Sony | Setor de games gera bons resultados em mais um trimestre de pandemia

Por Felipe Demartini | 29 de Outubro de 2020 às 12h02
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Ficha técnica

A Sony continua olhando com carinho para sua divisão de games ao apresentar um aumento de 14% nos lucros do terceiro trimestre de 2020, um período que, costumeiramente, costuma ser mais fraco para a companhia. Entre julho e setembro de 2020, a companhia viu ganhos operacionais de aproximadamente US$ 3 milhões, em um período que costuma ser de vendas fracas, potencializadas agora pelo estado da pandemia do novo coronavírus e a aproximação da nova geração de vídeo games.

O faturamento, no período, foi equivalente ao registrado no ano anterior, cerca de US$ 20,2 bilhões, considerado também uma nota positiva pelos mesmos motivos. Estamos em uma época de redução no consumo, após uma busca grande por consoles, televisores e outros equipamentos eletrônicos no inócio do estado de isolamento social, enquanto alguns países já trabalhavam em suas reaberturas. A chegada do PS5 em novembro também fez muita gente reservar o dinheiro com o qual compraria um console atual para investir no modelo novo.

Isso não significou, entretanto, que o setor PlayStation deixou de render, ainda que exista queda em alguns de seus números na comparação com o trimestre anterior. Entre julho e setembro de 2020, a divisão trouxe US$ 4,9 bilhões para os cofres da Sony, um aumento de 52% em relação ao mesmo período de 2019. Os lucros, aqui, foram de US$ 1 bilhão, também considerados bastante positivos para a companhia e mais uma comprovação de que o período antecessor foi, realmente, atípico.

A Sony chamou a atenção para o aumento na venda de jogos, com 80,9 milhões de títulos comercializados nos três meses, sendo 12,4 milhões de exclusivos desenvolvidos pelos estúdios da própria companhia. Ela atribuiu esse sucesso a Ghost of Tsushima, com 2,4 milhões de unidades comercializadas apenas em seus primeiros três dias, bem como a outros grandes lançamentos do mercado. Enquanto isso, o serviço de assinaturas PlayStation Plus chegou a 45,9 milhões de assinantes em todo o mundo, quase 1 milhão a mais em relação ao trimestre anterior.

Olhando para o futuro, os planos são um bocado ambiciosos. Ao falar sobre os resultados referentes ao segundo trimestre de seu ano fiscal, que termina em marco de 2021 e já contará com as vendas do PlayStation 5, a companhia disse esperar vender mais de 7,6 milhões de unidades do novo console apenas em seu primeiro ano nas prateleiras. Além disso, na visão do diretor financeiro da companhia, Hiroki Totoki, a plataforma ultrapassará com facilidade a marca do PS4, com 100 milhões de aparelhos comercializados nos primeiros seis anos.

Enquanto isso, no restante da casa…

Os bons ventos do setor de games fez com que a empresa aumentasse sua perspectiva de ganhos para o final deste ano em 13%, ainda que os resultados de outros segmentos não sejam lá tão favoráveis. Um dos pontos que estão recebendo mais atenção de Totoki no momento é o de sensores de câmeras para smartphones, antes também uma máquina de gerar dinheiro e agora uma divisão que amarga os reflexos do banimento da Huawei no mercado americano. De acordo com o executivo, uma reorganização já está acontecendo, mas seus reflexos devem aparecer apenas no ano fiscal 2022.

Reexibições de Homem-Aranha: Longe de Casa nos poucos cinemas abertos ao redor do mundo ajudou a sustentar os baixos resultados da divisão de cinema da Sony (Imagem: Divulgação/Sony Pictures)

Ao lado disso, veio uma queda esperada na divisão de cinema da Sony, que conseguiu lançar apenas dois filmes durante o período — The Broken Hearts Gallery, com Dacre Montgomery e Geraldine Viswanathan, e The Last Shift, com Richard Jenkins, Shane Paul McGhie e Ed O’Neill. Enquanto isso, nas salas que permaneceram abertas em todo o mundo entre julho e setembro, reprises de Homem-Aranha: Longe de Casa, Era Uma Vez em Hollywood e Angry Birds 2 - O Filme ajudaram a manter algum fluxo de dinheiro, ainda que longe do desejado.

O resultado foi uma queda de 68% no faturamento do segmento, que nem de longe foi compensada pelo segmento musical, uma das expectativas do mercado. Esse setor teve aumento de 11,6% nas vendas, enquanto outras verticais, como a de serviços financeiros, apresentaram desempenho estável no terceiro trimestre de 2020.

Vale a pena citar, ainda, a divisão de smartphones da Sony, antes vista como um dos motores de crescimento da empresa, antes de uma queda brusca que, agora, pode estar sendo revertida. A companhia relatou vendas de 600 mil modelos da linha Xperia 1 II, gerando receitas de cerca de US$ 759 milhões e equiparando os resultados de 2019 com lucros levemente maiores. Os resultados foram vistos com otimismo pelos investidores e o mercado, ainda que longe de representarem uma retomada.

Fonte: Sony

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