Uber se justifica para cada usuário que tenta boicotá-lo (efeito #DeleteUber)

Por Redação | 31.01.2017 às 20:31
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Se você acompanha as notícias de tecnologia, provavelmente ficou sabendo que o último fim de semana foi polêmico nos EUA, com a posse de Donald Trump, e que isso refletiu diretamente na indústria tech, mais especificamente no Vale do Silício. Com toda essa movimentação que posiciona as esmagadora maioria das empresas de tecnolgia americanas contra o presidente, acabou sobrando para a Uber.

Acontece que houve um mal-entendido por parte de muitos usuários depois que um protesto anti-Trump estava ocorrendo no aeroporto JFK, em Nova York. Taxistas nova-iorquinos fizeram uma paralização recusando levar passageiros para o aeroporto, em uma forma de também apoiar o protesto contra o presidente. Mais do que depressa, o Uber anunciou em seu Twitter que iria derrubar o seu "preço dinâmico" — o que aumenta o preço das viagens em horários de pico — para as viagens saindo ou com destino ao JFK durante a paralização.

Isso foi visto como uma afronta à mobilização contra o republicano e sua decisão contra os imigrantes. Diversos usuários entenderam mal a ideia da empresa, interpretando que aquela atitude era meramente lucrativa, e divulgaram a hashtag #deleteuber, que permeou o Twitter no final de semana.

Agora que o Uber viu o tamanho do problema, passou a dizer que a ordem executiva do presidente está "errada". Em resposta aos que estão tentando desinstalar o aplicativo de seus aparelhos, a empresa criou um comunicado dentro do app para se retratar e dizer que tudo não passou de um mal-entendido. O texto diz o seguinte:

Querido (usuário),

Você é um cliente de valor, por isso estamos tristes por ver que você vai embora. Para deletar sua conta, clique aqui (link válido por 7 dias).

Queremos que você saiba que a Uber compartilha de suas visões sobre o banimento de imigranes: é injusto, errado e contra tudo o que lutamos enquanto companhia. Se quiser saber mais sobre isso, clique aqui.

A Uber já se comprometeu a reembolsar os condutores afetados pelo ocorrido durante três meses, e também criou um fundo de defesa legal de 3 milhões de dólares para seus motoristas.

Mesmo assim, a mancada da empresa já custou a saída de inúmeros usuários de sua plataforma, e coincidentemente, deu o primeiro lugar de downloads nas lojas de aplicativos para seu concorrente, o Lyft.

Via Recode