Facebook pode ter de divulgar dados de apps ligados ao caso Cambridge Analytica

Por Wagner Wakka | 25 de Março de 2021 às 23h40
Brett Jordan/ Unsplash
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A Justiça de Massachusetts decidiu que o Facebook deve entregar algumas informações sobre aplicativos na rede social, ainda relativos ao caso Cambridge Analytica que estourou em 2018.

A procuradora-geral Maura Healey havia entrado com um pedido semelhante a uma intimação para ter acesso aos dados. Nesta quarta-feira (24), o tribunal norte-americano informou que o Facebook ainda pode manter o sigilo de identificação de aplicativos suspeitos de uso indevido do conteúdo de clientes, mas que a procuradora pode conferir algumas informações.

A questão ainda gira em torno do caso Cambridge Analytica, que resultou no uso indevido de dados de 87 milhões de usuários da rede social, incluindo brasileiros. Na época, para investigar o incidente, o Facebook contratou uma auditoria externa do escritório de advocacia Gibson Dunn & Crutcher.

A investigação, segundo documento judiciais, resultou na suspensão de 69 mil apps, pelo motivo de os desenvolvedores não terem colaborado com o inquérito. Destes, cerca de 10 mil abusaram de uso de informações de usuários.

São estes dados do levantamento interno aos quais Healey quer acessar. Em 2019, ela entrou com o pedido para identificar tais apps. Embora o Supremo Tribunal Judicial de Massachusetts tenha considerado que parte dos registros do Facebook ainda devem ser mantidos em proteção, concedeu alguns materiais à procuradora. Especificações sobre quais seriam estes dados não foram divulgadas.

Para Healey, a decisão ajuda a minar “a tentativa do Facebook de ocultar informações do público sobre outros desenvolvedores de aplicativos que podem ter se envolvido em conduta imprópria como Cambridge Analytica".

Já o Facebook se defende dizendo que vai rever a decisão. Ainda, agradeceu pelo fato de o tribunal ter reconhecido a necessidade de preservação de dados internos da empresa.

Fonte: Reuters

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