Sindicato dos taxistas fala em morte caso Uber não seja regulamentado

Por Redação | 19 de Junho de 2015 às 12h52
Tudo sobre

Uber

A guerra entre os taxistas convencionais e o Uber no Brasil parece estar prestes a ganhar um caráter ainda mais pesado. Nesta quinta-feira (18), após um debate sobre o tema realizado pela Câmara dos Deputados, representantes de sindicatos de motoristas chegaram a falar que “vai ter morte” caso o governo não trabalhe na regulamentação do serviço online.

A fala foi de Antônio Raimundo Matias dos Santos, conhecido como Ceará. O presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxi de São Paulo foi uma das vozes mais altas durante a sessão, marcada por bate-boca, gritos e muitas vaias. Segundo ele, está cada vez mais difícil conter a categoria, que exige mudanças urgentes para proteção do próprio mercado.

Outro representante de uniões de motoristas, Natalício Bezerra, do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, reforçou a fala do colega, afirmando que se a lei não atuar em relação ao Uber, pode sim ocorrer uma desgraça. Os trabalhadores do setor chamam os serviços do Uber de clandestinos.

Participe do nosso GRUPO CANALTECH DE DESCONTOS do Whatsapp e do Facebook e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

Não é a primeira vez que taxistas e representantes de sindicatos protestam contra a plataforma, que no Brasil, está disponível em quatro cidades – São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro. A reclamação é de que o Uber opera um serviço de transportes não regulamentado, sem fiscalização e, principalmente, não estando sujeito a taxas e regulamentações obrigatórias para os motoristas de praça.

Na Câmara, boa parte dos deputados presentes na sessão se mostrou favorável às reclamações das uniões, e também engrossaram o coro que pede uma maior regulamentação. O presidente do Uber no Brasil, Daniel Mangabeira, também esteve presente no debate e discordou, afirmando que a tecnologia fornece apenas uma forma de contato entre motoristas e usuários, sem prestar ele mesmo qualquer tipo de serviço de transporte.

Com as declarações de Ceará, porém, começaram a se multiplicar nas redes sociais os relatos de perseguições feitas pelos taxistas até mesmo a usuários do Uber. Um caso famoso desse tipo, por exemplo, aconteceu em fevereiro quando cerca de cem motoristas protestaram contra a plataforma em frente ao casamento do cantor Thiaguinho com a atriz Fernanda Souza. A ideia era impedir que os carros de convidados, todos contratados por meio da tecnologia, desembarcassem os passageiros na porta da igreja e também na festa, ambas na capital paulista.

O debate, porém, terminou sem conclusões claras. Taxistas continuam pedindo o fim das operações do Uber no país – algo que, inclusive, foi decretado momentaneamente no final de abril, por meio de uma liminar derrubada dias depois – enquanto a empresa argumenta, afirmando que toda tecnologia que modifica o cotidiano das pessoas acaba sofrendo esse tipo de controvérsia.

Fonte: Folha de S.Paulo

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.