Lyft retira bicicletas elétricas de São Francisco após elas pegarem fogo

Por Wagner Wakka | 01 de Agosto de 2019 às 11h03
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A Lyft está retirando as suas bicicletas elétricas das ruas de São Francisco dois meses após ter lançado o serviço no mercado. O motivo: elas estão pegando fogo. A companhia lançou o produto sob a marca Bay Wheels, antiga Ford GoBike, com sistema muito parecido com o da Yellow, sem que haja estação para deixar o veículo.

Uma pessoa publicou no Twitter uma foto que mostra uma das bicicletas com o motor praticamente carbonizado. Nesta quarta-feira (31), o jornal San Francisco Examiner também revelou que outra bicicleta estava nas mesmas condições, o que fez com que a companhia tirasse seus veículos da rua.

Até o momento, a Lyft não soube dizer qual a causa do problema e diz estar investigando o que aconteceu. Embora possa parecer problema interno, ela não excluiu a possibilidade de vandalismo. “Por precaução, estamos temporariamente tirando a nossa frota de bicicletas elétricas de utilização para investigar e atualizar a nossa tecnologia de baterias”, disse a empresa.

Com isso, a companhia pode deixar a população da Bay Area, região mais próxima ao ponto turístico da Golden Gate, sem bicicletas elétricas. Em junho, a Lyft processou a cidade, alegando que somente ela teria os direitos de trabalhar com este tipo de veículo, em um contrato de 10 anos de exclusividade. A expectativa era de que a Uber também entrasse na cidade com serviço semelhante.

Já a cidade se defende falando que a Lyft entendeu os termos de forma errada. Para o governo, a exclusividade se referia apenas às bicicletas com estações fixas, não para as opções sem estação. Mesmo assim, por enquanto a cidade está impedida de buscar novos parceiros além da Lyft.

Esta já é a segunda vez que a empresa tem problemas com seus produtos. Em abril ela já tinha tirado algumas bicicletas de cidades do país por conta de mau funcionamento dos freios.

A Lyft não dá uma data para que volte a permitir a utilização de seus serviços na cidade.

Fonte: Twitter, The Verge, San Francisco Examner

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