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Reino Unido avalia regras para serviços financeiros da Apple, Google e Amazon

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Pixabay/AhmadArdity
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A expansão de serviços e produtos financeiros estão em alta global já há dois anos, e não parece terminar tão cedo. E, com isso, as autoridades e regras nacionais para o setor precisam se adequar às novidades tecnológicas, principalmente as que alcançam escala mundial. Com essa preocupação a Financial Conduct Authority (FCA), órgão de fiscalização do Reino Unido, vai avaliar uma regulação para empresas do porte da Apple, da Amazon e do Google.

Embora as big techs tragam grandes inovações e redução de custos para o setor de serviços financeiros, a FCA teme que a popularização e o uso dessas tecnologias proprietárias possam levar as gigantes a posições dominantes, “que levem à potencial exploração do poder de mercado”, segundo análise do órgão publicada nesta terça-feira (25).

A Alphabet (dona do Google), a varejista Amazon, Meta (dona do Facebook) e Apple já oferecem alguns serviços financeiros no Reino Unido, e há a expectativa de chegada de outras opções, como o cartão de crédito da Maçã e o recurso “compre agora, pague depois”, um parcelamento sem o uso de cartão. E a Amazon lançou na semana passada um loja online de seguros para atuação no Reino Unido.

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A FCA afirma que as big tech têm o potencial de dominarem os serviços financeiras graças a vantagens que vão desde “escala global e grandes bases de usuários” e “dados ricos sobre seus usuários” ao simples fato de poderem definir em seus dispositivos e plataformas opções padronizadas para o consumidor — o que levaria ao impulso natural de uso, em detrimento dos concorrente.

Vale destacar que isso também é motivo de vários litígios envolvendo a Apple, a Amazon e o Google na Europa.

Ainda não há evidências, mas serviços financeiros oferecidos por big techs preocupam

O Reino Unido vive um momento de reflexão sobre seu regime de concorrência para os mercados digitais. A FCA tem atuado nesse tema e, embora ainda não esteja propondo mudanças na regulamentação, já pediu respostas às gigantes de tecnologia sobre sua análise sobre o setor. O prazo vai até o dia 15 de janeiro, quando o órgão pretende informar suas conclusões ao governo.

A FCA destacou que ainda “não viu nenhuma evidência de danos específicos decorrentes da grande tecnologia”, contudo, o documento aponta um risco potencial de grandes empresas de tecnologia usarem seus dados nas decisões sobre quais produtos de serviços financeiros oferecer — além do direcionamento de publicidade. O exemplo vem do setor de seguros, que pode ser prejudicado caso os dados “forem usados ​​​​negativamente na assinatura de seguros, impactando, portanto, o acesso ao seguro para grupos específicos de consumidores”.

A FCA completa dizendo que pretende garantir que as empresas estejam “adotando as estruturas éticas e baseadas em confiança corretas” e que “o preconceito ou outras áreas não comecem a alimentar ou se infiltrar no uso de IA ou aprendizado de máquina”.

Fonte: Financial Conduct Authority