos de seis meses ingerir água, pode acontecer o excesso de hidratação e um desequilíbrio que pode resultar em níveis baixos de sódio. O acúmulo de água acaba flutuando pela corrente sanguínea, diluindo o sangue e reduzindo a concentração de moléculas eletrolíticas críticas que são auxiliares para a comunicação celular.

Também existe o fato de que os estômagos dos bebês são muito pequenos, então o acúmulo de água no órgão pode evitar que ele absorva as calorias e nutrientes necessários para crescer. Sendo assim, nada de dar água para bebês com menos de seis meses.

2. Bebês crescem muito rápido

A partir do momento em que o bebê nasce, o seu crescimento se torna extremamente veloz. É normal ele perder peso nos primeiros meses de vida, mas nos primeiros cinco meses o peso do bebê dobra, triplicando dentro do período de um ano. Antes de completar seis meses, eles crescem cerca de 2,5 cm em comprimento todos os meses.

Imagem: Reprodução/shurkin_son/Freepik

3. Bebês se alimentam e respiram ao mesmo tempo

Diferente dos adultos, os bebês conseguem comer e respirar de forma simultânea. Recém-nascidos levam bastante tempo para se amamentar com o leite materno, entre 20 a 45 minutos, e conseguem fazer isso ao mesmo tempo em que respiram normalmente.

Isso só é possível devido à posição da laringe do bebê, um órgão muscular que abriga as cordas vocais e que funciona como entrada de ar para os pulmões. Nos recém-nascidos, a laringe fica posicionada na parte mais alta da garganta, se interligando ao palato mole, criando uma separação entre a via respiratória e a via alimentar.

Entre os três e seis meses, a laringe desce um pouco e já permite a fala. Durante o desenvolvimento das cordas vocais e laringe adultas, a habilidade de se alimentar e respirar ao mesmo tempo é perdida.

4. Bebês sentem gostos diferentes

Os bebês têm o paladar diferente em comparação com crianças mais velhas e adultos. Segundo estudos, os humanos conseguem sentir gostos doces e azedos assim que nascem, mas não conseguem sentir o amargo até completarem dois ou três meses. Além disso, até os três ou quatro meses eles não sentem o salgado. Com essas limitações, eles acabam não sentindo o mesmo gosto que um adulto sentiria.

5. Bebês são nadadores por natureza

Antes mesmo de completar seis meses, a maioria dos bebês consegue segurar a respiração embaixo d'água automaticamente. Isso porque eles contam com respostas autônomas do organismo para ajudar na conservação de oxigênio. Seus batimentos cardíacos desaceleram e os vasos sanguíneos periféricos se contraem, evitando a inalação de água. 

Tudo isso não significa, no entanto, que você deve jogar um bebê na água e esperar que ele saia nadando. Depois de seis meses, inclusive, esse reflexo pode desaparecer.

Imagem: bearfotos/Freepik

6. Bebês conseguem mudar suas formas

Quando nascem, os bebês não têm seus esqueletos completamente formados, então eles contam com essa capacidade de mudar suas formas de maneira bem fácil. O crânio, por exemplo, não é fundido, e isso ocorre para que a passagem durante o parto seja mais fácil, se adaptando ao formato do canal vaginal da mãe.

Além disso, com a mudança no formato do crânio, os cérebros triplicam de peso durante os três primeiros anos de vida. Os pés dos bebês também conseguem se virar facilmente para dentro e para fora durante o seu desenvolvimento, até que todos os ossos estejam devidamente formados.

7. Os bebês têm mais ossos que os adultos

Ao nascer, um pequeno ser humano tem cerca de 300 ossos em seu corpo, quase 100 a mais que um adulto, que ostenta apenas 206 ossos. Essa quantidade a mais existe porque alguns ossos acabam se fundindo ao longo do desenvolvimento humano, que no início da vida contam com cartilagens para uma melhor flexibilidade.

Conforme crescemos, essa cartilagem se calcifica, fundindo os ossos para formar um esqueleto humano adulto. Esse processo costuma acontecer até meados da adolescência, chegando ao fim aos 16 anos.

8. Os bebês não têm fezes fedidas no início da vida

Os primeiríssimos cocôs dos bebês não têm os cheiros que conhecemos. Isso porque os recém-nascidos expelem algo chamado mecônio, que consiste em um material composto de nutrientes ingeridos quando eles ainda estão dentro do útero.

Esse material não tem cheiro e é eliminado ainda nos primeiros dias de vida fora da barriga da mãe. Alguns bebês, inclusive, acabam nascendo cobertos de mecônio, o que acontece quando eles passam por um período de estresse elevado.

As fezes têm cheiro ruim devido às bactérias que existem em nosso sistema digestivo, que têm a função de processar o alimento. Os bebês, no entanto, nascem sem essa colônia de bactérias — que começa a se desenvolver a partir do momento em que saem do útero, acontecendo durante todo o período de amamentação.

Imagem: Reprodução/javi_indy

9. Os bebês não enxergam bem

Todos os bebês nascem com uma visão ruim, que permanece nos primeiros meses de vida, o que não permite que eles consigam focar. Esse foco é encontrado ao longo do primeiro ano de vida, conforme os músculos e o cérebro começam a aprender a processar as informações visuais com precisão. 

Nos primeiros meses, os bebês, são mais responsivos quando diante de imagens em preto e branco de alto contraste do que cores brilhantes. Uma das primeiras cores que chamam a atenção dos bebês é o vermelho.

10. Os bebês bebem leite, mas também podem produzi-lo

Bebês recém-nascidos podem ter algo chamado galactorreia neonatal, que consiste na lactação, ou seja, na produção do leite, independente do sexo. A condição afeta apenas 5% dos recém-nascidos e geralmente aparece em poucas quantidades liberadas nos mamilos.

Isso ocorre devido à exposição a uma grande quantidade de estrogênio (hormônio feminino) no útero ou ainda no leite materno. O problema deve se curar por si só, mas caso se estenda por mais de dois meses é preciso procurar ajuda médica.

Fonte: Popular Science

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