Anatel cria grupo de trabalho para estudar e banir as TV Box piratas

Anatel cria grupo de trabalho para estudar e banir as TV Box piratas

Por Felipe Gugelmin | Editado por Claudio Yuge | 24 de Junho de 2021 às 22h40
Divulgação/Anatel

Responsável pela apreensão de milhões de dispositivos piratas em 2021, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pretende fechar ainda mais o cerco contra a atividade de criminosos. A organização anunciou esta semana a criação de um novo grupo de trabalho destinado a investigar o funcionamento de aparelhos TV Box ilegais com o intuito de bani-los em anúncios de lojas online e marketplaces.

Coordenado pela Superintendência de Fiscalização da Anatel, o grupo GT TV Box pretende fazer a engenharia reversa nos aparelhos mais vendidos no Brasil para descobrir como eles funcionam. A intenção é detectar possíveis brechas de segurança que possibilitem o roubo de informações pessoais dos consumidores e que criem backdoors que garantem o acesso a redes Wi-Fi domésticas.

Suspeitas de mineração

Segundo Wilson Wellish, superintendente de fiscalização da Anatel afirmou ao site TeleSíntese, muitos aparelhos também usam a energia elétrica dos consumidores para realizar a mineração de criptomoedas. Ele explica que muitos dispositivos do tipo possuem um hardware mais potente do que o exigido pelas aplicações que oferecem, indício de que ele pode estar sendo usado para atividades além das que são prometidas.

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Wellish afirma que a intenção da Anatel é elaborar um relatório até o final de agosto e, a partir disso, colocar o material apresentado para consulta pública. A intenção é criar documentações feitas por um órgão técnico e sem viés que devem facilitar a busca e a apreensão de novas remessas dos produtos — não homologados pela agência, eles contribuem para a pirataria audiovisual e muitas vezes são resultado de contrabando.

No final de maio, a Anatel enviou às principais empresas brasileiras que atuam com o sistema de marketplace o pedido para elas eliminassem de seus catálogos produtos não homologados. Além de trazer problemas à segurança dos consumidores, os dispositivos também podem representar riscos à vida graças a baterias defeituosas ou carregadores que não possuem as proteções devidas para operar com as redes elétricas brasileiras.

Fonte: Telesíntese

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