Spotify tem queda de receita, mas número de usuários pagos cresceu em 30%

Por Ares Saturno | 02 de Maio de 2018 às 18h50
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O primeiro relatório de ganhos do Spotify desde sua abertura de capital revelou que o streaming de música gerou uma receita equivalente a US$ 1,36 bilhão nos primeiros três meses de 2018. Isso equivale a uma sensível queda em relação ao que foi apurado no último trimestre de 2017, o qual a empresa fechou com US$ 1,4 bilhão de receita.

Com média de 170 milhões de usuários ativos por mês, o que significa um aumento de 6,9% em relação aos 159 milhões de membros registrados no último trimestre de 2017, o Spotify atingiu 75 milhões de usuários premium, um aumento de 30% em relação ao ano anterior. Um dado interessante, entretanto, surgiu desse levantamento: dos 75 milhões de membros que pagam pela assinatura do streaming de música mensalmente, 5 milhões não chegam a usar o serviço.

A margem bruta do Spotify foi de 24,9% no primeiro trimestre de 2018, um pouco a mais em relação ao intervalo de orientação, de 23% a 24%. Já o prejuízo operacional foi de US $ 48,9 milhões.

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Após a revelação dos resultados, as ações do Spotify despencaram 5%, valendo agora cerca de US$ 161. Esse valor está abaixo do que foi registrado no mês passado, porém ainda é bastante superior ao preço de fechamento, de US$ 149.

Planos para o próximo trimestre

O Spotify planeja fechar o próximo trimestre com uma média de 175 a 180 milhões de usuários mensais, sendo 79 a 83 milhões deles assinantes premium. Os planos da empresa também incluem fechar o período com entre US$ 1,3 a US$ 1,55 bilhão em receita, sem contar com o impacto das taxas de câmbio.

Devido às suas despesas relacionadas à sua estreia na listagem direta dos mercados públicos, que provavelmente irá variar entre US$ 35 e US$ 42 milhões, a empresa também aguarda uma perda operacional de valor entre US$ 71 milhões a US$ 167 milhões.

Como crescer?

A empresa revelou que planeja aumentar seu número de assinantes pagantes atraindo mais usuários para o serviço gratuito, que atualmente oferece algumas restrições na escolha das músicas que são reproduzidas, além de contar com exibição de propagandas.

Uma vez que os usuários estejam utilizando a plataforma de forma gratuita, alguns benefícios da assinatura premium serão disponibilizados, para incentivar esses novos membros a adquirirem o plano pago.

Tal estratégia pode não apenas render um bom aumento no número de assinantes, como também resultar em uma maior influência do Spotify junto às gravadoras, levando até mesmo à possibilidade de garantir conteúdo exclusivo, o que poderia impactar serviços concorrentes.

Fonte: TechCrunch, Spotify

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