Bateria flexível de baixo custo pode revolucionar os dispositivos vestíveis

Por Redação | 22 de Julho de 2014 às 14h50
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Verdade seja dita: o uso de muitos dispositivos vestíveis disponíveis hoje no mercado ainda não é nada agradável no nosso corpo, desde relógios e pulseiras até óculos inteligentes. Parte desse problema é porque quase todos esses gadgets se limitam a equipamentos em formatos lineares, mais quadrados, dificultando o desenvolvimento de aparelhos mais confortáveis.

Várias empresas trabalham na criação de baterias e componentes mais leves, garantindo uma maior flexibilidade no processo de montagem. Mas uma solução vinda da Imprint Energy, uma startup da Califórnia, nos Estados Unidos, promete tornar a produção desses materiais ainda mais rápida e barata. Trata-se de uma bateria flexível de baixo custo e alta qualidade que pode ser impressa para ser usada em diversas aplicações, como dispositivos médicos, etiquetas inteligentes, sensores ambientais e os já citados eletrônicos vestíveis.

De acordo com a revista Technology Review, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), as baterias são feitas a partir do zinco com base em um eletrólito de polímero sólido, formando assim o chamado zinco-polímero. Diferente do zinco tradicional, que possui eletrólitos à base de água, o zinco-polímero evita possíveis curto-circuitos na bateria que garantem maior estabilidade e maior capacidade de recarga. Além disso, o componente é mais eficaz do que o lítio - presente na maioria dos notebooks e smartphones atuais -, que é altamente reativo e tem de ser protegido de forma que aumenta o tamanho e peso do aparelho.

Outro benefício é que as baterias de zinco-polímero combinam as melhores características das baterias de lítio de película fina e das baterias impressas. Essas baterias de película fina costumam ser recarregáveis, mas assim como o lítio também são reativas, têm capacidade limitada e são caras de fabricar. As baterias impressas, por sua vez, não são recarregáveis, mas são baratas de produzir porque normalmente usam o zinco como matéria-prima. Dessa forma, mesmo em formatos menores, as baterias de zinco-polímero podem fornecer corrente suficiente para sensores de comunicação sem fio de baixa potência.

Bateria flexível

Bateria pode substituir o formato tradicional e facilitar produção de dispositivos vestíveis e flexívels. (Foto: Divulgação)

Os estudantes Brooks Kincaid e Christine Ho, cofundadores da Imprint Energy, afirmam que a abordagem principal da empresa é tornar as baterias mais duráveis e seguras para aplicações usadas próximas ao corpo, como é o caso dos relógios, pulseiras e óculos inteligentes desenvolvidos por inúmeras companhias. Os jovens executivos também explicam que as baterias vão possibilitar a criação de projetos que antes eram impossíveis devido às baterias mais volumosas feitas à base de lítio.

Mesmo sem previsão de quando as baterias de zinco-polímero chegarão ao mercado, a Imprint garantiu US$ 6 milhões em financiamento de grandes entidades para operar o lançamento comercial das baterias. Entre as empresas que ajudaram na verba estão a AME Cloud Ventures, o fundo de capital de risco do fundador do Yahoo!, Jerry Yang, e a Phoenix Venture Partners.

O uso das baterias vai mais além, e a Imprint já trabalha em um projeto financiado pelos militares dos EUA para fazer baterias para sensores que monitoram o estado de saúde dos soldados. Outras futuras aplicações incluem a possibilidade de embutir as baterias em rótulos, pacotes e embalagens inteligentes para alimentos.

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Fonte: http://www.technologyreview.com/news/528996/flexible-printed-batteries-for-wearable-devices/

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