Fatos sobre a inteligência artificial que você precisa saber

Por Matheus Bigogno Costa | 02 de Março de 2020 às 15h30
Pixabay

No início do século XXI, falar em inteligência artificial (IA) parecia algo vindo de algum filme de ficção científica da década de 80. Porém, com o passar dos anos e com avanços tecnológicos, a IA já está inserida de diversas formas em nosso cotidiano e, muitas vezes, até tomando decisões por nós.

Apesar de ter ouvido falar muito em IA, você sabe quais os impactos da IA no cotidiano? Confira neste artigo como surgiram os primeiros estudos sobre IA e como ela pode impactar de forma significativa a vida dos seres humanos.

As primeiras pesquisas com IA começaram na década de 50

Em ciência da computação, inteligência artificial é a forma de chamar o pensamento realizado por máquinas, ou seja, um software que é capaz de perceber seu ambiente e executar ações que maximizem sua chance de alcançar com êxito seus objetivos.

IA realmente não é um pensamento novo para o ser humano, diversos mitos antigos já relataram sobre o medo que as civilizações tinham de seres artificiais e até mesmo filósofos já colocaram em pauta discussões sobre a automatização e mecanização do pensamento.

Em 1950, Alan Turing, considerado o “pai da computação”, publicou seu artigo Computing Machinery and Intelligence (Computadores e Inteligência) o qual foi responsável pela elaboração do "Teste de Turing". Este teste foi criado com a finalidade de ser responsável por analisar a capacidade de uma máquina exibir comportamento inteligente equivalente ao de um ser humano.

Alan Turing foi o responsável por revolucionar a computação no mundo ao elaborar o "Teste de Turing" / Imagem: Reprodução

O termo inteligência artificial, no entanto, foi criado apenas em 1956, em um workshop na Universidade de Dartmouth pelo pesquisador John McCarthy para distinguir o campo de pesquisa cibernética de outros existentes. Ele foi o fundador da primeira disciplina de inteligência artificial em uma universidade.

Foi apenas em 2001 que o termo atingiu a cultura pop, com o lançamento do filme “A.I Inteligência Artificial”, dirigido por Steven Spielberg. O filme contava a história de um robô criança que foi programado para ter sentimentos.

A grande coleta de dados impactou estudos de inteligência artificial

Com o passar dos anos, a população passou a gerar muitos dados que se tornaram um dos principais produtos vendidos na década de 2010. Tudo o que a população pesquisa ou se interessa, é informação útil para que as empresas possam utilizar propagandas de forma mais efetiva.

A revolução da Big Data forneceu muita informação que um ser humano sozinho não era capaz de entender e processar. Por isso, os estudos em IA passaram a fazer uma análise mais precisa de todo o amontoado de dados, gerando os relatórios mais pertinentes de suas análises.

A inteligência artificial impacta bastante a sua vida

Diversos usuários utilizam assistentes de voz como a Alexa, Siri e o Google Assistente. Estes assistentes de voz utilizam um algoritmo base que faz análise do que é falado e pode dar as respostas mais pertinentes de forma rápida.

Diversos serviços de streaming como Spotify, YouTube e Netflix são capazes de monitorar os gostos de seus usuários através do que os usuários ouviram e assistiram. Com isso, eles são capazes de sugerir algo que, baseado no gosto do usuário, tenha uma forte chance de ser consumido.

Diversos sistemas de streaming como Netflix e Spotify utilizam inteligência artificial para avaliar os gostos dos usuários / Imagem: Reprodução

Inúmeras empresas de venda utilizam os dados coletados como pesquisas no Google para mapear interesses de usuários para realizarem vendas. É aí que mora uma grande preocupação por parte da população.

Como dito acima, os dados dos usuários passaram a ser um item altamente comerciável e com forte valor. A importância é tão alta, que pode até mesmo interferir em eleições, como o caso relatado da empresa Cambridge Analytica no documentário “Privacidade Hackeada”, da Netflix.

Por isso, é muito importante ficar atento aos dados que são enviados a aplicativos e sites da web.

Existem vários tipos de inteligência artificial

Atualmente somos bombardeados com notícias de novos dispositivos que utilizam inteligência artificial, como um bot que responde às suas mensagens no Facebook ou uma nova função de um assistente de voz, porém, existem diferentes tipo de IA.

Existem IAs fortes e fracas, com altos poderes de decisão e resolução de problemas, porém a separação vai além disso. Existem IAs que utilizam aprendizagem de máquina e outras que utilizam redes neurais.

Diversos algoritmos de machine learning estão ajudando a melhorar diagnósticos difíceis de serem dados por médicos especialistas / Imagem: Reprodução

A aprendizagem de máquina é um tipo de inteligência artificial que pode analisar dados e aprender com eles. Algumas destas IAs estão sendo estudadas para darem pareceres médicos, tudo com auxílio de profissionais e pesquisadores.

Já com as redes neurais, as IAs são mais inspiradas no cérebro humano e são capazes de transmitir informações, assim como os neurônios enviam sinapses. Estes algoritmos são treinados para realizar tarefas específicas, modificando a importância atribuída aos dados de entrada à medida que passam entre as camadas, gerando a saída esperada.

Devemos temer o futuro?

É comum que o imaginário do grande público possa esperar, igual em filmes e livros, a revolução das máquinas. Porém, a inteligência artificial já faz parte do nosso cotidiano e é parte crucial de nossos dispositivos.

É até difícil imaginar um cenário no qual elas não atuam. O único problema é a quantidade de dados coletados e empresas que estão dispostas a pagar por eles. Talvez este seja o maior medo da humanidade referente a coleta de dados da atualidade.

A automatização da indústria fez com que diversas pessoas migrassem de emprego / Imagem: Reprodução

Outro medo é o de máquinas tomarem o lugar nas empresas. É um medo pertinente, porém que vem desde o século passado. O que aconteceu, no entanto, foi que as pessoas apenas migraram de emprego para funções superiores e que exigem mais conhecimento.

Um estudo sobre o futuro do mercado de trabalho, feito pelo McKinsey Global Institute, estima que 50% dos trabalhos realizados atualmente podem ser automatizados e prevê que, até 2030, 30% de todos os trabalhadores sejam potencialmente deslocados por IAs.

Porém, este fato não pode ser considerado um problema se a geração de empregos for superior. O que deverá acontecer, é que a mão de obra, cada vez mais, precisará ser qualificada para poder assumir os novos cargos.

A inteligência artificial faz parte do nosso presente e poderá moldar mais ainda o futuro da humanidade, concretizando melhorias de diagnósticos em exames e facilitando mais a vida corrida do ser humano.

E você, o que acha do avanço dos estudos da inteligência artificial na atualidade? Deixe nos comentários se você utiliza alguma IA em seu cotidiano.

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