Autoridades da Europa autorizam compra do Shazam pela Apple

Por Felipe Demartini | 06 de Setembro de 2018 às 13h05
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As autoridades regulatórias da União Europeia deram seu parecer favorável e agora a Apple pode seguir adiante com sua compra do Shazam. O negócio foi anunciado originalmente em dezembro do ano passado, com valor estimado em US$ 400 milhões, mas logo caiu sob o olhar vigilante de órgãos antitruste do velho continente por conta da quantidade de dados e do volume de usuários envolvidos nessa troca de mãos.

Afinal de contas, estamos falando de dois grandes nomes do streaming musical, com a preocupação da União Europeia sendo, justamente, quanto à existência de um monopólio no setor ou de uma união que prejudicaria a atuação dos concorrentes. A revisão do negócio começou em fevereiro; em abril, foi transformada em uma investigação formal, chegando a ter indicativos de que a aquisição poderia ser barrada.

Para felicidade da Apple e do Shazam, entretanto, não foi o caso, e a compra da companhia britânica foi autorizada. Em comunicado oficial, a diretora da autoridade regulatória da União Europeia, Margrethe Vestager, disse que a união das companhias não reduz a competitividade do mercado de streaming, apesar do gigantesco volume de dados e informações possuídas pelas duas companhias.

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Na visão do órgão, o Shazam oferece um tipo de serviço que será complementar ao funcionamento do Apple Music e que as duas empresas jamais competiram entre si. Além disso, as autoridades indicaram que, na compra, a Maçã não terá acesso a informações pessoais de usuários de serviços concorrentes nem nenhum tipo de métrica que possa ser utilizada para ganhar vantagens ou minar a atuação de rivais.

Por outro lado, um dos pontos mais discutidos da investigação foi um possível fechamento do Shazam como serviço independente, seguido de uma incorporação ao Apple Music. Nesse caso, as autoridades consideraram que os usuários de plataformas rivais até poderiam ser prejudicados, mas ponderou que existem outras alternativas no segmento de reconhecimento musical e que, também, o serviço de identificação dificilmente serve como uma porta de entrada para plataformas de streaming.

Apple e Shazam não se pronunciaram sobre o assunto, mas a decisão deve estar sendo comemorada por ambas. Com a autorização, elas podem seguir adiante em um processo de aquisição que deveria ter sido concluído ao longo do primeiro semestre deste ano e que, agora, não tem mais data para chegar ao fim.

Fonte: Comissão Europeia

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