Trump cria ferramenta para catalogar pessoas censuradas nas redes sociais

Por Rafael Rodrigues da Silva | 16 de Maio de 2019 às 18h30

Na última quarta-feira (15), a Casa Branca lançou uma ferramenta para que os cidadãos dos Estados Unidos possam alertar as autoridades caso se sintam censurados ou tenham suas contas banidas ou suspendidas sem motivo em redes sociais, como o Twitter e o Facebook.

Baseada no Typeform, a ferramenta permite que os usuários enviem capturas de tela e links do conteúdo que foi considerado ofensivo, além de ter um espaço onde os usuários poderão detalhar exatamente qual foi a punição dada a eles por causa deste conteúdo. Há também um campo onde o usuário poderá escolher em qual rede social isso aconteceu, dando como opções Facebook, Twitter, Instagram, YouTube ou “outra”.

A ferramenta também pede diversas informações pessoais do usuário (como nome, endereço e documentação) e dá a opção para que os funcionários de cadastrem para receber notícias diretamente da administração Trump. O programa também pede que o usuário assine um termo de compromisso onde fica ciente que o formulário possui apenas fins e coleta de informações e que o governo não se compromete em tomar qualquer providência sobre cada caso, e pede ainda a inserção do ano em que o país assinou sua Declaração da Independência para fins de confirmar que não se trata de um bot — o que deixa claro que, quem quer que fez o programa, não entende muito de computação, já que é muito simples para um bot gerar números aleatórios até conseguir a data aceita pela verificação.

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Nos últimos meses, representantes do Partido Republicano dos Estados Unidos têm acusado diversas redes sociais de censurarem suas postagens, e membros do Senado chegaram até mesmo a questionar representantes do Facebook e do Twitter sobre um suposto viés ideológico das plataformas. Em abril deste ano, o presidente Trump chegou a conversar durante cerca de 30 minutos com Jack Dorsey, CEO do Twitter, e o principal assunto da conversa foi Trump reclamando que tem perdido muitos seguidores na rede social.

Outros membros da família Trump também estão preocupados com censura de membros do Partido Republicano, e Don jr., um dos filhos do presidente, criticou a expulsão de diversos ícones da extrema direita das redes sociais nos últimos meses, citando o teorista da conspiração Alex Jones entre os que ele sentia haver sido injustiçados.

Até o momento, o Facebook e a Google ainda não comentaram a medida, mas um porta-voz do Twitter já avisou que a plataforma não possui nenhum viés ideológico e é completamente imparcial em suas punições, suspendendo ou banindo contas que violem suas regras independente do viés político. Vale lembrar que em todos os casos de contas banidas da plataforma foi encontrado um longo histórico de tweets racistas ou preconceituosos contra algum grupo social, incitando a violência ou compartilhando notícias falsas — comportamentos que violam as regras do Twitter.

Fonte: The Verge

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