LinkedIn lançará plataforma de eventos online ao vivo

LinkedIn lançará plataforma de eventos online ao vivo

Por Alveni Lisboa | Editado por Douglas Ciriaco | 06 de Janeiro de 2022 às 17h56

O LinkedIn vai lançar uma plataforma de eventos online que permitirá a realização de conferências por áudio e vídeo a partir do perfil cadastrado na plataforma. Nesta fase inicial, o produto contará apenas com o recurso de áudio, em um modelo similar ao adotado pelo Clubhouse, mas uma versão em vídeo deve chegar até o fim do primeiro trimestre de 2022.

A solução é voltada para criadores de conteúdo que desejam usar o LinkedIn como plataforma para realização de lives e interação com seus seguidores. A ideia é pegar carona no sucesso das transmissões ao vivo, comuns em plataformas como YouTube, Twitch, Instagram e TikTok, porém com enfoque voltado para o mercado corporativo.

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Segundo o gerente de produto do LinkedIn, Jake Poses, a ideia é facilitar a hospedagem de mesas redondas virtuais, bate-papos, palestras ou até cursos pela rede social. "Alguns podem querer que o evento seja mais formal ou menos formal. Alguns podem querer se comunicar com seu público, para expandir sua base. Estamos oferecendo interatividade e suporte aos profissionais”, declarou em entrevista ao site TechCrunch.

LinkedIn vai competir com Clubhouse

Quando a onda das plataformas de bate-papo por áudio ganhou força, no final de 2020, o LinkedIn foi uma das que anunciou o desenvolvimento de uma ferramenta para possibilitar esse tipo de interação. Agora, a ferramenta chega de modo aprimorado para atender a essa demanda, mas com a vantagem de ter um público bem mais engajado.

Vale lembrar que a rede social corporativa também já fez alguns testes com a possibilidade de organização de eventos pagos, o que poderia ser uma ótima adição no futuro. Neste momento inicial, a ideia é apenas tornar as lives recorrentes e incentivar o máximo possível de usos, para evitar que a funcionalidade "morra na praia", como ocorreu com os stories.

As salas de áudio devem ser exibidas desta maneira no LinkedIn (Imagem: Reprodução/LinkedIn)

Quando for lançada no final de janeiro de 2022, a plataforma de eventos incluirá ferramentas para executar conteúdos interativos de ponta a ponta, sem a necessidade de usar software de terceiros. A ideia é que o anfitrião possa programar, executar e interagir nas conversas ao vivo com apoio de moderadores e interação entre os participantes.

Como funcionará a plataforma de eventos do LinkedIn

Ainda não está muito claro quem terá acesso ao serviço, mas é provável que apenas criadores selecionados sejam contemplados nesta fase beta. Os temas tratados obviamente devem ser focados em assuntos de interesse do público-alvo do LinkedIn: carreira, dicas profissionais, habilidades laborais, cases de sucesso e o que tiver apelo.

Os eventos ao vivo por vídeo deve ter essa aparência no LinkedIn (Imagem: Reprodução/LinkedIn)

É provável também que esses criadores possam patrocinar ou impulsionar suas lives de alguma forma, o que pode gerar formas de renda extra para sustentar plataforma. A empresa reservou um fundo de US$ 25 milhões no ano passado para desenvolver soluções e atrair mais criadores de conteúdo. Mais do que apenas entregar uma opção para lives, o LinkedIn mira a produção de grandes eventos online de companhias que não possuem sistemas próprios ou desejam se aproximar de seus clientes.

O LinkedIn Live já teve um incremento importante de 231% no número de participantes de 2020 para cá e um aumento de 150% no total de reuniões virtuais realizadas pela plataforma. Com o aprimoramento da ferramenta e a versatilidade de usar apenas o áudio, é provável que a rede social se expanda ainda mais para a consolidação definitiva.

Com a adoção do modelo híbrido de trabalho ou totalmente à distância por empresas, é provável que o LinkedIn se fortaleça com esta ferramenta. Não dá para saber ainda se as companhias vão utilizar o sistema, mas é provável que criadores (especialmente quem trabalha com Coaching, RH e recrutamento) se valham do recurso para crescer a base de admiradores.

Fonte: TechCrunch  

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