A redescoberta do notebook, protagonista da nova realidade

Por Giovana Gaiolli | 08 de Outubro de 2020 às 10h00
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Neste ano, enfrentamos o maior desafio do século 21. A pandemia do novo coronavírus mudou hábitos e comportamentos em todo o planeta, e alguns equipamentos e tecnologias foram ressignificados. Um deles foi o notebook. O que antes, para alguns, era apenas um aparelho de uso esporádico em casa, agora se tornou protagonista diante da nova realidade. Nesse contexto tão adverso, os brasileiros viram nos notebooks um companheiro para enfrentar esse momento.

Com o prolongamento do isolamento social, as vendas desse tipo de aparelhos dispararam no Brasil. A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), por exemplo, não descarta crescimento em torno de 6% a 7% nas vendas de notebooks em 2020. Com isso, os computadores portáteis ganharam um novo significado e importância durante a quarentena.

Com a chegada da quarentena, para se ter uma ideia, no primeiro trimestre registramos um aumento das vendas de notebooks em mais de 20% e, no segundo trimestre, um aumento em mais de 60% no varejo coberto pela Intel em comparação ao mesmo período de 2019. Segundo dados do IDC, a indústria vendeu 72,26 milhões de PCs entre abril e junho, uma alta de 11,2% em base anual.

Com muitas famílias em casa, pais e filhos tiveram que se adequar à nova realidade, onde o PC é imprescindível para o home office, aulas online, entretenimento e até como uma forma essencial de nos comunicarmos com o mundo, agora mais do que nunca. Ou seja: tudo passa pelo computador. A pandemia trouxe mudanças significativas no comportamento dos consumidores, e muitas famílias que possuíam somente um notebook em casa, tiveram que comprar um ou dois novos aparelhos para atender a demanda de todos ou até mesmo antecipar a compra por um modelo mais moderno e de melhor performance.

Em um momento que exige produção constante, o uso de celulares e tablets pode não suprir as necessidades de todos os integrantes do lar, então, nesse caso, a melhor solução encontrada foi investir no bom e “velho” notebook.

Com o trabalho remoto, muitas empresas também encontraram no dispositivo uma forma de tornar as tarefas mais eficientes. Isso porque os notebooks trazem vantagens que os smartphones e tablets não possuem. Se você precisa de produtividade e desempenho, ele é fundamental, principalmente se você realiza diversas tarefas ao mesmo tempo e cria e edita documentos a todo instante. Também não dá para esquecer do conforto que uma tela maior proporciona e da possibilidade de executar diversos programas e aplicativos – graças ao seu hardware mais robusto – e jogar; afinal, nem tudo é só trabalho.

Inteligência artificial

Nessa nova redescoberta dos PCs, a Inteligência Artificial (IA) é uma tendência forte para o presente e futuro. A IA pode auxiliar tanto por aplicativos, com fundo virtuais nos apps de vídeo ou apps de noise cancelling, por exemplo, quanto pode vir embutida nas máquinas, permitindo melhor edição gráfica, além de suprir as necessidades do dia a dia e possuírem, ainda, menor consumo de energia, mesmo trabalhando remotamente.

Certa de que os notebooks ainda têm muito a contribuir para as tarefas diárias e que estão longe de se tornarem obsoletos, a Intel possui um programa ambicioso de inovação que vem ajudando a colocar IA nas máquinas. Intitulado Projeto Athena, o programa consiste em entregar uma nova categoria de computadores portáteis avançados que ajudam as pessoas a se concentrarem, estarem sempre prontas e a se adaptarem a diferentes situações ao longo do dia.

Se hoje seu notebook utiliza Inteligência Artificial, fica em modo escuro quando você não está presente e volta a ligar quando se aproxima ou avisa quando tem alguém próximo quando faz uma call em lugar público, preservando a sua segurança e a privacidade dos dados – só para citar alguns exemplos –, é graças ao Projeto Athena.

O projeto conta com mais de 100 parceiros em todo o ecossistema e inclui pesquisas contínuas para definir novos tipos de experiências e especificações de produtos, suporte de co-engenharia, novos caminhos de inovação e esforços conjuntos de marketing.

Recentemente, o programa recebeu uma atualização intitulada Intel® Evo™ que irá funcionar como um selo de qualidade, articulado ao Projeto Athena, para a nova geração de notebooks de diversas fabricantes, contemplados com os processadores Intel® Core™ de 11ª Geração. Assim, os aparelhos que atenderem aos critérios do Projeto Athena serão identificados pelo selo, que garantirá a melhor conectividade com e sem fio da categoria, Wi-Fi 6 (Gig+), bem como áudio, webcam e display premium em fatores de forma finos e leves para uma experiência única do usuário.

São iniciativas como essa que fazem com que os notebooks não sejam aposentados tão cedo. A demanda por notebooks já vinha aumentando antes mesmo da pandemia, e a tendência é que a procura aumente cada vez mais. As remessas globais por esses aparelhos continuarão a crescer sequencialmente no terceiro trimestre, mesmo depois de registrar uma alta trimestral de 10 anos com 52 milhões de unidades no segundo trimestre, em termos de trabalho remoto e demanda de educação online, de acordo com os resultados da Digitimes Research.

A necessidade do trabalho remoto mostrou a praticidade de ter um notebook como máquina para as atividades profissionais, bem como o isolamento social mostrou a importância de ter o aparelho para as atividades pessoais. O protagonismo do notebook voltou e não tem previsão de ir embora!

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