Snapchat bane apps de mensagens anônimas após suicídio nos EUA

Snapchat bane apps de mensagens anônimas após suicídio nos EUA

Por Igor Almenara | Editado por Douglas Ciriaco | 13 de Maio de 2021 às 10h05
Alveni Lisboa/Canaltech

O Snapchat bloqueou dois aplicativos acompanhando uma ação judicial iniciada em Oregon, Estados Unidos. Yolo e LMK, ambos construídos sobre a API Snap Kit para viabilizar o envio de mensagens anônimas na plataforma, não teriam impedido que um jovem residente do estado sofresse cyberbullying por meses, fato que culminou no suicídio do garoto em junho de 2020.

A mãe do menino, Kristin Bride, e a associação que atua contra o bullying escolar Tyler Clementi Foundation acusam Yolo e LMK de terem sido negligentes quanto ao assédio à vítima, Carson Bride, de 16 anos. Para eles, os apps “não fazem o suficiente” para proteger usuários das ações alheias.

Colaborando com a ação na justiça, o Snapchat informou por meio de um porta-voz ao Los Angeles Times que suspenderá o acesso à API dos apps acusados. “À luz das sérias alegações levantadas pelo processo e por causa do excesso de cautela para a preservar a segurança da comunidade do Snapchat, suspenderemos a integração com o Snap Kit do Yolo e do LMK enquanto investigamos as reinvindicações”, informou a companhia.

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Um fim para o cyberbullying no Snapchat

O processo visa representar todo jovem com idade entre 13 e 17 anos que reside nos Estados Unidos e utilizou o Snapchat em algum momento desde 2018. De acordo com documentos, Bride espera receber uma compensação financeira sobre a perda e responsabilizar a Snap Inc. (companhia dona do Snapchat), o Yolo e o LMK pelos seus produtos perigosos.

“Somos pais atenciosos, mas o cyberbullying anônimo aconteceu sem que soubéssemos. Nos últimos dias da vida de Carson, ele corria atrás dos amigos desesperadamente para descobrir quem estava o assediando e buscava métodos para hackear o Yolo e desmascarar quem tanto o atormentava”, disseram os pais através do advogado da família.

Por agora, o caso deve se desenrolar na justiça e os aplicativos devem deixar de funcionar até que o Snapchat revogue a suspensão. Maiores desdobramentos sobre o processo serão noticiados aqui, no Canaltech.

Fonte: FOX 12, Los Angeles Times

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