Americanas está de olho na Lojas Marisa e inicia conversa para aquisição

Americanas está de olho na Lojas Marisa e inicia conversa para aquisição

Por Roseli Andrion | Editado por Claudio Yuge | 06 de Agosto de 2021 às 16h20

A próxima negociação do varejo nacional pode unir a Americanas S.A. e a Lojas Marisa. As empresas confirmaram um contato preliminar entre seus assessores, mas a Americanas reforça que, neste momento, não há ainda formalização de interesse.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (6), a Americanas diz que sempre monitora potenciais oportunidades no mercado. “Nesse contexto, os assessores da Americanas mantiveram contato preliminar com os assessores da Lojas Marisa." A Lojas Marisa, por sua vez, salienta que não há acordo concreto para a realização de uma operação.

A Lojas Marisa busca um parceiro de negócios e, para auxiliar na procura, contratou a Lazard. A varejista é assessorada, ainda, pelo Credit Suisse na operação e, no passado, já manteve conversas com a Renner e com a própria Americanas.

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Imagem: Divulgação/Americanas

Para especialistas, o interesse da Americanas passa pelo fato de as grandes varejistas precisarem ter um leque cada vez maior de opções. Além disso, a avaliação da Lojas Marisa na bolsa de valores está baixa, já que ela está sendo oferecida por bancos de investimento ao mercado há bastante tempo. Pode ser, então, uma boa oportunidade.

Prejuízos contínuos

No primeiro trimestre de 2021, a Lojas Marisa teve queda de 30% nas vendas e prejuízo de R$ 53,4 milhões — no mesmo período do ano anterior, o resultado negativo havia sido de R$ 107,1 milhões. Em 2020, o prejuízo total foi de R$ 432 milhões enquanto em 2019 a perda foi de R$ 91 milhões.

O último bom momento da empresa foi há cerca de dez anos, quando a classe C atingiu um pico de consumo. Na época, a Lojas Marisa investiu na expansão e chegou a ter 400 lojas. A partir de 2014, no entanto, a companhia passou a sofrer com a crise.

Imagem: Reprodução/Envato/davidpradoperucha

Desde então, enfrentou diversas mudanças, mas as dificuldades continuaram. Recentemente, em parceria com o Magazine Luiza, começou a instalar quiosques de venda de celulares em suas unidades — atualmente, há cerca de 170 deles em funcionamento.

Fonte: Estadão

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