Vídeo mostra descarte de dezenas de bicicletas da Grow

Por Wagner Wakka | 03 de Fevereiro de 2020 às 18h00
Captura/YouTube

Em janeiro deste ano, a Grow anunciou um processo de reestruturação das suas operações no Brasil. Com isso, prometeu manter a oferta de patinetes somente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, mas o desligamento temporário de bicicletas em todo país. Na época, informou que os veículos “foram recolhidos das ruas para que fossem submetidos a um processo de checagem e verificação das condições de operação e segurança”. 

Moradores registraram, em vídeo, momentos que dezenas de bicicletas são amontoadas para descarte. É necessário um guindaste para fazer a coleta. O vídeo levantou uma dúvida sobre a preocupação ambiental da empresa, sugerindo que as bicicletas seriam colocadas simplesmente no lixo. 

Como a base do discurso da companha é o combustível limpo, isso iria na direção oposta da preocupação da com o meio-ambiente. Ainda, pode-se perceber que alguns modelos que aparentam estar em bom estado são amassados pela força do braço do guindaste, danificando a peça. 

Ao Canaltech, uma representante da Grow informou que os veículos estão no processo de verificação de uso e segurança. Caso as bikes não estejam em condições de uso, serão direcionadas para o descarte dentro da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que prevê a logística reversa dos objetos. Neste processo, todas matérias-primas das bicicletas são separadas e tratadas para o devido direcionamento ecológico.

Elas também podem ir para doação, em parceria com a Associação Vivendo e Aprendendo, ou para manutenção, caso estejam em estado adequado para isso. A companhia não informou quantas unidades vão para cada destino.

A companhia também informou que tanto prazo quanto locais para logística reversa estão de acordo com a PNRS, sendo que a operação é feita com parceiros certificados.

Outro caso

No começo do ano, a Grow teve um caso parecido na cidade de Curitiba. Com um grande número de bicicletas vandalizadas, a companhia adquiriu um lote vazio para depositar os veículos. 

O espaço, chamado por moradores próximos de “cemitério”, casou desconforto por estar ao ar livre, com acúmulo de sujeira, além do barulho pela noite, quando funcionários levavam novas bicicletas para o local. 

A companhia apresentou um plano de reestruturação no último dia 22, quando oficializou o desligamento de suas operações de patinete e bicicleta nas cidades de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campinas (SP), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Guarapari (ES), Porto Alegre (RS), Santos (SP), São Vicente (SP), São José dos Campos (SP), São José (SC), Torres (RS), Vitória (ES) e Vila Velha (ES). 

Os patinetes que estavam sendo usados nestas cidades serão reaproveitados em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

 

Fonte: Portal Norte da Ilha

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