Ex-vice-presidente de marketing do Tinder processa empresa por assédio moral

Por Redação | 01 de Julho de 2014 às 14h27

A ex-vice-presidente de marketing do Tinder, Whitney Wolfe, afirma em uma ação movida contra a empresa nesta segunda-feira (1) em Los Angeles, que seu ex-chefe a chamou de "prostituta" em um evento da companhia na presença do CEO Sean Rad, e que seu status como co-fundadora do aplicativo foi subestimado por ser mulher. Wolfe alega ainda que ao reclamar do tratamento recebido para outros executivos, incluindo Rad, foi forçada a deixar a empresa.

De acordo com publicação da Fortune, entre os nomes incluídos como réus no processo movido por Wolfe está o de Barry Diller, presidente da IAC/InterActiveCorp, que possui 50% das ações do Tinder. Na denúncia, Wolfe afirma que seu ex-chefe, o diretor de marketing Justin Mateen, decidiu por não incluir seu nome entre os co-fundadores do Tinder em materiais de imprensa porque ter "um dos fundadores mulher" poderia desvalorizar a empresa.

Wolfe afirma que manteve com o ex-chefe um relacionamento em 2013, e que passou a ser perseguida depois de terem terminado, tendo recebido mensagens por celular e email contendo ameaças e conteúdo discriminatório de caráter sexista. Ela alega que se queixou várias vezes para o alto escalão da empresa a respeito do comportamento de Mateen, e que sempre teve seus apelos ignorados.

Mateen teria chamado Wolfe de "prostituta" na frente de Rad e outros colegas de trabalho durante um evento da empresa. Wolfe diz que chegou a oferecer sua renúncia à companhia em troca de uma indenização, mas que em vez disso foi despedida.

John Mullan, um dos advogados de Wolfe, disse em um comunicado que a cliente "perdeu o emprego simplesmente por se recusar a tomar o abuso por mais tempo".

"A IAC e a Match.com permitiram a existência dessa cultura e não fizeram nada para impedir o assédio", disse David Lowie, outro dos advogados de Wolfe; e disse ainda que as duas companhias, que são responsáveis pelo Tinder, devem ser responsabilidzadas pela falha na supervisão de seus executivos.

Em resposta, a IAC disse que suspendeu Mateen depois de receber as alegações contidas na queixa de Wolfe durante uma investigação interna em curso.

A ex-vice presidente de marketing da empresa agora busca uma indenização compensatória por danos morais.

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