Facebook, Twitter, Google e outras gigantes anunciam parceria contra COVID-19

Por Wagner Wakka | 19 de Março de 2020 às 08h20

As grandes empresas de redes sociais estão se juntando para trabalhar contra a desinformação relacionada à COVID-19. Facebook, Google, LinkedIn, Microsoft, Reddit, Twitter e YouTube publicaram um comunicado conjunto em que se comprometem a se unir para colaborar com informações sobre a doença.

“Estamos trabalhando bem próximos na resposta contra a COVID-19. Estamos ajudando milhões de pessoas a continuarem conectadas, enquanto também combatemos fraude e desinformação sobre o vírus, destacando conteúdos de autoridades em nossas plataformas e compartilhando atualizações críticas em coordenação com agências de saúde governamentais em todo mundo. Convidamos outras companhias a se juntarem a nós, no trabalho de manter comunidades saudáveis e seguras”, informa o comunicado conjunto.

Segundo reportagem do Washington Post, representantes das companhias se reuniram com a Casa Branca na última semana, quando o governo pediu ajuda das gigantes de tecnologia para combater a doença. Na reunião, estavam representantes do Google, Facebook, Amazon, Microsoft, Apple, IBM, Cisco e Twitter.

No site do Facebook, Kang-Xing Jin, líder de saúde da empresa, explicou quais são as principais medidas: a primeira é evitar a difusão de conteúdos errados e prejudiciais sobre a COVID-19. Junto disso, direcionar os usuários para fontes oficiais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A empresa agora também conta com restrições de anúncios. Ela derruba qualquer publicidade relacionada a pânico e produtos que prometem cura ou prevenção da doença. Também não é possível fazer anúncios de vendas de máscaras na plataforma.

Por outro lado, ela está oferecendo publicidade para a OMS. “Direcionamos US$ 20 milhões em doações para apoiar ações de apoio à COVID-19 e oferecemos à OMS a quantia que for necessária de publicidade para comunicação”, disse o Facebook.

Pelo Instagram, usuários também estão recebendo notificações que levam para o site oficial da OMS.

Outras empresas

O LinkedIn conta com uma página em que mostra como seus usuários podem encontrar fontes confiáveis de notícias. Ainda, como uma plataforma voltada para emprego, também traz dados sobre trabalhar de casa neste período.

Já o Twitter disse que está revendo as suas regras relacionadas à COVID-19. A empresa também informou que está trabalhando em novas tecnologias para tentar ser mais eficiente em derrubar desinformação e tem encontros diários sobre nova medidas a serem tomadas.

O Reddit comunicou que deve fazer seções de AMAs (silga para “pergunte-me qualquer coisa”), comuns na plataforma, com especialistas de saúde para tirar dúvidas dos usuários sobre a COVID-19. Ainda, perfis que divulgarem informações falsas e rumores sobre o assunto serão colocados em quarentena. Ou seja, não aparecem em resultados de busca.

Por fim, o Google já havia anunciado na semana passada mudanças para ajudar a difundir bom conteúdo sobre o tema. Em relação ao YouTube, a empresa passou a permitir que produtores de conteúdo parceiros voltem a monetizar vídeos sobre a COVID-19 para estimular a produção.

Fonte: Facebook, Whasington Post, LinkedIn, Twitter, Reddit, Google

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