Netflix divulga número de assinantes por região. Quem lidera e quem cresce mais?

Netflix divulga número de assinantes por região. Quem lidera e quem cresce mais?

Por Rafael Arbulu | 17 de Dezembro de 2019 às 10h10

O impensável aconteceu e a Netflix enfim divulgou seus números globais de assinantes pagos, separando-os por região. E as informações trazem um detalhe interessante que pode mudar a hegemonia de certos mercados da empresa de streaming.

Como já era de se esperar, Estados Unidos e Canadá são os maiores mercados da Netflix no momento, trazendo 67,1 milhões de membros assinantes, ao passo que a região conhecida como “EMEA” (sigla para referir-se à Europa, Oriente Médio e parte da Ásia) fica em segundo lugar, com 47,4 milhões de usuários. Entretanto, aqui entra um fator de interesse: enquanto EUA e Canadá cresceram cerca de 6,5% no último ano, EMEA apresentou aumento de 40% de sua base no mesmo período.

Se esse ritmo se manter para o ano que vem, é bem provável que a liderança — e, consequentemente, a prioridade — de usuários pagantes do serviço de streaming mude de continente.

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Números da Netflix mostram uma briga acirrada pela liderança entre as diversas regiões de atuação da empresa (Imagem: Divulgação/Netflix)

A América Latina fica em terceiro lugar, apresentando 29,4 milhões de usuários — um crescimento de 22% em relação ao último ano. Finalmente, a região Ásia-Pacífico apresenta o menor volume de membros — 14,5 milhões —, porém, traz o maior percentual de crescimento no último ano de todos os mercados, tendo ampliado a sua base em 53%.

Na receita, o mesmo ranking se mantém, exceto por uma inversão nas duas últimas regiões, com a América Latina rendendo menos dinheiro à Netflix: nos EUA e Canadá, cada usuário pagante rende à empresa US$ 13,08 (R$ 53,06); EMEA traz US$ 10,40 (R$ 42,19); Ásia-Pacífico rende US$ 9,29 (R$ 37,68) e, finalmente, a América Latina gera US$ 8,63 (R$ 35,01).

A divulgação vem para sacramentar uma mudança em como a Netflix passará a relatar seus números trimestrais de receita para seus investidores e acionistas. A ideia é adotar o formato de exibir os rendimentos por região, para adicionar maior transparência.

Fonte: CNET

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