Fnac e Deezer fecham parceria e varejista pode se tornar acionista do serviço

Por Redação | 14 de Março de 2017 às 10h22

A Fnac e o Deezer anunciaram nesta terça-feira (14) uma parceria estratégica para ampliar atuação do serviço de streaming musical em todo o mundo e tornar a varejista acionista da plataforma dentro de três anos.

A ideia por trás do acordo é tornar o Deezer mais competitivo na França e no cenário internacional diante de concorrentes de peso como Spotify e Apple Music. Do lado da Fnac, a ideia é que a varejista aumente a oferta de música e vídeo para streaming a fim de fazer frente à Amazon, que oferece esse tipo de serviço com o Amazon Prime Video e Amazon Music Unlimited.

À Folha de S.Paulo, um representante da rede francesa de lojas disse que a parceria será analisada dentro de três anos e ela poderá decidir se compra ou não participação no Deezer. Até lá, quem é cliente da Fnac receberá ofertas especiais do Deezer a partir do segundo semestre de 2017. Ainda não se sabe exatamente quais serão as vantagens dessas ofertas.

Com o acordo, a Fnac também decidiu por encerrar as atividades do Jukebox, seu serviço de streaming de músicas que nunca chegou a decolar, até o fim do primeiro semestre. Quem quiser continuar como assinante será migrado para o Deezer.

Atualmente o Deezer conta com 6,3 milhões de assinantes e um catálogo com mais de 43 milhões de músicas que pode ser acessado gratuitamente com anúncios publicitários e algumas limitações ou mediante o pagamento de uma mensalidade que custa a partir de R$ 14,90.

A Fnac, por sua vez, conta com 664 lojas espalhadas por todo o mundo, sendo 455 delas na França, e receita de € 7,4 bilhões em 2016. No Brasil, a varejista conta com 12 lojas, mas está considerando sair do país. O grupo disse que "começou um processo ativo para buscar um sócio que dê lugar à retirada do país" durante a divulgação de seus resultados financeiros do ano passado. Na sequência, desmentiu a informação e disse que a ideia é buscar um investidor para aumentar sua atuação por aqui.

Fonte: Folha de S.Paulo

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