Poucas novidades e alto preço são principais pontos críticos dos novos MacBooks

Por Wagner Wakka | 12 de Julho de 2018 às 20h30
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A Apple anunciou nesta quinta-feira (12) novos modelos para o MacBook Pro. A versão 2018 de seus laptops já começou a ser avaliada pela mídia especializada, com opinões divergentes sobre o produto. A principal reclamação é de que o novo aparelho poderia ter mais novidades, o que talvez não justifique um update para quem já tem uma versão de 2017.

Um dos jornalistas mais críticos em relação ao novo MacBook Pro é Raymond Wong, do Mashable. “Por mais atrativas que sejam as novidades — processador mais rápido, configurações com mais RAM e capacidade interna e, claro, um teclado mais silencioso — nenhum deles realmente salta do site da Apple e me faz querer gritar: ‘Cale a boca e pega meu dinheiro’”, aponta em sua crítica.

Ele, contudo, ressalta que o texto não é uma análise, uma vez que ele ainda não testou o aparelho, mas apenas uma recepção sobre o anúncio da Apple. Wong considera o novo produto muito caro, sendo que, segundo o jornalista, o conjunto de configurações é interessante, mas o preço é salgado pelo que entrega, mesmo lá nos Estados Unidos. Como exemplo, ele cita a versão básica com Core i5, 8 GB de RAM e 256 GB de SSD ao preço de US$ 1.800.

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Já o jornalista do TechRadar, Matt Hanson, concorda que o preço, sobretudo da versão de 13 polegadas está salgado, mas acredita que o salto de qualidade para a geração anterior pode compensar o custo. Ele ressalta que a Apple informou que a diferença entre as versões de 2017 e 2018 pode chegar a um salto de 70% em performance. “É um boost gigante de performance, então, se você usa seu MacBook Pro para funções mais pesadas ou multitarefas, esta atualização pode compensar bem”, aponta Hanson. Ainda em hardware, o jornalista do TechRadar avalia que a mudança da 7ª para 8ª geração de processadores Intel, agora com quad-core, cria um grande salto entre os dois produtos.

Outro ponto citado por Wong é de que a nova linha do MacBook Pro de 13 polegadas não oferece uma opção sem o touch bar, o que, segundo ele, só eleva o preço sem oferecer um real benefício ao usuário. “O fato é: o Touch Bar é um extra muito caro do qual ninguém precisa e poucas pessoas estão dispostas a pagar mais por isso”, critica.

Sobre o teclado, Wong comenta que, apesar de mais silencioso, ainda mantém o seu desenho achatado. Isso é um problema, pois alguns usuários relataram que o aparelho começava a apresentar falhas com o mínimo de poeira. Ou seja: esta seria uma questão que a Apple não resolveu com o novo modelo. Ainda, para Wong , um dos pontos mais críticos é que não há uma porta para cartão SD no dispositivo, uma das reclamações recorrentes de usuários.

Por fim, um ponto que pode ter sido crítico para Wong apareceu como um elogio para Hanson: o de que o dispositivo pouco mudou. O jornalista do TechRadar levanta que o design do MacBook Pro 2018 é exatamente o mesmo do ano passado e considera a atualização com mesmo desenho um feito da empresa. “A Apple parece ter feito um trabalho brilhante em amontoar um hardware ainda mais potente dentro daquele exterior do MacBook Pro leve e fino pelo qual nos apaixonamos", declarou.

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