Facebook pergunta se pode usar os seus dados, mas esconde opção de recusar

Por Ares Saturno | 19 de Abril de 2018 às 08h39
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O Facebook está iniciando uma ação para se adequar aos pré-requisitos exigidos pela nova legislação sobre privacidade na União Europeia, conhecida como GDPR. A lei proíbe que as empresas de tecnologia coletem informações pessoais de seus usuários sem que tenham uma permissão explícita prévia; por isso, o Facebook estará, nos próximos meses, solicitando que seus usuários concordem em ter seus rostos analisados por reconhecimento facial e autorizem que suas informações sejam usadas para segmentação de publicidade.

Todos os usuários da rede social serão consultados, não apenas os europeus, segundo anúncio feito pela empresa nesta terça-feira (17). "Queremos deixar claro que não há nada diferente nos controles e proteções que oferecemos em todo o mundo", escreveu a empresa em um post no blog, consoante com o compromisso que assumiu ao se juntar a outras 33 empresas no Cybersecurity Tech Accord. O público da Europa será o primeiro a ver a tela de solicitação de uso de dados pessoais, e em seguida a ação se expandirá para alcançar todos os lugares do mundo.

O único problema é que a tela de solicitação tenta influenciar o usuário a sempre aceitar a solicitação, uma vez que a opção de não permitir o reconhecimento facial está disponível apenas na opção de gerenciar as configurações de informação, não havendo um botão direto para recusar a solicitação. Na captura de tela exibida pelo Facebook, há as opções "Aceitar e Continuar" ou ir para o gerenciamento de configurações de informação, como é possível ver na reprodução abaixo:

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É possível não concordar com o reconhecimento facial (Imagem: Facebook)

Muitos usuários se enfureceram pela ausência de um botão para recusar, de maneira mais explícita, o uso dos dados. No Twitter, alguns usuários postaram sobre o que eles viram como uma tentativa do Facebook de manipular sua escolha:

David Carrol, um usuário do Twitter, declarou: "Lembra quando nós pensamos que o Facebook seguiria a GDPR? Nós somos tão ingênuos!":

Fonte: Business Insider, Tech Crunch

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