Publicidade

Cão-robô consegue se levantar e andar sobre duas pernas

Por  • Editado por  Douglas Ciriaco  | 

Compartilhe:
Reprodução/WPI
Reprodução/WPI

Pesquisadores do Instituto Politécnico de Worcester (WPI), nos Estados Unidos, em parceria com a Universidade ShanghaiTech, na China, desenvolveram um robô quadrúpede que consegue se equilibrar nas patas traseiras para caminhar como se fosse um animal de duas pernas.

Continua após a publicidade

Segundo os cientistas envolvidos no projeto, essa transformação de quadrúpede em bípede em tempo real não requer grandes modificações técnicas ou mecânicas, precisando apenas de um software inteligente especializado e um robô de quatro patas convencional.

Canaltech
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia
Continua após a publicidade

“Os robôs bípedes geralmente têm mais liberdade nas pernas para permitir uma locomoção dinâmica e adaptativa. No entanto, estamos focando no aspecto multimodal para colher os benefícios dos dois mundos: a estabilidade e velocidade dos quadrúpedes e a manipulabilidade e o ganho de altura operacional dos bípedes”, explicou o engenheiro e autor principal do estudo André Rosendo ao site IEEE Spectrum.

Sobre duas pernas

Para dar ao robô a capacidade de se levantar e caminhar sobre duas pernas, os pesquisadores instalaram apêndices impressos em 3D nas duas patas traseiras do bot, permitindo que ele equilibre e equalize todo o peso do corpo sobre elas sem cambalear ou cair para os lados.

Essa abordagem fornece um suporte adicional para que o robô possa ficar de pé e andar sem muitas dificuldades, já que o centro gravitacional de toda sua estrutura permanece estável durante o processo de marcha, que ainda ocorre de forma lenta e cadenciada, como se o bot estivesse dando os primeiros passos.

“É importante lembrar que este é um robô que não foi projetado para andar como um bípede, então, em certo sentido, você tem um software lutando para fazer o hardware funcionar de uma maneira com a qual não está familiarizado e muito menos otimizado”, acrescentou Rosendo.

Evolução quase natural

Quando está na posição vertical, o robô consegue andar graças a um sistema de treinamento desenvolvido em um ambiente de simulação e depois transferido para o mundo real. Com ajuda de pequenas hastes de fibra de carbono, é possível emular a mesma estabilidade passiva dos pés, dando ao bot todo o equilíbrio necessário para se locomover.

Continua após a publicidade

Segundo os cientistas, o próximo passo do que eles chamam “processo evolutivo natural” será permitir que o robô, além de ficar em pé, consiga manipular objetos com as patas dianteiras, aproveitando a velocidade de deslocamento do modo quadrúpede e as habilidades manuais quando ele se transformar em bípede.

“Já temos alguns resultados preliminares sobre escalar lugares mais altos que o centro de gravidade do próprio robô. Após mudanças mecânicas nos membros anteriores, avaliaremos melhor o manuseio complexo que será necessário fazer ao exigirmos o uso das duas mãos ao mesmo tempo, algo raro nas máquinas atuais”, encerrou André Rosendo.