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O que aconteceu com o esquecido primeiro Lanterna Verde da Terra?

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DC Comics
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Se você perguntar para qualquer fã do Lanternas Verdes quem é o primeiro Gladiador Esmeralda da Terra, é bem possível que receba de bate-pronto o nome “Alan Scott”. A resposta não está errada, afinal, é quem a maioria das histórias, e as próprias publicações sobre o cânone da DC Comics, confirmam. Mas… há uma minissérie esquecida que introduziu outros personagem a usar o anel do poder no planeta.

Hal Jordan se tornou o mais popular Lanterna Verde devido ao sucesso na Era de Prata dos Quadrinhos; e ao longo tempo em que foi o Gladiador Esmeralda oficial da Liga da Justiça. Mas muitos veteranos também se lembram de Alan Scott como o primeiro Lanterna Verde da Terra, assim como a audiência mais nova até prefira John Stewart, já que, na Era Moderna, rivalizou com Hal suas participações em animações e nos quadrinhos da Liga da Justiça.

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Mas, em 2001, quando a Tropa dos Lanternas Verdes estava em baixa e a própria franquia capengava, com Kyle Rayner segurando a barra, a DC lançou a minissérie Green Lantern: Dragon Lord, que apresentou aquele que seria o primeiro humano a usar o anel do poder dos Guardiões do Universo de Oa.

Quem é o esquecido primeiro Lanterna Verde da Terra?

Pois bem, em Green Lantern: Dragon Lord (Doug Moench, Paul Gulacy, Joe Rubinstein, James Sinclair e Bob Lappan), vemos a história de Jong Li, um monge simplório que mora na China do século VII, sob o domínio de um imperador tirânico. Quando uma das escravas foge e procura abrigo no monastério onde ele vive, todos são atacados pelo déspota, o que os obriga a se esconderem na floresta.

E é justamente nesse local que Li é visitado por um Guardião de Oa, que o considera digno de empunhar o anel do Lanterna Verde — lembrando, isso no século VII, bem antes de Alan Scott achar a lanterna que o transformou no, até então, primeiro Lanterna Verde, no século XX. Em seguida, Li usa a arma cósmica para canalizar os Lordes Dragões aos quais ele dedicou a vida inteira para derrotar o tirano e seus capangas.

Por que esse primeiro Lanterna Verde foi esquecido?

Bem, nos bastidores, a época era de reconstrução no mercado de super-heróis, tanto na Marvel quanto na DC, que viram a saturação no setor derrubar as vendas. Algumas decisões dos anos 1990, como acabar com a Tropa dos Lanternas Verdes, deixou várias franquias sem rumo. Então, nos anos 2000, as editoras tentavam atualizar suas criações com as tendências de um novo século.

Na época em que Green Lantern: Dragon Lord foi publicado, a DC vinha estudando a reformulação dos Lanternas Verdes com a volta de Hal Jordan, que havia morrido ao destruir a Tropa dos Lanternas Verdes. Hal se tornou o vilão Parallax, e, sem seguida, assumiu o manto de Espectro. Era um período em que a internet começava a aproximar as fronteiras e derrubar muros entre as culturas.

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Isso se refletiu no sucesso de O Tigre e o Dragão, filme chinês de tremendo sucesso nos Estados Unidos, que abriu caminho para a cultura estrangeira no país, especialmente a oriental — vale lembrar que os mangás também já haviam invadido as prateleiras ianques nos anos 1990. Então, Green Lantern: Dragon Lord, foi uma tentativa de revitalizar a franquia com o frescor das tendências da época.

Só que, em 2004, Geoff Johns trouxe Hal Jordan em uma sequência arrebatadora de arcos de sucesso, que reformularam toda mitologia dos Lanternas Verdes. E mais: Johns, que passou dez anos comandando os títulos dos Gladiadores Esmeralda, criou tantos elementos ligados às próprias fundações do Universo DC que ficou difícil considerar qualquer coisa criada antes dessa revitalização.

Assim, desde então, nada mais se falou sobre Jong Li, embora a edição que trouxe sua história em 2001 não fosse de alguma Terra alternativa ou algo parecido. A DC simplesmente “esqueceu” essa minissérie, que até tem seu próprio charme, por conectar o poder dos Lanternas Verdes a algo místico, assim como foi com Alan Scott.

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Vale ressaltar que, na época, tanto os quadrinhos quanto outras mídias ainda tratavam a cultura oriental com muitos estereótipos. Então, pode ser que o “esquecimento” seja por conta de vários elementos da própria trama ou personagens de Green Lantern: Dragon Lord estarem desalinhados com os bem-vindos ajustes relacionados a isso ao longo dos últimos anos.

E, até hoje, ainda há a esperança de que algum dia a editora possa “lembrar” dessa aventura em uma futura saga dos Gladiadores Esmeralda — e, enfim, trazer um pouco de justiça àquele que seria o verdadeiro Lanterna Verde da Terra.