Sete bancos russos são retirados do sistema Swift

Sete bancos russos são retirados do sistema Swift

Por Roseli Andrion | Editado por Claudio Yuge | 03 de Março de 2022 às 13h00
Pexels/Monstera

Nesta quarta-feira (2), a União Europeia excluiu sete bancos russos do sistema de mensagens bancárias Swift (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication ou Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais). Não foram incluídas, entretanto, as instituições que atuam no pagamento de energia — Sberbank e Gazprombank.

EUA e Reino Unido já pressionavam pela decisão, mas alguns países na zona do euro dependem da energia exportada pela Rússia. O Swift é o sistema dominante de transações financeiras globais. Os atingidos pela decisão são VTB (o segundo maior banco da Rússia), Bank Otrkitie, Novikombank, Promsvyazbank, Bank Rossiya, Sovcombank e VEB. Eles terão 10 dias para encerrar as operações na plataforma.

Bancos russos são retirados do sistema Swift (Imagem: Reprodução/Envato/twenty20photos)

A remoção dos bancos russos do sistema é uma das ferramentas mais poderosas para punir a Rússia pela invasão à Ucrânia. As entidades financeiras foram escolhidas com base em suas conexões com o Estado russo — os bancos públicos já haviam sido sancionados depois que o país anexou a Crimeia em 2014.

Assim, não foi adotada uma proibição geral em todo o sistema bancário, mas restrita às instituições que têm conexão implícita com o esforço de guerra. Os bancos relacionados ao pagamento de energia podem ser sujeitos a outras medidas, uma vez que a União Europeia continua a comprar óleo e gás do país.

As autoridades se preocupam com a interrupção dos fluxos de energia para a Europa, já que o sistema Swift não é capaz de diferenciar os tipos de pagamentos — ou seja, não é possível permitir apenas transações relacionadas a energia.

Swift não tem rival global

Mateusz Morawiecki, primeiro-ministro polonês, diz que a decisão de excluir o Sberbank e o Gazprombank é inaceitável. "Exigimos que todas as entidades russas sejam efetiva e totalmente cobertas por sanções." Já a primeira-ministra da Lituânia, Ingrida Simonyte, aponta que mais bancos russos podem ser excluídos do Swift, que tem 11 mil integrantes e nenhum rival global.

Dirigentes pedem que sanções sejam ampliadas e atinjam mais bancos (Imagem: Reprodução/Pexels/Ono Kosuki)

A Rússia tem um sistema próprio, mas o Swift ainda é usado em cerca de 70% das transferências para lá. O VEB diz que se concentra em projetos domésticos que não foram afetados. Para negócios no exterior, usaria o SPFS, do Banco Central da Rússia.

O Sovcombank diz que o Swift não o afeta porque outras sanções já bloquearam sua capacidade de fazer pagamentos no exterior. Já o Promsvyazbank afirma que está preparado para a desconexão e ela não teria impacto significativo em suas operações. VTB e Otkritie dizem que não serão afetados. Novikombank e Bank Rossiya não comentaram a ação.

Fonte: Reuters

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