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Review Steam Deck | PC e console portátil num só aparelho

Por| Editado por Léo Müller | 11 de Abril de 2023 às 15h25

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Review Steam Deck | PC e console portátil num só aparelho
Review Steam Deck | PC e console portátil num só aparelho

O Steam Deck é um dos produtos mais incríveis que eu já testei. Apesar de suas limitações, a ideia é ser um console portátil que roda um sistema operacional de PC, o que dá ao dispositivo uma versatilidade de uso que não é encontrada em consoles portáteis mais populares.

Além disso, o aparelho é um produto da gigante Valve, a dona da Steam, que é a plataforma de gerenciamento, download e comercialização de jogos para PC mais popular do mercado. Como o dispositivo roda um sistema baseado em Linux, isso eleva o SO do pinguim a um novo patamar em relação à compatibilidade com jogos. Ou, no mínimo, é isso que os fãs de games mais conscientes esperam que aconteça.

Eu testei o Steam Deck (variante de 256 GB) por alguns dias e detalho minha experiência com o console/pc gamer portátil da Valve neste review. O dispositivo não é perfeito, mas certamente oferece muitas possibilidades aos mais variados perfis de usuário.

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Design, Construção e Conectividade

O Steam Deck é muito bem construído, e pode ser considerado leve ou pesado, dependendo do usuário. Isso ocorre basicamente porque temos um console avançado com hardware x86, uma tela de 7 polegadas e os controles, tudo junto, no mesmo aparelho. O dispositivo é todo feito em plástico com textura fosca, e não possui partes emborrachadas.

Na parte frontal, temos o painel com a tela de 7 polegadas, que parece maior que as telas de smartphones, devido ao formato 16:10. Há também dois alto-falantes, esquerdo e direito. Ao redor da tela fica a maior parte dos botões de controle do Steam Deck:

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  • Um botão direcional;
  • Duas alavancas analógicas;
  • Dois trackpads com resposta tátil;
  • Botões tradicionais (X, Y, A, B);
  • Botões Steam, Visão, Configurações rápidas e Opções.

O Steam Deck tem apenas três entradas de conexão: cartão de memória microSD, (borda inferior da tela), entrada P2 para fones de ouvido e uma entrada USB-C para carregamento (borda superior da tela). Nessa parte da borda acima da tela, temos ainda os botões L1 e R1, os gatilhos analógicos L2 e R2, dois botões de controle e volume, o botão power, as saídas de ar e um LED para indicar que o dispositivo está carregando.

Já na parte posterior do aparelho, temos mais quatro botões de controle configuráveis (os R4 e L4 e os L5 e R5), além de outras saídas de ar.

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Como podemos perceber, o Steam Deck tem muitos botões, o que acaba sendo um diferencial do console. Isso facilita a interação do usuário com o dispositivo para realizar diversas funções, como configurar o jogo, os controles ou o próprio aparelho quanto aos seus recursos básicos. Tudo isso é possível sem que o usuário precise encerrar o game ou aplicação em uso.

Como conexões sem fio, o Steam Deck possui compatibilidade com Wi-Fi 5 dual-band com tecnologia MIMO 2 x 2 e IEEE 802.11a/b/g/n/ac, além do Bluetooth 5.0, que suporta dispositivos de áudio, acessórios e controladores extras (teclado, mouse, etc.).

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O Steam Deck pode causar um pouco de fadiga nos braços, caso você o utilize por muito tempo. Isso até é esperado para um dispositivo desse porte.

Contudo, uma coisa comum nos primeiros dias é quando estamos jogando e precisamos soltar uma das mãos para fazer outra coisa qualquer: o console sempre bate com um dos lados em cima da mesa. Isso ocorre por causa do peso do aparelho, e também porque seu formato não ajuda a nos dar firmeza ao segurá-lo com apenas uma mão.

Por isso, seria interessante que uma nova versão do equipamento tenha ao menos as extremidades emborrachadas.

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A respeito do tamanho, o Steam Deck é relativamente grande, e pode ser desconfortável para crianças ou pessoas com mãos pequenas. Sendo assim, fica o alerta, caso alguém esteja pensando em dar um aparelho desse de presente.

Tela

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O Steam Deck tem duas versões de tela, sendo que uma delas equipa as variantes de 64 GB e 256 GB, e a que tem revestimento antirreflexo está presente somente na variante de 512 GB. A tela do aparelho é do tipo LCD IPS, e conta com uma tecnologia que melhora a legibilidade.

São 7 polegadas em um formato 16:10 com ótimo aproveitamento e qualidade geral de imagem. E, além de uma boa quantidade de botões, a tela do dispositivo é sensível ao toque. Isso permite ao usuário interagir diretamente com a interface do SteamOS, assim como a interface do sistema no modo desktop.

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Geralmente, telas de celulares são menores e podem ter resolução superior à da tela do Steam Deck. Isso pode levar alguns usuários a pensar que a resolução HD (1280 x 800 pixels) da tela do aparelho é baixa. No entanto, como a qualidade do painel utilizado também influencia na percepção de qualidade, o dispositivo consegue oferecer excelente nível de nitidez. Ao navegar pela Steam, não é possível observar fontes borradas ou imagens pixelizadas.

Nos jogos, a qualidade da imagem também é muito boa. Eu joguei Crysis 2 no ultra, e a experiência foi sensacional. O recurso de sensibilidade ao toque funciona muito bem, com boa precisão e sem atrasos, e é compatível com duplo toque para rolagem da tela.

Configuração e Desempenho

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O Steam Deck é equipado com uma APU AMD com microarquitetura Zen 2, de 4 núcleos e 8 threads e 16 GB de memória RAM LPDDR5. A placa de vídeo integrada é baseada na microarquitetura RDNA2, e possui 8 unidades de computação. Eu testei a variante que usa um SSD de 256 GB NVMe como armazenamento.

Esse hardware é da mesma geração do hardware dos consoles mais recentes, o Xbox Series X/S e o PS5. Contudo, todos esses dispositivos usam chips personalizados, sendo que cada um deles possui um determinado poder de processamento. Os consoles da Microsoft e Sony foram projetados para exibir os jogos em telas de alta resolução.

Já o Steam Deck acompanha sua própria tela, com resolução HD e taxa de atualização de 60 Hz. Isso faz com que o dispositivo da Valve ofereça um desempenho semelhante ao de consoles mais poderosos, ao limitar a exibição do game a uma resolução e taxa de quadros relativamente baixas para os padrões do Xbox, PlayStation e PCs gamer high-end.

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Em desempenho bruto, o Steam Deck é bem inferior ao Xbox Series X/S e PS5, mas consegue oferecer uma experiência bastante parecida, ao ser otimizado para sua tela HD a 60 FPS. E isso não é uma falha ou ponto negativo do aparelho, mas uma estratégia para que o equipamento alcance o melhor equilíbrio entre performance e economia de energia.

Outro ponto crucial a respeito do desempenho do Steam Deck é que o dispositivo tem hardware com arquitetura x86, igual a um PC ou notebook. Apesar de funcionar como um console portátil, o aparelho roda jogos da mesma forma que um computador. Isso significa que, dentre todos os títulos da Steam, há alguns considerados bem leves para o equipamento, ao passo em que outros são pesados e podem não rodar a contento.

Nos meus testes, eu joguei títulos leves e pesados, e todos eles rodaram bem, sem necessidade de ajustes na qualidade gráfica.

Um ponto importante a ser esclarecido é que a Valve tem trabalhado em conjunto com os desenvolvedores para otimizar jogos novos e antigos para sua plataforma. Desde o lançamento do Steam Deck até aqui, diversos títulos já receberam patches de otimização que aumentam o desempenho do jogo no console da Valve.

Com isso, muitos títulos conseguem rodar tão bem no Steam Deck, que o desempenho chega muito perto do de consoles parecidos que possuem hardware muito mais potente e rodam Windows 11.

Sistema operacional e Usabilidade

Ao ligar o Steam Deck, o sistema nos guia durante as configurações básicas, como o reconhecimento da rede Wi-Fi e a entrada com os dados da nossa conta Steam. Tudo é muito simples e rápido. Em poucos minutos, o dispositivo está pronto para a instalação dos jogos.

É muito fácil navegar entre os títulos, assim como alternar entre a loja e a Biblioteca, ou entrar e sair de um jogo. Para configurações do sistema ou visualização dos recursos, é possível acessar menus diretamente pelos botões físicos presentes no aparelho.

Dessa forma, é possível ir de um lugar para outro, ativar ou desativar recursos, sem a necessidade de voltar para uma tela inicial, o que torna a interação com equipamento mais prática.

Modo game

O Steam Deck roda o SteamOS 3.0, o sistema operacional da Valve baseado na interface da própria loja Steam. Esse sistema foi lançado inicialmente em 2013, para ser o SO padrão de mini PCs projetados para a plataforma de jogos da Valve, chamados de Steam Machines.

É impressionante como o SteamOS roda bem no aparelho, com rapidez e ótima fluidez, mesmo possuindo animações e efeitos sonoros que deixam a experiência mais agradável.

Para a interação com o sistema, é possível usar o botão direcional, a alavanca esquerda, o trackpad esquerdo, o botão Steam e o botão de Configurações rápidas. Outra possibilidade é usar os toques na tela. Nesse sentido, o Steam Deck dá um show em possibilidades, permitindo ao usuário escolher a maneira mais conveniente de usar o equipamento e interagir com ele.

Modo desktop

Quando pressionamos o botão power por alguns segundos, um menu se abre, sendo que uma das opções é “trocar para o modo desktop”. Ao escolher essa opção, a interface do SteamOS é encerrada, dando lugar a um sistema com interface de PC.

Para quem não sabe, o SteamOS nada mais é do que uma interface otimizada para jogos que roda sobre a distribuição Arch Linux. Já no modo desktop, o sistema operacional exibe a interface KDE Plasma, a mais popular entre os usuários de distribuições Linux.

Dessa maneira, o dispositivo pode ser usado como se fosse um notebook de tela reduzida, inclusive em conjunto com um teclado e mouse Bluetooth. O sistema possui uma loja de aplicativos, exatamente como outras distros Linux. Sendo assim, podemos instalar apps populares, como o Discord, o Microsoft Edge, WhatsApp Desktop, entre outros.

Ao clicar no ícone do Firefox na barra de tarefas, percebi que o navegador não vem instalado por padrão. Mas a loja de apps foi aberta, me permitindo instalar o browser da Mozilla e utilizá-lo de imediato.

O sistema é bem enxuto, trazendo apenas as ferramentas mais básicas do KDE. Até o Firefox, que eu achei que viria instalado, era apenas um atalho para a instalação do programa. Isso é bom, pois dá ao usuário a possibilidade de instalar os apps de sua preferência, mantendo o SO compacto, sem pesar muito no armazenamento interno.

Compatibilidade com jogos

Como muitos já devem imaginar, ao rodar um sistema baseado em kernel Linux, a compatibilidade com jogos do Steam Deck se limita à mesma vivenciada por usuários do sistema operacional do pinguim, o que não significa uma quantidade tão limitada de títulos.

Há alguns anos, usuários de sistemas Linux tinham que se limitar a jogos extremamente simples, com jogabilidade e qualidade gráfica bastante modestas. Hoje, essa realidade é bem diferente. Já há títulos AAA com jogabilidade complexa e gráficos realistas que rodam nativamente no Linux.

Além disso, a Valve já mantém há alguns anos o projeto ProtonDB. O Proton é uma ferramenta integrada à Steam que permite que jogos desenvolvidos para o Windows rodem em sistemas Linux com poucos cliques. Muitas vezes, a ativação do recurso ocorre totalmente em segundo plano, e sem o conhecimento do usuário, como no caso dos títulos acessados pelo Steam Deck.

Atualmente, o Steam Deck classifica os jogos quanto à compatibilidade em:

  • Aprovados - Títulos nativos para Linux ou com total compatibilidade para o sistema (via Proton), que foram testados oficialmente;
  • Jogáveis - Títulos que rodam via Pronton, mas que podem exigir algum trabalho para interagir ou configurar;
  • Desconhecido (?) - Títulos que não foram testados oficialmente pela Valve e se encontram sem classificação;
  • Incompatíveis - Títulos que foram testados oficialmente pela Valve, e não rodam no Steam Deck.

É válido ressaltar que a lista de jogos suportados pelo Steam Deck cresce rapidamente, já que é de interesse da Valve que seu dispositivo portátil seja compatível com o maior número de títulos possível. Além disso, há jogos sem classificação oficial que rodam perfeitamente no aparelho, como é o caso de F.E.A.R. 3, por exemplo.

Já entre os games classificados como “Jogáveis”, a Valve destaca que, eventualmente, será necessário ativar o teclado virtual manualmente para a entrada de dados. Mas, na maioria das vezes, esses jogos só apresentam mesmo alguma janela com texto pouco legível, devido à falta de otimização do título para telas menores. Em resumo, não costuma haver problemas que comprometem a jogabilidade.

Jogos testados com êxito

Esses foram os jogos que testei com sucesso no Steam Deck:

  • Aprovados: Alex Kid In Miracle World DX, Dying Light Enhanced Edition, Spider Man Remastered, God Of War, Desk Job e Dirt Rally;
  • Jogáveis: Crysis 2, F.E.A.R. 3 e Tropico 6.

Sistema de som

O Steam Deck possui som estéreo ao ser equipado com dois alto-falantes que ficam na parte frontal do dispositivo, próximos à tela. O posicionamento desses falantes foi bem escolhido, pois em nenhum momento eles são abafados enquanto manuseamos o aparelho.

A qualidade do áudio é boa para jogos, mas não impressiona. Isso se deve pelo fato de os alto-falantes serem muito pequenos, o que é compreensível para o dispositivo dessa categoria. De qualquer forma, o Steam Deck conta com DSP (processador de sinal digital) próprio, para poder entregar áudio de alta qualidade em fones de ouvido e headsets.

Outra possibilidade é parear o console com uma caixa de som Bluetooth, caso você esteja no modo desktop e queira ouvir músicas pelo dispositivo. Eu testei esse recurso com sucesso utilizando o sistema estéreo Edifier S360DB.

O Steam Deck conta com dois microfones para que o usuário possa se comunicar durante as partidas online. Um deles deve ajudar a reduzir os ruídos de fundo. Eu acredito que esses microfones também sirvam bem em apps de videochamadas, como o Discord.

Bateria e Carregamento

O Steam Deck possui bateria de 40 Wh, com duração informada pela Valve que vai de 2 a 8 horas. A autonomia do aparelho, obviamente, depende da exigência do jogo, em processamento.

Eu escolhi jogar Dying Light para um teste de autonomia. O dispositivo esgotou a bateria em aproximadamente 1h40min. O jogo foi executado com o brilho da tela em 75% e com som em 60% do volume. As opções gráficas ficaram nas configurações padrão.

É possível estender a autonomia da bateria do Steam Deck desligando a vibração do jogo e a resposta tátil, limitando a taxa de quadros para uma inferior a 60 FPS e até limitando o TDP do processador para um valor inferior ao padrão. Se você está jogando um game leve, usar essas configurações pode dar um belo “upgrade” na bateria do aparelho.

O conector para carregamento é do tipo USB-C (USB Pd 3.0) e a fonte de alimentação do dispositivo tem potência de 45 W. Com o aparelho totalmente descarregado, após plugá-lo na tomada, a bateria chegou aos 100% de carga após aproximadamente 2 horas e meia.

Ficha técnica do Steam Deck

  • Processador: Unidade de processamento acelerado (APU) da AMD;
  • Processador principal (CPU): arquitetura Zen 2, 4 núcleos e 8 threads, frequência de 2,4 a 3,5 GHz (até 448 GFlops FP32);
  • Processador gráfico (iGPU): 8 unidades de computação de arquitetura RDNA2, frequência de 1,0 a 1,6 GHz (até 1,6 TFlops FP32);
  • Tela: LCD IPS de 7 polegadas, resolução HD (1280 x 800 pixels), taxa de atualização de 60 Hz, brilho de 400 nits, sensível ao toque e com sensor de luz ambiente;
  • Memória RAM: 16 GB LPDDR5 integrada;
  • Armazenamento: SSD NVMe de 256 GB, compatível com cartões de memória microSD (UHS-I compatível com SD, SDXC e SDHC);
  • Áudio: estéreo (dois alto-falantes), microfone duplo, entrada P2 para fones de ouvido, áudio multicanal via DisplayPort por USB-C e via Bluetooth;
  • Sistema operacional: SteamOS 3.4.6 e KDE Plasma 5.26.1 rodando sobre o Arch Linux (kernel 5.13.0-valve36-1-neptune);
  • Giroscópio: Unidade de medição inercial de seis eixos;
  • Bluetooth: 5.0 (compatível com controles, acessórios e áudio);
  • Wi-Fi: dual-band (2,4 GHz e 5 GHz), MIMO 2 x 2, IEEE 802.11a/b/g/n/ac;
  • Bateria: 40 Wh;
  • Carregamento: fonte de alimentação de 45 W;
  • Autonomia: até 8 horas;
  • Dimensões: 298 mm x 117 mm x 49 mm (CxLxA);
  • Peso: 669 gramas.

Concorrentes diretos

Não há concorrentes diretos para o Steam Deck vendidos oficialmente no Brasil, assim como o próprio console portátil da Valve não é encontrado por aqui. Mas há algumas opções de dispositivos que funcionam como console portátil e possuem hardware x86, que lhes permitem funcionar como um PC, e que são vendidos no AliExpress.

É o caso do OneXPlayer Mini Pro 7, um dispositivo equipado com uma APU AMD Ryzen 6800U (8 núcleos, 16 threads e gráficos integrados RDNA2), 16 GB de memória RAM LPDDR5, SSD de 512 GB NVMe, tela LCD IPS de 7 polegadas e resolução Full HD, som estéreo, bateria de 48 Wh e carregador de 65 W. Além disso, o aparelho já vem com o Windows 11 e pesa cerca de 600 gramas.

O Steam Deck de 256 GB custa U$ 529, e pode ser importado via USCloser. Já o OneXPlayer Mini Pro 7 é encontrado no AliExpress por cerca de R$ 5,5 mil (versão de 512 GB).

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Vale a pena comprar o Steam Deck?

O Steam Deck é um console portátil com hardware poderoso, compatível com PC, e que pode levar vantagem sobre outros dispositivos por ser fabricado pela Valve. O dispositivo permite jogar diversos títulos para PC provenientes da loja da Steam, e também conta com um modo desktop que lhe permite ser usado como um notebook.

Ao optar por um dispositivo gamer portátil com hardware x86, você deve ter em mente que o aparelho da Valve roda um sistema operacional baseado em kernel Linux. Isso implica em limitações de compatibilidade com jogos e aplicativos, mas, como citei anteriormente, alguns games podem rodar tão bem quanto no Windows, devido às otimizações oferecidas pela companhia.

Esse alerta é válido porque há outros aparelhos semelhantes no mercado, com hardware mais poderoso, mas que contam apenas com as otimizações provenientes do fabricante do hardware (processador e gráficos integrados), neste caso a AMD, além, é claro, da desenvolvedora do sistema operacional (Windows).

De qualquer forma, dispositivos que rodam o Windows 11 podem ser mais versáteis, seja para jogar ou trabalhar. Eles permitem a instalação de outras plataformas de jogos, como a Epic Store, Amazon Games, GOG Galaxy, Ubisoft, Xbox Game Pass, entre outras, e oferecem total compatibilidade com os títulos.

O Steam Deck tem construção em plástico simples, mas que parece bem rígido, passando uma sensação de alta durabilidade. O sistema roda com ótima fluidez, e o dispositivo não esquenta na área onde ficam posicionados os controles. No mais, a Valve fez um belo trabalho ao adicionar botões físicos – e a tela sensível ao toque – para facilitar o acesso a diversas áreas do sistema, deixando a interação com o aparelho bastante prática.

O Steam Deck vale a pena para quem busca uma experiência inovadora, que combina um console portátil a um PC que também pode ser transportado com facilidade. O sistema operacional do dispositivo é otimizado para tirar proveito do hardware personalizado. Por isso, a autonomia da bateria no modo desktop deve ser acima da média quando comparada à de notebooks comuns, que rodam Windows. O Steam Deck só não vale a pena se a maioria dos jogos da sua biblioteca Steam são incompatíveis com o dispositivo.

Para importar produtos dos Estados Unidos que você não encontra por aqui, basta criar uma conta na USCloser. Você faz suas compras nos sites gringos normalmente, e a Uscloser recebe por você lá nos EUA mesmo, em uma espécie de “caixa postal americana” criada exclusivamente para você. Depois, a USCloser encaminha os produtos para sua casa aqui no Brasil. É seguro, prático e rápido. Siga nosso tutorial para se cadastrar e comprar nos EUA economizando muito.