Facebook e Twitter não vão bloquear anúncios de políticos com fake news

Facebook e Twitter não vão bloquear anúncios de políticos com fake news

Por Claudio Yuge | 14 de Outubro de 2019 às 09h33
gizmodo

A corrida presidencial para a Casa Branca em 2020 já começou e com isso todo mundo está de olho nas fake news e nas redes sociais, dois elementos que, juntos, foram determinantes para os resultados do último pleito, segundo investigação do próprio governo norte-americano. E mesmo dizendo que há esforços para combater a desinformação, tanto o Facebook quanto o Twitter vêm discretamente admitindo que não vão bloquear os anúncios dos candidatos em suas plataformas — mesmo se houver mentiras nessas mensagens.

Isso é o que destaca o MIT Technology Review, que cita o chefe de comunicações do Facebook, Nick Clegg. O executivo disse que não haverá checagem de fatos sobre o material pago veiculado por políticos, um posicionamento também confirmado pela própria empresa. Em um comunicado enviado para Joe Biden, que concorre pelo Partido Democrata, a rede social disse o seguinte:

“Se uma reivindicação for feita diretamente por um político em sua página, seja em um anúncio ou no seu site, ela será considerada discurso direto e inelegível para nosso programa de verificação de fatos de terceiros. Essas políticas se aplicam a conteúdo orgânico e pago de políticos — incluindo o anúncio do Presidente Trump que você menciona em sua carta.”

O candidato do Partido Democrata, Joe Biden
(Imagem: Reprodução/Twitter/Joe Biden)

O Twitter também segue postura semelhante e já adiantou ao The Verge que anúncios de políticos, mesmo que tragam mentiras sobre seus oponentes, "não violam nossas políticas", sem esclarecimentos adicionais.

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Isso soa estranho, especialmente quando o próprio Facebook diz que conteúdos “como boatos virais compartilhados por um político seriam rebaixados, exibidos ao lado de informações de verificação de fatos e banidos de anúncios”. Ao que parece, essa discussão ainda deve esquentar, especialmente quando os candidatos começarem suas ofensivas.

Fonte:  MIT Technology Review  

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