América Móvil diz não se intimidar por aquisição da Time-Warner pela AT&T

Por Carlos Dias Ferreira | 18 de Julho de 2018 às 22h40
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A América Móvil não parece ter ficado intimidada pela aquisição Time-Warner pela AT&T. Embora a transação de US$ 85 bilhões finalizada no mês passado represente a junção de duas companhias de grande expressão no mercado de mídia e telefonia, o que a maior companhia de telecomunicações da América Latina vê é um cenário Positivo, com maior produção de conteúdos.

“Eu não acredito que [essa aquisição] vá afetar o mercado na América Latina”, disse o CEO da América Móvil, Daniel Hajj, em entrevista à agência de notícias Reuters. “Apenas haverá maior produção de conteúdo, ao qual mais pessoas terão acesso”. A recém-formada WarnerMedia possui marcas como HBO, New Line Cinema e Time Inc.

Ainda que a gigante controlada pela família do bilionário mexicano Carlos Slim tenha apresentado perdas recentes de 94% em seu lucro líquido, por conta de flutuações cambiais, os gestores parecem confiantes na solidez do negócio. Entre outros fatos, menciona-se uma expansão na base de usuários pós-pagos de 1,1 milhão de pessoas.

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A companhia também pretende expandir ainda mais sua penetração em vários países latino-americanos, com foco no Chile e também no seu país de origem, o México. Segundo Hajj, a administração do presidente Manuel Lopez Obrador tornou o cenário regulatório nacional mais favorável à Móvil. A empresa espera agora oferecer novas coberturas em regiões rurais, além de prover um novo serviço de televisão (licença que tenta obter há anos).

Interesse na Cemig Telecom

E a expansão da América Móvil deve continuar a todo o vapor, inclusive no Brasil. Atualmente no controle das marcas Claro, Sky, NET e Embratel, a multinacional esboçou recentemente interesse na compra dos ativos da Cemig Telecom. A concessionária consta atualmente nas propriedades da Companhia Energética de Minas Gerais que devem ir a leilão, com valor total avaliado em R$ 6,5 bilhões.

À Reuters, Daniel Hajj admitiu que a compra ainda está sendo considerada. “Se o preço nos parecer bom, acho que vamos comprar – do contrário, vamos pular fora”, disse o diretor executivo.

Fonte: Reuters

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