Óculos VR da Apple serão caros e de altíssima qualidade, afirma jornal

Por Ramon de Souza | 22 de Janeiro de 2021 às 08h20
Reprodução/Minh Pham (Unsplash)
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Já fazem anos desde que começamos a ouvir os primeiros rumores a respeito de supostos óculos de realidade virtual (VR, na sigla em inglês) fabricados pela Apple — os boatos iniciais surgiram em 2019, apontando que o gadget seria lançado já em 2020 junto com a mais recente geração dos iPhones. Bom, o ano passou e nada de headset VR. Agora, uma nova reportagem publicada pelo jornal Bloomberg reacende as esperanças sobre tal dispositivo.

De acordo com o periódico — que afirma ter recebido informações de uma fonte anônima interna da Maçã —, os ócuços de realidade virtual da Apple estão sendo desenvolvidos sob o codinome N421 e devem chegar ao mercado só em 2022 ou até 2023, para brigar de frente com os produtos da linha Oculus (do Facebook), PlayStation VR (da Sony) e Vive (da HTC). Os recursos de realidade aumentada devem ficar em segundo plano.

O mais interessante é que a fonte do Bloomberg comenta que os protótipos do N421 enfrentaram diversos “obstáculos de desenvolvimento” e que a companhia possui expectativas “conservativas” sobre a venda do produto. A Apple espera comercializar apenas uma unidade do headset por dia em cada uma de suas lojas físicas; levando em conta que temos 500 Apple Stores ao redor do mundo, serão 180 mil vendas por ano.

Imagem: Reprodução/PC World

O motivo para tal expectativa pessimista é o valor final do gadget, que deve chegar “aos níveis de um Mac Pro” — ou seja, mais de US$ 5,9 mil (ou R$ 32 mil na cotação direta e sem taxas). Em comparação, outros headsets VR são comercializados por preços que variam de US$ 300 a US$ 500 (R$ 1,6 mil a R$ 2,6 mil). É uma diferença absurda de valores? Sim, mas a Maçã promete fazer o investimento valer a pena oferecendo um hardware de respeito.

Superioridade?

Em primeiro lugar, as fontes do Bloomberg apontam para displays com resolução muito superior às utilizadas pela concorrência e um chip de processamento proprietário que seria mais poderoso do que o M1, utilizado no Mac mini. Esse alto poder de fogo demanda o uso de um pequeno ventilador no interior do gadget para auxiliar em seu resfriamento, o que resulta em um produto maior e mais pesado do que a concorrência.

Vale a pena lembrar que, em 2017, a Apple comprou a startup Vrvana de realidade virtual (Imagem: Reprodução/Road to VR)

Importante citar também que, por colocar as telas mais próximas ao rosto do usuário, o tal N421 não poderá ser usado com óculos de grau; para resolver esse problema, porém, a Maçã desenvolveu um sistema no qual é possível adicionar lentes prescritas diretamente sobre os displays. A companhia ainda está analisando se deverá oferecer o serviço de fabricação de tais lentes na encomenda do headset.

Novamente, vale ressaltar que as próprias fontes confessam que o produto ainda está longe de virar algo comercial, visto que seu desenvolvimento ainda está em estágios iniciais. Ainda assim, vale a pena ficar de olho nos boatos e vazamentos que certamente passarão a surgir a partir de agora.

Fonte: Bloomberg

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