Algoritmo do Instagram exibe dietas nocivas a pessoas com transtorno alimentar

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 19 de Abril de 2021 às 16h40
Memed_Nurrohmad/Pixabay

Aqui no Canaltech, já abordamos a responsabilidade necessária aos digital influencers na hora de criar conteúdo, principalmente no que diz respeito à saúde. No entanto, o próprio Instagram fez polêmica nos EUA quando passou a indicar automaticamente termos como “inibidores de apetite” e “jejum” para determinados usuários, o que se mostrou como simplesmente nocivo a pessoas com transtornos alimentares, uma vez que poderia gerar recaídas.

Depois que usuários da rede social manifestaram descontentamento em relação a esses termos recomendados, o Facebook — dono do Instagram — chegou a fazer um comunicado sobre o ocorrido, conforme aponta a BBC:

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

“Recentemente, lançamos uma nova funcionalidade de pesquisa no Instagram, além de hashtags e nomes de usuário, para ajudá-lo a descobrir e explorar com mais facilidade o conteúdo que mais interessa. Como parte desse novo recurso, quando você toca na barra de pesquisa, sugerimos tópicos que você pode querer pesquisar. Essas sugestões, assim como os próprios resultados da pesquisa, se limitam aos interesses gerais e a perda de peso não deveria ser uma delas", escreveu a empresa.

Algoritmo do Instagram exibe dietas nocivas a pessoas com transtorno alimentar; rede social faz comunicado para se desculpar (Imagem: Freestocks/Unsplash)

Em seguida, a empresa disse que os termos prejudiciais foram removidos e que o problema com o recurso de pesquisa foi resolvido. O conteúdo que promove distúrbios é banido do Instagram, enquanto as postagens que anunciam produtos para perda de peso devem ser ocultadas de usuários com menos de 18 anos. No entanto, esse erro de algoritmo mostra que as políticas sozinhas não podem controlar os algoritmos da plataforma.

Fonte: BBC

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.