CEO do Tinder responde às acusações de assédio moral

Por Redação | 02.07.2014 às 14:15
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Nesta segunda-feira (1), o Tinder recebeu um de seus primeiros grandes baques quando veio a público a informação de que Whitney Wolfe, sua ex-vice-presidente de marketing, abriu um processo contra a companhia. A ação fala especificamente sobre as ações de Justin Mateen, um dos fundadores, e o acusa de sexismo e assédio sexual.

Os dois são ex-namorados e também dividem a fundação do Tinder. Os problemas teriam começado quando Wolfe e Mateen romperam o compromisso, com o executivo forçando-a para fora da empresa e agredindo-a verbalmente, inclusive chamando-a de “prostituta” durante um evento e diante do CEO Sean Rad.

Após suspender Mateen e se inteirar sobre o processo judicial, o diretor do Tinder enviou um comunicado interno a todos os funcionários da empresa, que acabou sendo revelado pelo TechCrunch. Na carta, ele afirma que as últimas 24 horas foram extremamente difíceis para todos e diz que gostaria de ter feito algo antes para evitar toda essa “complexa” situação.

Apesar de afirmar que boa parte da troca de mensagens entre Mateen e Wolfe seja “inaceitável”, ele afirma que o relato que a ex-funcionária fez à justiça é cheio de omissões e imprecisões. Contrariando uma das principais acusações, ele afirma que o Tinder jamais a discriminou por seu gênero ou idade. Pelo contrário, a empresa leva os conceitos de igualdade muito a sério e uma segregação desse tipo não faz parte da cultura da companhia.

No processo, a ex-VP de marketing afirma ter sido deixada de lado em documentos oficiais como fundadora do Tinder, já que na visão de Rad e Mateen, ter uma mulher no comando de um app como este poderia soar mal para os negócios. O sexismo iria mais além, já que a executiva teria suas reclamações sobre o comportamento ignoradas pela direção da empresa e, quando tentou um acordo no qual deixaria a empresa e receberia uma indenização, foi simplesmente demitida.

Como o processo foi registrado na justiça americana apenas nos últimos dias, o Tinder e uma de suas principais investidoras, a InterActiveCorp, ainda não registraram formalmente suas respostas. As companhias também não liberaram declarações oficiais sobre o assunto para a imprensa.