Uber deve demitir 3 mil funcionários e fechar 45 escritórios nos EUA

Por Claudio Yuge | 18 de Maio de 2020 às 21h00
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A Uber deve desligar mais de 3 mil funcionário e fechar 45 escritórios nos Estados Unidos, por conta da crise causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). A baixa foi comunicada internamente pelo CEO Dara Khosrowshahi nesta segunda-feira (18), segundo o The Wall Street Journal, e confirma os rumores de que a companhia planejava cortar cerca de 3,7 mil empregos e economizar mais de US$ 1 bilhão em custos fixos.

A justificativa para essa debandada, que agora soma demissão total de 25% do quadro de funcionários desde o início da pandemia da COVID-19, é o fato das pessoas ficarem em casa no isolamento. O confinamento afeta diretamente os pedidos de transporte via app, que representa ¾ dos negócios da companhia. As corridas em abril caíram 80%, relação ao ano anterior.

O CEO da Uber, Dara Khosrowshahi (Reprodução/Quartz)

"Estamos vendo alguns sinais de recuperação, mas ela sai de um buraco profundo, com visibilidade limitada de velocidade e forma", disse Khosrowshahi em nota aos funcionários. O braço de entrega de alimentos da empresa, o Uber Eats, tem sido um alívio para a receita, mas "o negócio hoje não chega perto de cobrir nossas despesas", acrescentou. Os mais afetados por essa decisão são os colaboradores norte-americanos. De todos os 26,9 mil trabalhadores que a companhia tinha no ano passado, 40% deles estavam nos Estados Unidos. Um dos escritórios em São Francisco, por exemplo, tem mais de 500 funcionários.

Enquanto isso, a empresa gasta US$ 50 milhões para comprar suprimentos para motoristas, incluindo máscaras, sprays e lenços desinfetantes. A partir desta segunda, a companhia solicitará aos motoristas da maior parte do mundo que verifique se estão usando máscaras faciais, tirando selfies.

E como fica o futuro da empresa?

Um dos planos para contenção de prejuízos no curto prazo seria a compra da rival Grubhub. Seria uma aquisição estratégica para diminuir os da construção de operações de entrega e permitiria competir com a líder da indústria nos Estados Unidos, DoorDash.

Uma das mudanças seria encerrar os projetos considerados “não essenciais”, como a incubadora de produtos e seu laboratório de inteligência artificial — a Uber gastou centenas de milhões de dólares em pesquisa autônoma nos últimos anos. Outra alternativa é mudar sua sede na Ásia, de Cingapura para um mercado diferente.

“Não farei nenhuma afirmação com absoluta certeza em relação ao nosso futuro", escreveu Khosrowshahi, em sua nota. "Vou dizer, no entanto, que estamos fazendo escolhas realmente muito difíceis agora, para que possamos nos despedir, ter o máximo de clareza possível, avançar e começar a construir novamente com confiança.”

A justificativa para essa debandada, que agora soma demissão total de 25% do quadro de funcionários desde o início da pandemia da COVID-19, é o fato das pessoas ficarem em casa no isolamento. As corridas em abril caíram 80%, relação ao ano anterior

Fonte: The Wall Street Journal  

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