Moto G: como usar a câmera do seu celular

Moto G: como usar a câmera do seu celular

Por Felipe Junqueira | Editado por Léo Müller | 09 de Agosto de 2021 às 16h00
Rafael Damini/Canaltech

Você conhece o seu celular bem o suficiente para aproveitar todos os recursos fotográficos que ele oferece? Provavelmente não, já que está interessado em dicas de como usar a câmera do seu celular e tirar fotos para ganhar muitas curtidas nas redes sociais.

Não precisa ficar com vergonha. Afinal, uma câmera sozinha não faz boas fotos, por melhor que seja. O conhecimento básico de fotografia é importante para você tirar o melhor proveito de um conjunto fotográfico. No caso dos smartphones, que têm várias lentes e modos, usar o recurso certo para cada cenário é crucial para conseguir o melhor resultado.

Com isso em mente, o Canaltech faz um breve tutorial para explicar como usar a câmera do seu Moto G da melhor maneira. É um texto um pouco mais genérico, com trechos que servem para qualquer celular e partes que são bem específicas dos modelos da Motorola.

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Uma lente para cada momento

Celulares atuais geralmente têm uma câmera principal, uma ultra wide, uma macro e uma de profundidade (Imagem: Ivo/Canaltech)

Antes de iniciar o passeio pelos modos de câmera disponíveis nos Moto G, é importante entender para que serve cada lente disponível no celular. O conjunto mais comum tem a principal, também chamada de grande-angular, com campo de visão bastante semelhante ao olho humano; a super grande-angular, também chamada de ultra wide, com campo de visão mais amplo; e a macro, com campo de visão bastante fechado. Além delas, também é muito comum a câmera de profundidade, sobre a qual explicarei depois.

O sensor principal também é chamado de grande-angular. Trata-se da câmera mais utilizada, que aparece logo que você abre o aplicativo para tirar fotos, além de ser geralmente aquela que tem a maior resolução do conjunto. Também é geralmente o que tem a lente com maior abertura, para captar mais luz e registrar mais detalhes. A maioria dos Moto G mais recentes ainda usam neste sensor uma tecnologia que junta pixels menores para formar um maior, o que amplia a sensibilidade à luz ao mesmo tempo em que reduz ruídos e melhora a nitidez.

A super grande-angular aumenta o campo de visão, como se você desse um passo para trás, e é ótima para tirar fotos de paisagens e grupos grandes. A maioria tem foco fixo e amplo, mas alguns Moto G têm sensor ultra wide com foco automático, como já vimos nos Moto G60 e Moto G100. Uma das desvantagens é a distorção nas bordas da imagem, mas as tecnologias atuais já dão conta de corrigir o problema de maneira satisfatória.

Passando para a câmera macro, temos uma opção para registrar detalhes sutis de objetos muito próximos, com distância que pode variar de 2 cm a 5 cm, dependendo do sensor. Há celulares que usam esse recurso com a ajuda de software, como os Moto G60 e o G100, que usam a mesma lente para macro e para a super grande-angular.

Alguns poucos Moto G têm a câmera de zoom, que aproxima a câmera do objeto sem a necessidade de andar. Nenhum modelo da nova geração tem esse recurso, mas é útil para enquadrar algo específico que esteja mais difícil de alcançar fisicamente.

Por fim, a câmera de profundidade, que serve unicamente para auxiliar o sensor principal a fazer o efeito Bokeh do modo retrato. É uma lente extra que ajuda o algoritmo a reconhecer o que faz parte do cenário, para fazer o recorte e manter o objeto da imagem focado. Esse é um recurso um tanto polêmico, pois, além de ser possível fazer apenas com inteligência artificial, também daria para utilizar qualquer outra câmera para isso.

Conhecendo o aplicativo

Você pode abrir o app da câmera segurando o aparelho e dando um breve giro duplo com seu pulso. Também pode ativar a opção dos dois toques rápidos do botão power em Configurações > Sistema > Gestos > Abrir a câmera rápido. Mas fique atento: nem todos os Moto G têm essa opção.

Dentro do aplicativo, você vai ter a imagem captada pela lente no centro, e na maioria dos modelos mais novos, dois ícones na parte superior: um que mostra a cena detectada, à esquerda, e as opções da câmera, à direita. Voltarei a isso logo mais, pois há opções interessantes ali dentro, mas vou explicar a interface antes.

Abaixo do enquadramento da foto, temos um botão do Google Lens, algumas opções rápidas (a setinha para cima), temporizador e opções de flash. Os ajustes desta opção central mudam dependendo da câmera e modo ativado. Abaixo desses atalhos, tem a troca para a câmera frontal, botão de captura e rolo da câmera, sempre indo da esquerda para a direita. Por fim, os modos: vídeo, foto e extras.

Vamos começar a dissecar melhor este último menu, dos modos extras. Este menu pode ser acessado ao tocar no ícone com três linhas horizontais na parte inferior da tela ou arrastando para a direita (ou esquerda, em modelos mais antigos). Este gesto também alterna entre o modo de foto e vídeo.

As opções podem variar de acordo com o modelo em mãos, sendo que a maioria tem os modos retrato, recorte, cor em destaque, Night Vision, Cinemagraph e Panorama; alguns ainda têm selfie em grupo, filtro interativo e modo manual (ou profissional) para fotos. Alguns modelos ainda oferecem outros extras, sendo que o macro pode entrar aqui ou na tela inicial. Em vídeo, dá para ver câmera lenta, time-lapse, cor em destaque e adesivos em realidade aumentada, opções que podem variar dependendo do seu aparelho.

Ao arrastar para cima, você vai para aquele menu de opções rápidas, também acessível pelo ícone de seta para cima. As opções aqui vão depender do modo e do aparelho, e podem incluir flash, temporizador, resolução e proporção de captura. Há também uma opção de fotos dinâmicas, que grava um breve vídeo durante a captura.

Configurações do aplicativo

Voltando para aqueles primeiros atalhos citados, temos o menu de configurações, que pode variar principalmente entre as gerações ou a versão do Android instalada. A mudança vai ser principalmente visual, e a maior parte das opções que vou citar está presente em todos os Moto G, desde o Moto G8, pelo menos — não garanto os anteriores porque minha memória impede de falar algo com certeza.

O ícone de engrenagem leva a uma tela com as seguintes opções (nos modelos mais novos): inteligência artificial, fotos, vídeos, configurações de captura, configurações de armazenamento e sobre. Esta penúltima é simplesmente uma escolha entre salvar as fotos no armazenamento interno ou em um cartão de memória, quando disponível. A última mostra os detalhes sobre o app, além de ter um tutorial, ajuda e até redefinir, para voltar a câmera para as configurações de fábrica.

Em inteligência artificial, você pode ativar um detector de sorrisos, para tirar foto automaticamente ao detectar uma pessoa sorrindo no quadro (útil especialmente para selfies, pois poupa o trabalho de tocar o botão de captura); a selfie com gesto também é bem útil, pois conta alguns segundos assim que detecta sua palma da mão no quadro para fazer o clique — é um temporizador ativado por gesto, por assim dizer.

A composição inteligente promete nivelar a imagem e aplicar a regra dos terços automaticamente, mas admito que não consegui ver diferença nos resultados dos meus testes. Por fim, o aprimoramento de imagem detecta a cena e pode aumentar a saturação ou o contraste dependendo da foto a ser clicada. Alguns modelos ainda podem oferecer um aprimoramento de imagem por IA para cenários com pouca luz, que vai basicamente reduzir os ruídos e aumentar a nitidez da fotografia.

Em fotos você vai ter as opções de resolução, HDR, espelhamento de selfie e marca d’água para imagens paradas. Em vídeo, dá para escolher o salvamento com um formato mais eficiente, o H.265/HEVC, que pode ser interessante manter ativado (ele vem ligado por padrão).

E, para fechar, as configurações de captura, onde você ativa ou desativa a câmera instantânea (com o giro duplo do pulso); se quer tocar em qualquer lugar da tela para fazer o clique; se vai fazer um som ao tirar a foto; e opções importantes: linhas de enquadramento, nível e manter último modo. As linhas de enquadramento são as grades para ajudar a aplicar a regra dos terços; o nível traça uma linha no centro do quadro para ajudar a evitar fotos tortas; e a última opção mantém o modo usado pela última vez ao abrir novamente a câmera.

Como tirar as melhores fotos com seu Moto G

Alguns Moto G oferecem modo profissional, mas não é necessário saber usá-lo para tirar boas fotos (Imagem: Felipe Junqueira/Captura de tela)

Agora que você já sabe onde encontrar cada opção no seu Moto G, pode partir para o básico da fotografia: regra dos terços e aproveitar a luz a seu favor sempre que possível. Além disso, posso fazer algumas recomendações que vão ajudar a tirar o melhor proveito de cada opção e cada modo disponível no celular.

Primeiramente, recomendo ligar tanto as linhas de enquadramento, quanto o nível. Isso já facilita bastante o enquadramento e o uso da regra dos terços. Para aproveitar o melhor da iluminação disponível, recomendo deixar o HDR no automático, assim o dispositivo escolhe quando ativar esta opção, evitando o uso forçado em ambientes em que não faz diferença — e pode até resultar em uma imagem de má qualidade.

Aqui vale uma observação: o Moto G20 tem um aplicativo bastante diferente dos seus irmãos, e oferece ainda as opções de enquadramento pela espiral de Fibonacci, centro e caixa, além da grade. Também possui aprimoramento automático de fotos com pouca luz, mas não traz a opção de nivelamento. A maioria das dicas aqui presentes ainda valem para ele, bem como para modelos mais antigos e com opções um pouco mais limitadas.

O dispositivo recomendará o modo noturno (Night Vision) quando realmente ajudar a melhorar a imagem, bem como o macro e o retrato. Você verá um pop up na parte de baixo da tela com a sugestão de mudar para um desses modos quando o aparelho detectar que pode ser uma boa.

O macro é legal usar quando há bastante luz (ou você pode usar o flash LED em volta da lente, disponível apenas o Moto G100) e para fotografar detalhes de objetos muito aproximados quase imperceptíveis a olho nu. O retrato dá um efeito profissional à sua foto, ao desfocar o fundo para dar um destaque maior ao objeto da imagem, que pode ser tanto uma pessoa quanto um objeto — alguns Moto G podem não conseguir fazer o recorte nesta segunda opção, exigindo um rosto a ser detectado para ativar o efeito.

Como tirar as melhores selfies com seu Moto G

Selfies têm muitos modos presentes na câmera principal, como o detaque de cor (Imagem: Felipe Junqueira/Captura de tela)

Para as selfies, vale a maioria das dicas acima: cuidado com enquadramento e luz, usando a grade e o HDR automático. Você ainda pode usar a detecção automática de sorrisos ou, se não quiser sorrir sempre, o gesto de mostrar a palma da mão para ativar um temporizador rápido. Assim, você evita tremidas ao tocar o botão de captura.

Tente sempre usar a luz a seu favor: a selfie fica boa quando o seu rosto está iluminado — evite o contra-luz a todo custo. Mas é legal ter um cuidado extra com o fundo, evitando bagunças ou cenários com muitos detalhes, que podem tirar a atenção de você.

E estas são as dicas para você tirar as melhores fotos com o seu Moto G. Sabendo usar melhor as ferramentas disponíveis em seu celular, basta que você saiba como usar sua percepção para aproveitar melhor a luz e fazer cliques para garantir muitas curtidas nas redes sociais. Afinal, fotografia não é só equipamento: saber usar o que tem em mãos é crucial para fazer boas imagens.

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