Benchmarks indicam possível primeiro produto da Google rodando o Fuchsia

Por Rafael Rodrigues da Silva | 04 de Fevereiro de 2019 às 09h13
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Em outubro, uma entrada no Geekbench causou espanto no mercado: o site mostrava os resultados de benchmark de um suposto dispositivo da Google chamado “Rammus”, que pelo fato de utilizar um processador Intel Core m3 parecia ser o codinome de algum tablet da linha Pixel Slate. Mas um fato curioso chamava a atenção: o aparelho misterioso rodava usando o Android 7 Nougat. Além disso, a Google havia acabado de lançar o Pixel Slate, então qual o sentido de testar um outro tablet? Como a empresa não comentou sobre o codinome do aparelho e ele não apareceu em mais nenhum lugar, ficou a impressão de que o aparelho era apenas um protótipo que a Google tinha passado pelo teste sem nenhuma intenção de lançá-lo.

Mas tudo mudou na última quinta-feira (31), quando resultados de benchmark para um dispositivo chamado Rammus apareceram mais uma vez no Geekbench. E desta vez foram dois os resultados: um utilizando o mesmo Intel Core m3 de outubro e outro que usava um chipset bem mais poderoso da Intel: um Core i7 de 4,2 GHz — ambos rodando o Android 9 Pie.

Benchmark do Rammus de outubro, com processador Intel Core m3 e Android 7.1 (Captura: Rafale Rodrigues/Canaltech)

E fica a pergunta: porque a Google está fazendo testes de equipamentos que utilizam hardware de laptops e rodam em um sistema operacional mobile se ambos o tablets Pixel Slate e os Pixelbooks da empresa utilizam o Chrome OS? Existe uma explicação simples para isso: o Rammus pode ser o codinome do primeiro equipamento da Google desenvolvido para usar o Fuchsia.

Já há algum tempo, temos ouvido rumores sobre um novo sistema operacional da Google que seria uma mistura do Chrome OS com o Android, o que permitiria a criação de um híbrido entre notebook e tablet e que cuja área de trabalho pode ter a proporção escalonada para caber sem nenhuma perda na tela de um smartphone, além de tornar qualquer dispositivo que utilize esse sistema compatível com qualquer aplicativo desenvolvido para Android.

Benchamark do Rammus usando processador Intel Corre m3 e Android 9 (Captura: Rafael Rodrigues/Canaltech)

Esses rumores ainda indicam que o Fuchsia, em poucos anos, substituirá completamente o Android em todos os smartphones que o utilizam, tornando-se o primeira sistema operacional que iria unificar tablets, smartphones e laptops e criar um ambiente operacional único entre todos os dispositivos, de modo parecido com o que a Microsoft já tentou fazer com o Windows 10, mas acabou desistindo.

Por enquanto, a Google tem feito pouco caso dos rumores sobre o Fuchsia, dizendo que está, sim, desenvolvendo e testando um novo sistema operacional, mas que ainda não sabe se ele será ou não usado para substituir o Android. Mas, como reportagens sugerem que a equipe dedicada ao Fuchsia é composta de mais de 100 pessoas, fica fácil ver que esse não é um projeto pequeno dentro da empresa.

Benchmark do Rammus usando processador i7 e Android 9 (Captura: Rafael Rodrigues/Canaltech)

E voltamos então aos testes de desempenho encontrados no Geekbench. Em um primeiro momento, é bem estranho um dispositivo utilizando um Core i7 com 8GB de RAM rodar um sistema Android; mais estranho é que o mesmo equipamento é visto rodando com configurações de hardware e de software bem diferentes entre si.

Assim, o palpite é que o tal Rammus é o primeiro protótipo da Google feito para funcionar com o Fuchsia — o que explicaria os testes com diferentes versões do Android, para garantir que ele se adaptaria a qualquer aparelho, inclusive os mais antigos. Além disso, o hardware usado seria um indicativo de que, provavelmente, a empresa esteja pensando em lançar esse primeiro dispositivo como algo parecido ao Pixel Slate, um híbrido entre tablet e laptop — o que cairia como uma luva para provar a praticidade do Fuchsia, um sistema operacional híbrido entre computadores e mobile.

Mas tudo isso são apenas divagações e não há nenhuma confirmação da Google sobre o que exatamente é o Rammus ou para quando poderemos esperar o primeiro aparelho que utiliza o Fuchsia. E, enquanto a empresa não mostra suas cartas, tudo o que podemos fazer é ficar atentos a esses pequenos pedaços de informações e tentar juntar as peças.

Fonte: Phone Arena

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