Escândalo de privacidade estaria levando a crise interna no Facebook

Por Felipe Demartini | 09 de Abril de 2018 às 11h01
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A bola de neve do escândalo do Facebook e a coleta de dados da Cambridge Analytica não para de crescer. Agora, novas informações indicam que, além de investigações governamentais e uma perda de confiança da parte de seus usuários, a rede social também estaria enfrentando uma crise interna, com alguns de seus funcionários preocupados com os rumos da companhia e descrentes da atual administração.

Com isso, muitos estariam pedindo para sair ou, pelo menos, solicitando a transferência para outros times de desenvolvimento da companhia, como os responsáveis pelo Instagram ou WhatsApp. A preocupação em comum seria, principalmente, a questão ética relacionada ao uso de dados dos usuários, bem como uma descrença em relação aos administradores atuais e, principalmente, à permanência de Mark Zuckerberg no posto máximo do Facebook.

Um dos que mostrou esse tipo de insatisfação publicamente foi Westin Lohne, que pediu demissão na última semana e era um dos principais nomes do time de design de produtos do Facebook. Pelo Twitter, ele confirmou estar desempregado e disse que “moralmente, era extremamente difícil” continuar trabalhando para a companhia. O designer ainda se mostrou incomodado quando Andrew Bosworth, vice-presidente de VR e AR da rede social, o seguiu na plataforma, afirmando que essa seria a pior parte de deixar o trabalho na companhia.

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Outro nome de peso que estaria prestes a deixar a empresa é Alex Stamos, seu diretor de segurança. As informações foram publicadas pela imprensa americana no final de março, com a saída estando marcada para agosto, a pedido da diretoria da companhia, justamente por conta do escândalo da Cambridge Analytica. Desavenças internas com o alto escalão da empresa teriam sido o motivo da separação.

Isso, também, teria levado a uma mudança na posição de Stamos, que de responsável por investigações e auditorias internas em questões relacionadas à segurança e privacidade dos usuários passou a assumir um papel de divulgador de informações e analista de possíveis ameaças. Pelo Twitter, ele confirmou a mudança de posicionamento e também a futura saída da empresa, mas não deu detalhes quando às questões internas.

De acordo com reportagem publicada pelo New York Times, mais funcionários de médio e baixo escalão teriam solicitado transferência ou demissão. Mais nomes, porém, não foram revelados e o Facebook não confirmou nem negou as mudanças em suas equipes, mantendo o silêncio em relação às questões internas enquanto trabalha para cooperar com autoridades governamentais e recuperar a confiança do público.

Fonte: The New York Times

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