Foxconn confia que crise de chips vai se estabilizar no segundo semestre

Foxconn confia que crise de chips vai se estabilizar no segundo semestre

Por Vinícius Moschen | Editado por Wallace Moté | 31 de Maio de 2022 às 14h35
Vladdeep/Envato

A crise dos semicondutores que afeta fábricas de diversas áreas pode finalmente perder força a partir dos próximos meses. De acordo com informações reveladas pela fabricante taiwanesa Foxconn, o segundo semestre de 2022 já deverá apresentar resultados mais estáveis no mercado de chips.

Fornecimento de componentes poderá se normalizar com flexibilização de lockdowns (Imagem: The NY Post)

A empresa identifica que a flexibilização dos lockdowns em Shanghai terá efeito positivo na quantidade de semicondutores produzidos. A partir desta terça-feira (31), o governo local começou a autorizar residentes da cidade a retornar ao trabalho presencial em áreas consideradas de baixo risco.

Por isso, o presidente da Foxconn Young Liu já afirmou que “está bastante confiante na estabilidade das linhas de produção para o segundo semestre”. Desta forma, a empresa pretende ser a primeira produtora de veículos elétricos a não sofrer com falta de materiais necessários, assim como aconteceu nos últimos meses.

“Um carro que custa dezenas de milhares de dólares não pode ser enviado por causa de um pequeno chip que custa 50 centavos. Isso tem sido um problema para os nossos consumidores”

Geralmente, esses componentes referidos pelo executivo são pequenos circuitos integrados que servem para gerenciar a energia gasta pelos veículos. Com a normalização do mercado, a Foxconn pretende ter aproximadamente 5% de todos os carros elétricos vendidos no planeta até 2025.

Foxconn tem redução de receitas com smartphones

Por outro lado, a marca ainda sofre consequências negativas no mercado de smartphones — entre diversos modelos, a Foxconn participa da produção de produtos da Apple, por exemplo. Segundo anúncio feito neste mês, a receita do trimestre poderá ter impactos por conta da inflação, esfriamento de demanda e problemas relacionados à covid-19 na China.

Por lá, o impacto na produção foi limitado pois os funcionários trabalharam em um regime mais otimizado para a situação. Porém, os cidadãos precisaram ficar em casa por longos períodos, o que afetou negativamente os resultados.

Fonte: Reuters

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