Pesquisa mostra que menos de 10% apagaram contas do Facebook nos EUA

Por Wagner Wakka | 13 de Abril de 2018 às 14h15
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Desde o escândalo envolvendo o uso indevido de contas de mais de 87 milhões de usuários no Facebook, especula-se sobre a consequência em relevância da rede social. Nesta última terça (10), o CEO da empresa, Mark Zuckerberg, comentou que não sentiu um “impacto significativo” em relação ao número de usuários após os problemas com privacidade.

Para medir isso de forma mais contundente, a empresa de estatística Creative Strategies fez uma pesquisa com mil usuários norte-americanos. A companhia descobriu que, apesar de 17% afirmarem ter apagado o app do Facebook de seus smartphones, apenas 9% dos usuários disseram ter deletado a conta na rede social.

Por outro lado, 35% disseram ter diminuído o uso da plataforma e 21% informaram que querem usar menos a rede social em um futuro próximo. Ainda, outros 39 % responderam que estão mais cuidadosos com o que postam e com as interações com marcas e amigos.

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Pesquisa mostra que usuários que deletaram são menores que 10% (Gráfico: Criative Strategies)

Com isso, a Creative Strategies acredita que a queda de engajamento seja a principal consequência para a plataforma depois do vazamento. “Esta deve ser a preocupação real do Facebook, já que os usuários não engajados serão menos valiosos para as marcas que estão pagando pelos serviços do Facebook”, aponta Carolina Milanesi, principal analista do estudo.

Junto com a análise comportamental dos usuários, a pesquisa também apresenta dados sobre a confiança do que é possível ser feito pelo Facebook para que se contenha o problema.

Para a pergunta “Quais coisas que o Facebook pode fazer para ganhar a confiança de volta?”, 41% consideram que seria entender melhor quais dados estão sendo compartilhados e 40% acham que seria ter mais poder para decidir quais dados devem ou não ser compartilhados. "Parece-me que o que os usuários estão pedindo é mais transparência do que mais ferramentas para gerenciar suas configurações, o que faz muito sentido", aponta a analista

Contudo, 28% foram categóricas em dizer que nunca acreditaram na plataforma e 15% falaram que o Facebook não pode fazer mais nada e que estão dispostos a pular para outra rede social.

Variações de gênero

Dado curioso do estudo é que as mulheres estão mais dispostas a compreender o problema e procurar soluções como transparência do que os homens, que apresentaram desconfiança e se mostram mais sujeitos a migrarem de plataforma. Milanesi acredita que esta questão tem uma relação com os casos de assédio na plataforma, o que faria com que mulheres se sentissem mais impelidas a ter mais capacidade de gerenciar seus conteúdos do que acreditar que o problema seria resolvido com a mudança de plataforma. “”Eu não vi este dado com surpresa, não apenas porque eu experienciei isso, mas porque, ao longo dos anos, há vários estudos que mostram o alto número de casos de assédio com mulheres no ambiente online. A pesquisa The Rad Campaign Online Harassment Survey em 2014 descobriu que as mulheres são mais propensas a usar as mídias sociais do que os homens. Sessenta e dois por cento das pessoas que relataram assédio a experimentaram no Facebook, 24% no Twitter, 20% via e-mail e 18% no YouTube”, relata. Ela ainda aponta uma outra pesquisa, de 2011 que mostrou que os casos de assédios aconteciam com mulheres em 72% dos casos.

Mulheres se mostram mais preocupadas em controlar os dados que migrar para outra rede (Gráfico: Criative Strategies)

Por fim, os dados foram levantados antes dos números de contas vazadas aumentarem de 50 milhões para 87 milhões e a revelação de que a maioria desses usuários é dos EUA. Além disso, a pesquisa também é anterior à descoberta de outros apps como AggregateIQ e CubeYou. “Seria justo supor que esse sentimento negativo inicial poderia de fato crescer”, finalista a anlista.

Fonte: Techpinions

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