Facebook estuda desenvolvimento de implantes para o cérebro

Por Fidel Forato | 14 de Outubro de 2019 às 18h50
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Com 15 anos, a gigante das redes sociais, ainda em fase de crescimento, promete alcançar um novo horizonte: a sua mente. Pois é: a maior rede social não quer apenas o seu tempo ou sua atenção, mas de fato seus pensamentos, inclusive com implantes neurais, além de tecnologias vestíveis controladas com base em sinais da medula espinhal.

A recente aquisição do CTRL-labs, startup especializada em criar interfaces em que computadores sejam controlados com sinais enviados pelo cérebro, pelo Facebook, foi mais um passo nessa direção. O Facebook adquiriu o CTRL-Labs no mês passado por uma quantia estimada entre US $ 500 milhões e US $ 1 bilhão, fazendo dessa uma das maiores compras da rede social. E a empresa já está trabalhando em uma pulseira que permitirá às pessoas controlarem dispositivos com base em sinais da medula espinhal.

“O objetivo é que você pense em algo e isso possa ser controlado com a realidade virtual ou aumentada”, disse Zuckerberg, em conversa com Dr. Joe DeRisi e Dr. Steve Quake do Chan Zuckerberg BioHub, centro de pesquisa financiado pelo CEO do Facebook e sua esposa, Priscilla Chan.

Para Quake, há riscos à saúde envolvidos com a tecnologia implantável, enquanto DeRisi destaca que os implantes ​​podem decodificar a fala interna em tempo real, o que deve ajudar pessoas com habilidades físicas ou de fala limitadas por um derrame, por exemplo, a se comunicarem melhor. No entanto, esses implantes, conectados aos neurônios, demandam cirurgias intracranianas — aquelas que envolvem abertura do crânio.

Com as invenções, Zuckerberg diz que as pessoas poderiam, eventualmente, usar dispositivos como as pulseiras do CTRL-Labs para controlar as coisas com seus pensamentos. Supondo que eles tenham neurônios motores, as células nervosas que são responsáveis pela produção dos movimentos dos músculos. No entanto, aqueles com limitações físicas podem utilizar um dispositivo implantado para fazer o mesmo, afirma o CEO do Facebook.

“Tenho capacidade neural suficiente em meus neurônios motores para controlar uma mão extra, é apenas uma questão de treinamento, então, os novos dispositivos poderiam captar esses sinais do pulso”, reflete Zuckerberg.

Fonte: CNBC

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