Twitter cria política para combater cópia de conteúdo e trends manipuladas

Twitter cria política para combater cópia de conteúdo e trends manipuladas

Por Alveni Lisboa | Editado por Douglas Ciriaco | 11 de Maio de 2022 às 11h15
Bruno Salutes/Unsplash

O Twitter instituiu uma nova política para tornar a rede social um ambiente mais confiável e autêntico, com a limitação da visibilidade de tuítes duplicados (copypasta) ou reproduzidos por terceiros sem autorização do autor original. A regra passa a valer a partir desta terça-feira (10) e deve afetar bots e outros perfis que adotam essa prática.

O termo Copypasta é uma referência à funcionalidade de copiar e colar coisas nos computadores, usado para duplicar conteúdo. Trata-se de uma gíria da internet que representa a atitude de indivíduos de apenas reproduzir conteúdo de uma fonte original de forma ampla e indiscriminada em redes sociais ou fóruns, sem o devido crédito.

Este é um exemplo de copypasta no Twitter (Imagem: Captura de tela/Twitter)

Contra a "kibagem"

Aqui no Brasil, o termo mais popular usado é "kibar" conteúdo, uma referência ao antigo site Kibe Louco, acusado de pegar publicações de terceiros sem autorização no passado. No Twitter, a "kibagem" de conteúdo é feita a partir de um bloco de texto, uma imagem ou uma combinação de conteúdo duplicado de qualquer meio.

Segundo a empresa, a duplicação de conteúdo pode ser usada para propagar uma mensagem, perturbar a experiência dos usuários ou subir termos artificialmente para os "Assuntos do Momento". Essas manipulações são um dos fatores de maior preocupação da rede, porque afetam também os resultados de pesquisa e norteiam as conversas na plataforma.

O uso dessa técnica é bastante comum em estratégias políticas ou institucionais, quando são contratados robôs para reproduzir uma hashtag ou palavra-chave específica. Com isso, dá-se a falsa impressão de que existe apoio a determinado assunto, mas, na verdade, os resultados foram apenas criados manualmente.

O que acontecerá com tuítes limitados?

Limitar a visibilidade das publicações significa que elas não serão exibidas para todos os usuários, como nas recomendações algorítmicas, na guia Explorar ou na linha do tempo. O Twitter também poderá:

  • não recomendar tuítes em timelines de usuários que não seguem o autor;
  • rebaixar tuítes nas respostas;
  • excluir posts e/ou contas.

O conteúdo duplicado permanecerá visível apenas para usuários que seguem o autor do tuíte. Em casos mais graves, a plataforma vai tornar os tuítes inelegíveis como resultado na pequisa e nos trends.

Quando alguém poderá ter post limitados?

Segundo o Twitter, sempre que for constatado conteúdo idêntico ou com semelhanças, seja por uma conta individual ou por várias, haverá a aplicação da penalidade. Também ocorrerá quando o copypasta tiver o intuito de atrapalhar a experiência de outras pessoas, como a menção de usuários indiscriminadamente ou o uso de hashtags com o mesmo conteúdo em conjunto com outras contas.

Nas eleições dos Estados Unidos, a técnica de copypasta foi muito usada para reproduzir discursos favoráveis a políticos (Imagem: Reprodução/Twitter)

Todo conteúdo retuitado com a ferramenta apropriada para isso não será punido. Da mesma forma, a plataforma não punirá quem copiar, colar ou retuitar conteúdo existente se for combinado com algo exclusivo, como comentários ou reações. Neste caso, será necessário citar explicitamente o conteúdo copiado e o perfil do autor para não haver a penalidade.

Quem usar automação ou scrips de publicação de conteúdo ficará mais sujeito à avaliação. Os avaliadores ficarão de olho nas pessoas que operam várias contas simultaneamente, principalmente aquelas com histórico de conteúdo duplicado ou para promover conteúdo que viole regras.

Vale lembrar que a reincidência de atitudes que violem esta e outras políticas do Twitter podem levar à suspensão da conta. As pessoas poderão denunciar possíveis violações por meio do fluxo de denúncias dedicado da rede do passarinho. Esses avisos serão usados em conjunto com os mecanismos de detecção para refinar o sistema de fiscalização, antecipar tendências e compreender padrões de comportamento.

Fonte: Twitter  

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