Os 10 vírus mais letais nas histórias em quadrinhos da Marvel Comics

Por Claudio Yuge | 18 de Março de 2020 às 11h18
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Bem, não é somente na história da humanidade que as pandemias são mortais. Na ficção há vários exemplos de como os “inimigos invisíveis” podem ser muito mais letais do que vilões mais populares. Aliás, na Marvel Comics o contágio por vírus é um tema recorrente e já rendeu diversos arcos importantes e muito famosos.

Em tempos de novo coronavírus, o Canaltech mostra que os super-heróis tiveram muitos problemas para conseguir contornar esses problemas — mas, no final, eles também conseguiram. Vamos lá, abaixo está a lista dos 10 vírus mais letais nas histórias em quadrinhos da Marvel Comics.

10. Vírus X

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

O vilão conhecido como MODOK (Mental Organism Designed Only for Killing, que, em português é algo como “Organismo Mental Projetado Apenas para Matar”), que pode até aparecer em breve no Universo Cinematográfico Marvel (MCU, na sigla em inglês), era um especialista em inteligência artificial que, bem, acabou ficando maluco e assassinando seus próprios colegas de trabalho. Na revista Marvel Two-In-One #81 (1974), ele disseminou um vírus mortal conhecido como Vírus X, que infectou o Coisa, do Quarteto Fantástico, e tornou sua aparência ainda mais monstruosa e instável.

Bill Foster, professor que tinha poderes semelhantes ao do Homem-Formiga e também foi conhecido como Gigante e Golias, conseguiu encontrar um antídoto e, mesmo que pudesse se livrar de um câncer com essa fórmula, preferiu usar a solução para ajudar Ben Grimm, que então voltou ao normal. Embora não tenha castigado muita gente, o Vírus X causou reações assustadoras.

9. HX-N1

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Também conhecido como Contagion X, o vírus sintético foi criado pela Sublime Corporation e tinha como principal sintoma o enfraquecimento de poderes mutantes, tornando as habilidades inatas dos Filhos do Átomo quase inúteis. O HX-N1 era turbinado por nanomáquinas capazes de replicar rapidamente sua estrutura viral e agia de forma parecida com o Influenza, causando mal-estar e enfraquecimento.

Wolverine e Magneto estiveram entre os contaminados e Logan chegou a ter complicações com intoxicação no sangue devido à sua estrutura óssea estar ligada ao adamantium. Para piorar, o criador do vírus, Lobe, começou a usá-lo para conferir poderes mutantes para pessoas normais — e a si mesmo. No final, os X-Men conseguiram deter e obrigá-lo a criar uma cura, amplamente distribuída posteriormente.

8. Vírus Extremis

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Esse aqui pode ser mais familiar para quem assistiu ao Homem de Ferro 3, pois ele saiu diretamente das páginas do Gladiador Dourado para fazer parte da trama do filme. A FuturePharm, uma subsidiária da Stark Industries tocada por Aldrich Killan e Maya Hansen, tentou reproduzir o Soro do Supersoldado do Capitão América, criando um vírus nanotecnológico capaz de dar habilidades sobre-humanas aos infectados.

Quando um vilão conhecido como Mallen foi afetado por essa “solução”, Stark percebeu que havia algo de errado aí, pois o fato dessa droga dar a um indivíduo um poder incalculável tornou-se uma preocupação — especialmente quando o vilão Mandarim passou a almejar o Extremis. Vale destacar que o próprio Homem de Ferro acabou utilizando o vírus em si mesmo, o que o permitia, basicamente, se revestir com sua armadura a partir do Extremis em seu próprio sangue.

O Extremis ainda está presente por aí, evoluído em diferentes formas, e foi utilizado até mesmo pelo Hulk em sua persona conhecida como Doc Green, uma versão mais maluca do Professor Hulk.

7. Vírus Último

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

O robô gigante Último era um inimigo recorrente do Homem de Ferro que costumava ser controlado pelo Mandarim. Depois que a máquina foi destruída, o Dr. Phillip Prometheus usou seus destroços para criar o Vírus Último, que conseguia transformar qualquer ser vivo em uma réplica parecida com sua versão mecânica, com direito a habilidades de cura, visão a laser, superforça e grande velocidade.

Essa ameaça chegou a escalar em níveis extremos, causando até problemas aos deuses gregos, como Ares, que se tornou ainda mais perigoso. Para conseguir detê-la, o Máquina de Combate teve de apelar para o então Patriota de Ferro, Norman Osborn, ajudá-lo a impedir que a população da Terra fosse devastada.

6. Vírus Reaver

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Criado por Kirk Jansen, o patógeno pode transformar qualquer pessoa infectada em perigosas ameaças cibernéticas orgânicas. Seu principal objetivo era matar mutantes, como Magneto descobriu em X-Men Blue #33 (2017). Depois de visitar um futuro pós-apocalíptico, em que a maioria de portadores do gene X foi morta como resultado da pandemia do Reaver, o Mestre do Magnetismo voltou ao presente determinado a matar o cientista que o desenvolveu.

A trama serviu para tornar Magneto mais uma vez relevante nos “títulos X”, que andavam em baixa, e também ajudou a manter seu status quo de anti-herói. Afinal, embora Erik Lehnsherr (ou Max Eisenhardt) sempre tenha sido visto como um vilão aos olhos dos humanos, ele sempre carregou motivações, digamos, mais nobres do que apenas causar terror ou mortes a esmo.

5. Vírus zumbi

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Tudo bem que esse aqui foi criado somente para que a Marvel pudesse ter uma versão de desmortos de seus heróis e vilões. Na trama, o superpoderoso Sentinela é infectado e enviado à Terra-2149 pelo Vigia. Em pouco tempo, quase todos os personagens estavam contaminados, via mordidas, em uma clássica alusão aos mortos-vivos de George Romero.

Em menos de 24 horas, o Quarteto Fantástico, Homem-Aranha, Capitão América e até mesmo quem tinha habilidade de cura acelerada, como Wolverine, acabou sucumbindo. No final das contas, a história toda foi bem divertida e ganhou várias outras menções.

4. Vírus Carrion

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Resultado de várias tramas com problemas de cronologia e, sendo sinceros, falta de noção mesmo, esse patógeno foi criado somente para explicar como o vilão Miles Warren, também conhecido como Chacal, fazia seus experimentos na tentativa de criar clones — o que se tornou assunto para a várias histórias relacionadas à famigerada Saga do Clone do Homem-Aranha.

O vírus mexe com o cérebro dos hospedeiros e os transforma em pessoas enfurecidas e psicóticas, até causar completo colapso em suas células. Embora não haja uma cura, é possível controlá-lo com uma pílula.

3. Vírus Ultron

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Bem, isso aqui deu para ter uma ideia também no MCU, em Vingadores: A Era de Ultron. Embora não tenhamos realmente visto o vírus em ação, nos quadrinhos ele conseguia se autorreproduzir em qualquer pessoa, transformando-a em uma extensão da inteligência artificial senciente — incluindo as mesmas tendências assassinas do robô superpoderoso criado por Hank Pym.

Ou seja, o vírus Ultron pode criar um rede conectada de exércitos autorreplicante. Sinistro.

2. Vírus Tecnorgânico ou Transmodal

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Esse aqui também é bem famoso, pois está atrelado aos personagens Warlock e Magnus. É capaz de transformar qualquer tecido vivo em tecnologia, fazendo com que as células possam funcionar como máquinas individuais, armazenando informações de seus portadores. Quando juntos, os hospedeiros podem se tornar uma Falange.

A ameaça é oriunda da raça alienígena conhecida como Tecnarquia, que pode mudar de forma e vasculha o universo à procura de seres vivos para infectar e se alimentar de sua energia vital. Uma das variantes foi usada por Apocalipse no jovem Nathan Summers, filho de Ciclope e Madelyne Prior, que então foi levado ao futuro e, mais tarde, retornou como o mutante Cable.

1. Vírus Legado

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Embora não seja assim tão popular fora das revistas, talvez seja o vírus mais famoso entre todos os títulos da Marvel Comics, especialmente porque em muitas de suas tramas as pessoas que morreram por conta dessa infecção participaram de arcos muito dramáticos. Ele foi criado pelo clone maligno de Cable, conhecido por Conflyto, e devastou vários mutantes, a exemplo de Illyana Rasputin, irmã de Colossus.

Existem três variantes do vírus Legado, cada uma ativada quando uma pessoa com o gene X ativava seus poderes após contrair a doença pela primeira vez. O próprio Colossus acabou se sacrificando para encontrar uma cura definitiva para a ameaça.

Bônus: M-Pox

Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Esse aqui não se trata exatamente de um vírus, mas traz uma história de bastidores interessante. Em suma, o M-Pox era uma doença que afetava apenas os mutantes (e não eram todos) por conta de efeitos inesperados da Nuvem Terrígena, que é a “fumacinha” que ativa os genes Inumanos nos humanos que os possuem.

Com a ativação de uma Bomba Terrígena ao final da saga Infinito, os X-Men e outros mutantes praticamente foram banidos da Terra por conta dos efeitos da doença, que surtia diferentes resultados. Alguns morriam apenas ao primeiro contato, outros adoeciam por um longo tempo e muitos sofriam mal-estar, cansaço e confusão mental. Eventualmente, uma cura foi encontrada e não se falou mais disso.

O que chama a atenção na época, em 2015, é que as rusgas da Marvel Entertainment, liderada por Ike Perlmutter, e a Fox Films, chegaram a um patamar tão extremo que ele determinou que os Inumanos substituíssem de vez os X-Men na Marvel Comics. Nesse período, os criadores dos títulos X já estavam proibidos de criar novos personagens para não oferecer mais propriedades intelectuais à Fox. E isso explica porque os Inumanos também estavam inicialmente no cronograma de filmes do Marvel Studios a contragosto de Kevin Feige.

Quando Feige conseguiu se livrar de vez do comando de Perlmutter e a Disney comprou a Fox, essas diretrizes caíram na Marvel Comics, que até tentou emplacar vários títulos dos Inumanos em detrimento de menos revistas dos X-Men. No final, nenhum fã conseguiu engolir essa troca e o próprio chefão do Marvel Studios transformou o projeto de filme dos Inumanos em uma série de quinta categoria, destruindo de vez a reputação temporária ganha por Raio Negro e companhia.

No final, a M-Pox não era um vírus, mas agiu como tal, dentro e fora das revistas, até que o bom senso e a própria força dos fãs e criadores “curaram” os problemas editoriais, que foram extirpados de vez com a compra da Fox pela Disney.

*Com informações do CBR.

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