Jay-Z quer usar o Tidal para bater de frente com Spotify e iTunes

Por Redação | 30 de Março de 2015 às 18h09
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O que você faria se fosse o rapper americano Jay-Z e não estivesse contente com a distribuição digital de músicas, como iTunes e Spotify? A resposta é simples: entraria na briga e lançaria seu próprio serviço de streaming para internet. Pois foi mais ou menos isso que o Jay-Z de verdade fez.

Depois de ter comprado a Aspiro e ter virado dono do Tidal, serviço de streaming de músicas e rival do Spotify, o músico agendou uma coletiva de imprensa para esta segunda-feira, 30 de março, para "discutir as novas direções da indústria fonográfica tanto para os artistas quanto para as gravadoras".

E, apesar de ser uma descrição bem genérica do conteúdo da apresentação, muita gente vê nesse evento a oportunidade de Jay-Z mostrar o poder de fogo de seu produto, principalmente ao revelar contratos de exclusividade com determinados artistas.

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Segundo uma fonte ligada ao site TechCrunch, o grande trunfo do Tidal é apostar na exclusividade temporária. Isso significa que, se algum cantor lançar um novo álbum no Tidal, ele ficará disponível somente nele por um espaço de tempo para, então, ser disponibilizado no iTunes, Spotify e ou mesmo de execução em rádios.

E, apesar de parecer ser uma prática bem ousada, o Slash Gear lembra que a estratégia não é tão nova assim e que esse modelo de negócio já é bem comum com as TVs a cabo, que restringem a exibição de filmes antes de eles chegarem em DVD ou mesmo na Netflix.

Além disso, segundo o tal informante, a empresa de Jay-Z não iria economizar para trazer artistas e gravadoras para o seu lado da briga. Para tanto, ele deve estar disposto a pagar o dobro do que Spotify e demais serviços do gênero pagam por execução.

No entanto, vale lembrar que tudo ainda está na base da especulação e informações anônimas. Contudo, a confirmação desses detalhes deve acontecer muito em breve. Ainda assim, uma coisa é certa: Jay-Z não está de brincadeira e pode ser que tenhamos algumas novidades bem interessantes surgindo do mercado de música digital — para bem ou para mal.

Fonte: TechCrunch, Slash Gear

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