Review Huawei Band 7 | Uma boa alternativa à Mi Band 7?

Por Jucyber | Editado por Léo Müller | 05 de Agosto de 2022 às 09h36
Ivo Meneghel Jr/ Canaltech

A Huawei Band 7 é uma das grandes concorrentes da Xiaomi Mi Band 7. Ela chega com o intuito de se tornar a alternativa ideal dos usuários que desejam uma fitness tracker com tela ampla para facilitar a visualização de conteúdos.

Com mais de 90 opções de exercícios, esse produto se destaca por entregar um conjunto de lapidações que já fizeram de sua antecessora uma opção de compra atrativa entre as pulseiras inteligentes comercializadas aqui no Brasil com um foco maior em esportes.

Mas será que vale a pena comprar a Huawei Band 7? Confira a minha opinião na análise completa.

Prós

  • Tela grande e proporcional
  • Bateria com boa durabilidade
  • 96 opções de exercícios
  • Pulseira mais resistente
  • Melhoria na bateria

Contras

  • Aplicativo para celular com poucos recursos
  • Falhas na conectividade via Bluetooth
  • Dificuldade para monitorar o sono corretamente
  • Excesso de watchfaces pagas

Design da Huawei Band 7

O design da Huawei Band 7 é um dos grandes pontos positivos desse produto, pois ela é realmente interessante. Ela traz um visual bem próximo do visto na Huawei Band 6, e isso é uma qualidade interessante trabalhada pela marca, já que ela é uma das pulseiras inteligentes mais bonitas disponível no mercado.

Outra característica que merece um destaque é a pulseira em si. Ao contrário do que algumas fabricantes fazem, a chinesa usa tiras iguais a que vemos em relógios, e isso facilita a fixação no pulso, bem como o ajuste.

Pulseira resistente da Huawei Band 7 (Imagem: Ivo/Canaltech)

A fivela de plástico dá mais segurança ao dispositivo, pois a probabilidade de haver um rompimento — assim como vemos nas Mi Bands — é menor. Além disso, essa parte do acessório é removível para facilitar a troca por uma opção mais colorida ou até mesmo personalizada.

Na lateral, existe apenas um botão para acessar o menu e retroceder para a página inicial. Já no verso, estão os sensores para monitoramento das ações efetuadas pelos usuários e dois compartimentos magnéticos para recarga da Huawei Band 7, e não há necessidade de tirá-la da pulseira para tal.

"O visual da Huawei Band 7 é um dos grandes pontos positivos do produto. A pulseira inteligente tem tiras com fixação mais confiável para o uso por longos períodos sem medo de perdê-la."

— Jucyber

Tela

A tela da Huawei Band 7 possui um painel AMOLED de 1,44 polegadas. Esse display tem o formato retangular, e isso facilita a distribuição das informações no layout do produto de maneira visualmente interessante.

Uma das maiores vantagens de a gigante chinesa adotar esse material no visor é que a exibição das informações fica mais nítida. Além disso, a luminosidade da tela em ambientes mais claros, como sob a luz do sol, é bem maior e melhor.

As configurações de brilho variam entre os números 1 e 5, e, para o meu uso, o nível 3 já é bom o suficiente. Outra vantagem é que a Huawei Band 7 possui ajuste de brilho automático para a noite. Assim, a iluminação da pulseira não afetará sua vista a utilizá-la antes de dormir, por exemplo.

Tela AMOLED de 1,47 polegadas da Huawei Band 7 (Imagem: Ivo/Canaltech)

Por se tratar de um painel colorido, a visualização das cores também traz uma fidelidade atrativa, principalmente para os usuários que ficam explorando as 4000 opções de planos de fundo — watchfaces — presentes no produto.

Mas, ao contrário de outras fabricantes, Huawei cobra pela maioria desses mostradores. Consequentemente, você terá acesso a um número limitado de imagens gratuitas ou precisará gastar um valor que pode variar entre R$ 1,39 e R$ 20 pelas personalizações.

Outro ponto a se considerar é a dificuldade para achar as watchfaces gratuitas, pois elas ficam misturadas com as pagas e não existe um filtro de pesquisa que facilite a busca pelas opções que dispensam o desembolso.

Huawei Band 7 (Captura: Jucyber/Canaltech)

Configuração e desempenho

Um dos grandes problemas da Huawei Band 7 começa no momento da configuração. Mesmo realizando todo o passo a passo recomendado pela marca, foi necessário gastar um tempo para parear o produto corretamente.

Isso porque a versão do aplicativo Huawei Health — Saúde — que eu baixei não estava detectando corretamente a pulseira antes de logar na plataforma da Huawei. Além disso, a necessidade de manter o GPS e o Bluetooth do celular ligados consome mais bateria do smartphone.

Então, após efetuar o login, foi possível sincronizar e resgatar todos os dados antigos para ter um parâmetro de comparação da atual com a sua antecessora.

Conexão da Huawei Band 7 (Captura: Jucyber/Canaltech)

A navegabilidade tanto no app quanto na pulseira não receberam mudanças significativas, infelizmente. Por se tratar de uma atualização mais focada no sistema, esperava ter ajustes significativos no layout ou até mesmo na maneira como a pulseira funciona em geral, podendo até copiar modelos da Xiaomi.

Felizmente, as notificações estão funcionando corretamente nessa geração. Independentemente de quantos apps de mensagem estejam ativos no Health, a pulseira recebe as mensagens e permite o envio de respostas automáticas.

A Huawei insiste em definir o monitoramento o de sono como uma opção baseada em dados “científicos”, porém, na prática, não há a possibilidade de essa informação ser coerente. Afinal, para ter um embasamento desses, seria necessário que a Band 7 passasse por diversos processos de regulamentação.

E para tal, um dos principais órgãos é o FDA (Federal Drug Administration). Por se tratar de uma empresa estadunidense, a possibilidade de essa informação registrada na embalagem do produto ser verdadeira é quase nula, pois a chinesa não tem autorização para comercializar os seus produtos nos EUA.

Erros no monitoramento de sono da Huawei Band 7 (Captura: Jucyber/Canaltech)

Logo, o monitoramento de sono obtido com a Huawei Band 7 é equivalente ao visto em outras fitness trackers, como a Xiaomi Mi Band 7. Então, tudo é baseado em dados estimados e não em informações possíveis de serem anexáveis em um relatório médico.

Além disso, esse rastreio do tempo em descanso está com algumas falhas bem complicadas. Mesmo dormindo uma média de 7 horas por dia, a pulseira inteligente parou de rastrear as informações quando eu acordei pela madrugada.

Considero isso uma falha grave nesse monitoramento, pois outros modelos de pulseiras — mais antigos e baratos — detectam quando o usuário acorda e registram isso no relatório, mas voltam a rastrear o sono assim que você dorme novamente.

Com a popularidade do NFC em ascensão no Brasil, a ausência desse recurso na versão global também é um ponto negativo importante de ser citado.

"A Huawei Band 7 foi atualizada e está com as notificações funcionando como o esperado. Porém, ela recebeu poucos ajustes no software em comparação com a Huawei Band 6. As mesmas falhas no monitoramento encontradas anteriormente estão presentes nessa geração."

— Jucyber

Acompanhamento físico

Para quem se exercita, a Huawei Band 7 ainda é uma das melhores pulseiras inteligentes com foco em acompanhamento físico. Mesmo sem receber melhorias significativas quando comparada com a antecessora, a fitness tracker cumpre bem esse papel.

É possível rastrear individualmente 96 exercícios, e isso permite que o uso da localização seja um elemento complementar para traçar as áreas por onde você passa em atividades externas, como corrida e ciclismo.

Registros de atividade da Huawei Band 7 (Captura: Jucyber/Canaltech)

O rastreamento cardíaco contínuo ajuda a saber como está o ritmo do coração durante os exercícios, bem como em momentos de repouso maior. No menu principal, aparecem apenas 10 opções para rastreio, mas é possível adicionar ou remover quantas você julgar necessário.

Bateria e carregamento

A bateria da Huawei Band 7 é de 180 mAh, que é a mesma quantidade presente na Mi band 7. Entretanto, isso não significa que a autonomia será semelhante, já que o sistema de cada uma pode influenciar no tempo de uso entre cargas.

No entanto, a Huawei promete até 14 dias de uso contínuo da pulseira antes de precisar recarregar. Nos meus testes, entretanto, com os rastreamentos e as notificações ligadas, a Band 7 gastou 42% de bateria em apenas 4 dias.

A bateria da Huawei Band 7 dura uma média de 9 dias (Imagem: Ivo/Canaltech)

Isso significa que o tempo estimado para a fitness tracker zerar a carga é de 9 dias. Apesar de ser um número interessante, ainda é abaixo da autonomia prometida pela empresa. Porém, é preciso considerar que a antecessora durava, no máximo, uma semana. Então, há uma pequena melhoria.

Ficha técnica

  • Peso: 16 g
  • Tela: AMOLED de 1,47 polegadas
  • Resolução: 194 x 368
  • Bluetooth 5.0
  • Sensor de frequência cardíaca e SpO2
  • Bateria: 180 mAh
  • Duração média: 14 dias
  • Requisitos do sistema: Android 6.0 e superior; iOS 9 e superior
  • Aplicativo: Huawei Health (Saúde)
  • 96 modos esportivos

Concorrentes diretos

Apesar de a Huawei Band 7 ter o formato diferente da Mi Band 7, a pulseira inteligente da Xiaomi ainda é a principal concorrente dela no mercado. Afinal, os produtos das chinesas parecem muito similares em características, mas não são.

Mesmo com todas as evoluções — algumas bem-vindas e outras nem tanto —, a Xiaomi Mi Band 7 permanece no status de melhor fitness tracker compacta. O registro de ações, principalmente o monitoramento do sono, é mais completo e os ajustes automáticos, como o modo “não perturbe”, ainda funciona muito bem.

Xiaomi Mi Band 7 (Imagem: Ivo/Canaltech)

E na parte de exercícios, o acréscimo de mais atividades ajuda o produto a se destacar também entre quem pratica esportes com foco em um estilo de vida saudável. Além disso, um grande ponto positivo da Mi Band 7 é o preço, pois é fácil encontrá-la abaixo de R$ 300 comprando diretamente no Brasil, que é uma diferença de quase R$ 50 em relação à Huawei Band 7, que custa R$ 350.

Conclusão

A Huawei Band 7 recebeu diversos upgrades interessantes, principalmente em relação ao funcionamento do recurso de notificações. Afinal, a pulseira tinha falhas inegáveis justamente nas funções essenciais no dia a dia.

Os ajustes feitos no corpo deixaram o produto ainda mais bonito, mas faltou um cuidado da chinesa para lapidar melhor o layout e aprimorar a maneira como alguns recursos trabalham a favor do usuário, como é o caso do modo “não perturbe” que ainda não funciona de maneira automática.

Todavia, é preciso ter em mente que a Huawei Band 7 ainda é ótima para atividades físicas, pois o rastreamento dos exercícios é eficaz e preciso. Além disso, são dezenas de ações que podem ser monitoradas com o intuito de elevar a usabilidade.

Huawei Band 7 (Imagem: Ivo/Canaltech)

Mas, considerando todas as funcionalidades que são acionadas de maneira “forçada” na Huawei Band 7, é melhor optar por comprar a Xiaomi Mi Band 7. Além de ter a garantia de que os recursos funcionarão corretamente, é possível economizar um pouco na hora da compra.

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