Tudo o que você precisa saber para utilizar um patinete elétrico

Por Rafael Rodrigues da Silva | 18 de Junho de 2019 às 10h48

A nova moda de 2019 são os patinetes elétricos. Os veículos individuais estão se espalhando pelas principais capitais do país e são uma alternativa para aqueles que querem um veículo para se movimentar rapidamente entre o trânsito das grandes cidades, mas não sabem andar de moto ou bicicleta.

Mas, ainda que na teoria seja fácil utilizar esses equipamentos — tudo o que você precisar é ter o app da empresa que faz o aluguel deles, fazer o desbloqueio de seu patinete e começar a usar —, muita gente ainda não sabe exatamente como o sistema funciona e tem dúvidas sobre o uso correto do equipamento. Por isso, ensinaremos aqui tudo o que você precisa saber para curtir esses patinetes no seu dia-a-dia.

Empresas de aluguel

No Brasil, atualmente são três as principais empresas que atuam com o aluguel de patinetes elétricos: a Yellow, a Grin e a Scoot (pioneira na distribuição desses veículos no país). Além delas, existem outras que já podem ser encontradas ou que estão preparando a entrada no país e devem aparecer por aqui nos próximos meses, como a Tembici (que atualmente gerencia a operação das bicicletas do Itaú e tem interesse em entrar no ramo de patinetes), a Serttel (ex-operadora do BikeSampa), a Uber, a Bird, a FlipOn, a Lime, a Mobileasy e a Trunfo. Claro, esses são apenas alguns dos nomes que já sabemos possuir interesse em operar com patinetes elétricos aqui no país, e certamente mais startups do tipo surgirão conforme a fama desses equipamentos for aumentando.

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Independentemente da marca, a maioria dos serviços de aluguel de patinetes elétricos funciona da mesma forma: você faz o download do app da companhia, instala-o em seu smartphone, cria uma conta e cadastra o modo de pagamento de sua preferência — o mais comum é através do cartão de crédito, mas alguns aplicativos também oferecem opções como débito em conta e pagamento por serviços financeiros online terceirizados, como o PayPal. Feito isso, você pode usar o próprio app para descobrir qual é o ponto de aluguel de patinetes mais próximo da sua posição, e a cobrança costuma ser feita da seguinte forma: você deve pagar um valor pelo desbloqueio, e soma-se a isso um valor por cada minuto utilizado.

Aqui no Brasil, a taxa mais comum é a cobrança de R$ 3 pelo desbloqueio e de R$ 0,50 por cada minuto utilizado, mas esses valores podem mudar dependendo da cidade em que se está ou da empresa que opera esses equipamentos. A “entrega” do equipamento também depende de cada empresa: algumas pedem para deixar o equipamento em uma base recarregadora da companhia, onde outros usuários poderão fazer o aluguel desses patinetes, enquanto outras permitem que se deixe o patinete em qualquer lugar. Assim, é importante prestar atenção em como a empresa que você está utilizando trata a questão da devolução, pois se você tiver alugado o patinete de uma que exige a devolução numa base própria e deixar o equipamento em qualquer lugar poderá ser cobrado uma multa ou até mesmo não finalizar a corrida e o tempo que o equipamento ficou fora da base continuar contabilizando com em uso.

Dirigindo um patinete elétrico

A utilização desses equipamentos é bem simples. Logo após destravar o patinete pelo aplicativo, o primeiro passo é ajustar a altura do guidão. Como você precisará ficar o tempo todo com ambas as mãos nele, é importante deixá-lo em uma regulagem de altura com a qual se sinta confortável. Feito isso, é só travar o guidão na altura escolhida e começar a utilizá-lo.

Para começar a andar, alguns modelos possuem um botão de partida (igual as motos com ignição elétrica) enquanto outros precisam “pegar no tranco”, e o motor passa a funcionar automaticamente assim que entram em movimento. Assim, nesses modelos mecânicos (ou seja, aqueles que não possuem ignição elétrica) o funcionamento inicial é igual ao de um patinete comum, e o usuário deve fixar uma perna sobre o aparelho e, usando a que está no chão, dar um impulso para que ele comece a se movimentar e acione o motor.

Feito isso, o controle de um patinete desses é bem semelhante ao de uma moto: você pode controlar a aceleração com um acelerador rotativo manual que fica no guidão (igual ao de uma moto) e um alavanca de freio que fica bem à frente do guidão (igual a uma moto ou bicicleta). O uso de capacete não é obrigatório, mas as empresas que fazem o aluguel desses equipamentos recomendam que as pessoas os utilizem, isso porque alguns desses patinetes podem alcançar velocidades de até 50 km/h, o suficiente para causar uma concussão grave ou até mesmo a morte do ocupante em caso de acidente. Por isso, também é recomendado que aqueles que nunca utilizaram o equipamento antes façam o primeiro teste em locais abertos e com poucas pessoas, para que possam ir se acostumando com os controles e se sentirem seguros suficiente para se locomover entre o trânsito das cidades.

Andando dentro da lei

Atualmente, não existe uma legislação nacional que defina regras para o uso de patinetes elétricos. Assim como skates, hoverboards e os patinetes tradicionais, a legislação de trânsito brasileira não os define como veículos automotores, assim não é necessário que o usuário possua uma CNH, por exemplo.

Ainda que o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) já esteja estudando a criação de regras específicas para patinetes elétricos, elas ainda não existem, e a operação desses veículos se baseia na resolução nº 465, de 27 de novembro de 2013, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Assim, qualquer pessoa que quer andar com um patinete elétrico dentro da lei deve seguir as mesmas normas aplicadas aos chamados equipamentos de mobilidade individual autopropelidos. Isso quer dizer que esses equipamentos não podem trafegar acima de 6 km/h em áreas onde ocorre a circulação de pedestres (como calçadas e pistas de caminhada) e 20 km/h em ciclovias ou ciclofaixas. Também é obrigatório que esses equipamentos possuam indicador de velocidade, campainha (para alertar pedestres distraídos e evitar acidentes) e sinalização noturna dianteira, traseira e lateral. Além disso, as dimensões de largura e comprimento não podem ultrapassar as de uma cadeira de rodas.

Ainda que não exista nenhuma regulamentação nacional específica para os patinetes elétricos, governos de estados como o Rio de Janeiro e o Mato Grosso têm se esforçado para criar regras específicas para o trânsito desses equipamentos em seus estados, então é bom ficar de olho para qualquer novidade nesse sentido, porque nada mais frustrante do que tomar uma multa por dirigir um patinete elétrico da maneira errada.

Fonte: TechRadar, Deutsche Welle, Mobilize, IG

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