Apple vai sacrificar um de seus produtos para suprir demanda pelo iPhone 13

Apple vai sacrificar um de seus produtos para suprir demanda pelo iPhone 13

Por Vinícius Moschen | Editado por Jones Oliveira | 02 de Novembro de 2021 às 11h10
Divulgação/Apple

Por conta da crise de semicondutores que afeta várias companhias no planeta, a Apple implementará algumas mudanças pontuais na sua linha de produção. De acordo com o portal Nikkei Asia, a marca deverá realocar componentes dos iPads para a linha de produção do iPhone 13, o que poderá atrasar a entrega dos tablets, mas garantirá o cumprimento da demanda dos smartphones lançados em setembro deste ano.

iPad Mini divide vários componentes com os aparelhos da linha iPhone 13 (Imagem: Divulgação/Apple)

iPads e iPhones têm muitas peças em comum, e entre elas está o chip A15 Bionic, no caso específico do iPad mini. Porém, componentes como memória RAM, unidades de armazenamento e peças das câmeras também devem ser redirecionados para os celulares. Segundo o diretor financeiro da companhia Luca Maestri, somente o iPad mini deverá ter reduções significativas, mesmo com uma diminuição de até 50% no quantitativo de tablets montados pela marca nos últimos dois meses, de acordo com dados apontados por fontes internas não identificadas.

Números registrados nos últimos meses apontam que as duas categorias de produtos estão com altas demandas. A venda de iPads teve um aumento de aproximadamente 6,7% em 2020 por conta da popularização do trabalho e estudo de forma remota durante a pandemia. Isso representa um total de cerca de 53,2 milhões de tablets vendidos pela Apple no período e uma fatia de 32,5% do mercado de dispositivos do tipo — para efeito de comparação, a Samsung tem cerca de 19,1% dos tablets vendidos no planeta, considerando o mesmo corte temporal.

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iPads podem ter atrasos de até um mês e meio nas entregas (Imagem: Divulgação/Apple)

Nos primeiros nove meses de 2021, o aumento proporcional foi ainda mais significativo, com até 17,83% de acréscimo em relação ao mesmo período de 2020, o que significa um total de 40,3 milhões de unidades entregues. A média entre tablets de todas as companhias é de 13,6% de aumento, com até 164,1 milhões de dispositivos vendidos.

Por todo o planeta, já são registrados atrasos na disponibilização do iPads mais recentes. Na América e na Europa, o iPads com 256 GB de armazenamento que foram encomendados no final de outubro deverão ser entregues apenas no dia 15 de dezembro, o que representa um atraso de um mês e meio. Enquanto isso, o iPad mini tem previsão de lançamento para a primeira semana do mês que vem, e a espera no mercado chinês pode chegar a seis semanas.

Perspectiva de alta nas vendas

66% das receitas da Apple vem da América e Europa (Imagem: Divulgação/Apple)

As previsões da Apple indicam uma retomada nas vendas de iPhones em comparação com os números dos iPads, especialmente por conta da retomada das atividades presenciais em países do Ocidente. Os smartphones da marca já obtiveram altos índices de popularidade depois do evento realizado em setembro, com grandes listas de espera em vários mercados — de acordo com relatórios da empresa, são até 200 milhões de unidades vendidas por ano, com até 66% das receitas oriundas da América e Europa.

Por outro lado, os iPads não apresentam uma taxa de vendas tão sazonal quanto os iPhones. Ou seja, mesmo que o número de tablets vendidos seja bastante inferior, os dados são mais regulares durante todos os meses do ano, em vez de crescerem sempre no terceiro trimestre, como acontece com os celulares da marca.

Fonte: Nikkei Asia

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