JBL apreendeu mais de 400 mil produtos falsificados no Brasil em 2018 |EXCLUSIVO

Por Joyce Macedo | 15 de Janeiro de 2019 às 18h21
BRUNO HYPOLITO / CANALTECH
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As caixas de som portáteis se tornaram um produto viral. É difícil não conhecer alguém que tenha um modelo em casa, ou até mesmo o utilize em locais públicos, como as praias, que bombam durante o verão. No entanto, vale lembrar que ouvir som alto enquanto aproveita uma prainha pode resultar em multa, danos morais e até contravenção penal. Além disso, outro grande problema gerado pela massificação deste tipo de aparelho é a pirataria.

Em dezembro de 2018, o Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP) divulgou que a sonegação fiscal causa, anualmente, um prejuízo de cerca de R$ 115 bilhões para o setor privado e público. Além disso, dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que a pirataria de produtos no Brasil deixa de gerar 1,5 milhão de empregos a cada ano.

Grandes marcas do áudio profissional perdem muito dinheiro anualmente com a venda de produtos falsificados ou contrabandeados, incluindo um dos nomes mais conhecidos destes mercado: a JBL, que trabalha sob a asa da Harman.

Em dados fornecidos com exclusividade ao Canaltech, a empresa alega ter registrado 57 apreensões de cargas importadas contendo produtos da JBL falsificados no Brasil só em 2018. As ações contaram com o auxílio da Receita Federal e aconteceram em diversos aeroportos, portos, fronteiras, aduanas e depósitos espalhados pelo país.

Produtos da marca JBL apreendidos no Brasil (Foto: Harman do Brasil)

Apesar do número ser impressionante, ele ainda pode aumentar. Isso porque a Harman do Brasil, em parceria com o escritório MEIRELLES IPC e delegacias locais, realizou 12 ações de busca e apreensão em centros comerciais de cidades como Rio de Janeiro, Fortaleza, São Paulo, Florianópolis e Porto Alegre. Dos 11 casos já concluídos, foram contabilizados mais de 11 mil produtos apreendidos, mas a estimativa é que, após o término da contagem dos casos, serão registrados mais de 700 mil unidades de produtos falsificados com a marca JBL apreendidos no Brasil em 2018.

A Rua 25 de Março, em São Paulo, é um dos maiores centros comerciais do país e, consequentemente, reúne grandes quantidades de produtos com alta procura. Ainda em 2017, a Prefeitura de São Paulo em parceria com a Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF) deflagrou a chamada “Operação Setembro”, que teve como alvo principal o Shopping 25 de Março. O resultado foi o fechamento de 857 lojas, das 869 em funcionamento, e permitiu a apreensão de 880 toneladas de produtos, incluindo 12 mil imitações de caixas de som e fones de ouvido da marca JBL.

A empresa garante que as fiscalizações vão seguir ao longo de 2019, incluindo outras regiões do país.

Como descobrir se um produto da JBL é falsificado?

Rodrigo Kniest, presidente da Harman do Brasil e Harman América do Sul, dá algumas dicas para que os consumidores não caiam em golpes e comprem gato por lebre. “O consumidor deve desconfiar de preços absurdamente baratos. As marcas da Harman, incluindo a JBL, prezam pela qualidade do som e seus componentes, além de oferecer a tecnologia mais moderna disponível no mercado. Adquirir um produto falsificado significa abrir mão de tudo que a marca tem investido para garantir um produto melhor, mais seguro e com maior durabilidade”, destaca o executivo.

Como o nome da JBL tem grande apelo popular, Rodrigo destaca ainda que os criminosos também têm investido na confecção de etiquetas e embalagens para burlar a fiscalização. Para garantir a compra de produtos verdadeiros, a Harman orienta a compra nos seus canais oficiais, como o site www.jbl.com.br e nas revendas autorizadas, além de promover uma série de ações em parceria com as autoridades para tentar combater o comércio irregular.

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