Análise | Samsung Odyssey 2, um notebook gamer com construção premium

Por Pedro Cipoli | 08 de Janeiro de 2020 às 11h00
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Ficha técnica

Notebooks com foco em jogos estão aí já há algum tempo, mas eles começaram a ficar realmente interessantes apenas recentemente. O motivo? Simples: eles passaram a ser potentes sem deixar de lado o design e um visual mais refinado. Antes até traziam uma boa configuração, mas eram pesados e desengonçados. E houve, de fato, um refinamento considerável no design dessa classe de produtos, e o Odyssey 2 da Samsung é a materialização dessa ideia.

Mais do que isso, passaram a oferecer configurações dignas de desktop, além de trazer alguns diferenciais bastante interessantes. Vamos à análise.

Design, teclado e touchpad

O Odyssey 2 é tão diferente da primeira geração que parece se tratar de uma linha nova. Não que o Odyssey original seja feio, trazendo uma identidade própria, mas ele não é tão…”refinado” quanto o Odyssey 2. Temos aqui uma construção de metal mais compacto e bem trabalhado, teclas mais confortáveis um touchpad maior e estiloso e uma tampa bastante fina. No geral, uma máquina gamer “sóbria”, preocupada em alinhar design e experiência de uso sem exagerar nos “enfeites para gamers”.

Dizemos isso pois algumas marcas realmente “perfumam demais”, em alguns casos flertando com o brega. LEDs para tudo quanto é lado, curvas que atrapalham o apoio dos punhos, RGB para tudo quanto é lado a ponto de fazer inveja a uma árvore de Natal e assim por diante. Aqui temos um produto mais bem pensado, trazendo uma estrutura claramente gamer, como é o caso do teclado. As teclas são de baixo perfil com iluminação vermelha (padrão Odyssey), sendo boas para jogos e para uso comum. Nada de teclados mecânicos feitos às pressas para impressionar na ficha técnica.

Outro exemplo é o seu peso de 2.49 kg, não muito acima de notebook comuns. Isso com uma estrutura composta por HD + SSD, RTX 2060, Core i7 de nona geração e sistema de refrigeração capaz de fazer todos esses componentes trabalharem bem. Uma característica e tanto, diga-se, em especial quando consideramos que sua estrutura é de metal, o que certamente agrega valor ao produto.

Tela

Fizemos um unboxing em vídeo do Odyssey 2, onde comentamos algo importante. Graças à pergunta de nosso fã de Whey Protein, explicamos o posicionamento da tela escolhido pela Samsung. Na prática, essa posição proporciona muito mais ergonomia, já que oferece um conforto muito maior para o pescoço depois de horas de jogatina. Basicamente, mantém a postura mais “natural” na hora de interagir com a máquina. E a qualidade de tela…

Temos o 1080p padrão de modelos gamers, uma resolução que cai bem nas 15.6 polegadas de tela. O kit esperado aqui. Mas temos alguns diferenciais bacanas aqui: a tela trabalha com 144 Hz e vem com G-SYNC, tecnologia PLS LCD (também conhecido como “o IPS da Samsung”) antirreflexo. Além de ser boa em si, tem uma boa customização de cores, que otimiza cada jogo de acordo com a melhor opção, dando destaque aos níveis de preto, brilho e assim por diante.

Dito de maneira simples, é uma tela que não deixa a desejar em nenhum quesito. O mercado brasileiro está lentamente (e já está bem atrasado) mudando do 1366 x 768 para o 1080p, o que é ótimo. Porém, temos uma quantidade preocupante de telas de baixa qualidade, com painéis antigos e opacos. Não é o caso aqui. Mesmo que muitos “cobrem” uma tela 2K no Odyssey 2, não vemos motivos para isso, tanto pelo benefício marginal da qualidade em si quanto na penalização no desempenho.

Aliás, hora de falar da configuração.

Configuração

Vamos à ficha técnica:

  • Processador Intel Core i7-9750H (hexa-core com 12 threads rodando a 2.60 GHz até 4.50 GHz em Turbo Boost);
  • 16 GB de memória RAM DDR4 rodando a 2666 MHz;
  • Placa de vídeo Nvidia GeForce RTX 2060 com 6 GB de memória RAM dedicada GDDR6;
  • SSD primários NVMe de 512 GB + um slot vazio para um segundo SSD;
  • Disco rígido secundário de 1 TB para dados (5400 RPM);

Como podemos ver, é uma lista de especificações bastante difícil de colocar defeitos, apesar dos esforços deste autor. Como ele se sai? Bom, jogos como Fortnite mal fazem cócegas nele, assim como o Civilization V (mais de 2000 horas com esse jogo dizem alguma coisa sobre as minhas preferências, não?). O título mais pesado que jogamos foi Gears of War 5, e taxas acima de 60 fps são a regra.

Desempenho de desktop

Melhor ainda: o G-SYNC mostra qual é o seu papel. A suavidade das imagens na hora de jogar é algo formidável, já que a tela recebe apenas os frames efetivamente gerados pela GPU. É claro que se trata de uma tecnologia que faz sentido apenas em configurações mais parrudas, como o Core i7 + RTX 2060 do Odyssey 2, e é um excelente diferencial na hora de escolher entre um modelo e outro.

Temos aqui também o “Beast Mode”. Nome poderoso, não. Melhor escrever em caixa alta: BEAST MODE. SENTIU A ENERGIA? Bom, o que ele faz? Simples: otimiza o Odyssey 2 para um ritmo mais pesado de trabalho, deixando o cooler mais responsivo e agressivo ao mesmo tempo em que faz um undervolt na GPU para aumentar o desempenho. Sim, undervolt mesmo, não escrevemos errado.

Funciona assim: com uma tensão menor garante mais estabilidade, permitindo que a RTX 2060 ofereça um nível de desempenho mais estável sem riscos de superaquecimento. Não, não afeta o desempenho: tudo é muito bem calculado. E eu sei qual é a sua pergunta agora: por que a Samsung não deixa esse modo habilitado por padrão, que basicamente oferece benefícios sem comprometimentos? Excelente pergunta! Muito boa mesmo. Tanto que eu sinceramente não sei a resposta.

SSD NVMe de 512 GB com desempenho de sobra (+ um disco rígido para arquivos)

Enfim, temos uma configuração capaz de atender muito bem, especialmente quando consideramos que se trata de um notebook. Mais do que isso, tem uma longa vida pela frente, já que pode ter sua memória atualizada e suporta dois SSDs e um disco rígido. Ou SSD com conexão SATA III. Ou seja, pode se transformar em uma máquina com 3 SSDs, capacidade de fazer inveja a desktops mais simples.

Som e bateria

Um quesito bastante propagandeado pela Samsung é o sistema de som do Odyssey 2, o Dolby Atmos 360º. E de fato ele é muito bom. Os “360º” é uma questão meio de imaginação, com duas caixas de som na parte de baixo, o que não altera o fato que o som aqui é muito bom para um notebook. Os graves são bem definidos e os médios e agudos são mais cristalinos do que estávamos esperando, sendo uma boa adição para o conjunto oferecido.

RTX 2060: RayTracing em tempo real

Este autor costuma dizer que “bateria de notebook gamer é como nobreak de desktop”, o que é verdade quando colocamos o Odyssey 2 para trabalhar no máximo, onde ele mais consegue ficar uma hora fora da tomada. Em trabalhos comuns, como escrever textos (este mesmo), ele aguenta entre 4 a 5 horas mesmo com diversas coisas abertas ao mesmo tempo, inclusive com vídeos rodando de fundo. Tudo dentro do esperado aqui.

Depois de tantos caracteres, vamos fechar esta análise.

Conclusão

Testamos o Odyssey 2 mais avançado, já que há duas configurações mais básicas com GTX 1650 e tela de 60 Hz, com 8 ou 16 GB de memória RAM. Estas partem de R$ 5800, enquanto a que testamos sai por R$ 9000. E é fácil diferenciá-las: os modelos básicos são brancos, enquanto o que testamos é preto. Compartilham diversas características, como design, teclado, touchpad e sistema de refrigeração, e podem ser uma opção mais atraente para quem não faz questão do G-SYNC, da tela de 144 Hz e da RTX 1650.

Vamos lá: R$ 9000 (R$ 8999, ok) é bastante dinheiro, mas não foge do praticado pelos concorrentes com as mesmas características. Oferece mais em alguns quesitos, inclusive, como o G-SYNC e o design acima da média, pontos bastante importantes. Mais do que isso, basta ligá-la pela primeira vez e começar a usar, já que vem com boa configuração, SSD NVMe de fábrica (com um HD extra) e 16 GB de memória RAM. Ou seja, nenhum upgrade necessário.

Sim, isso não altera o fato de que se trata de uma máquina cara, e não vamos tentar racionalizar este ponto. Mas é um preço que faz sentido, considerando os valores praticados no mercado brasileiro. Se você está em busca de uma máquina potente, bem construída, atualizada e que oferecerá uma boa experiência por uns bons anos, trata-se de um investimento interessante. Alto, mas interessante.

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