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Quem foi Leonid Radvinsky, bilionário dono do OnlyFans que morreu aos 43 anos

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Reprodução/LinkedIn
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O bilionário ucraniano-americano e proprietário do OnlyFans, Leonid Radzinsky, morreu nesta segunda-feira (23) aos 43 anos. A informação foi confirmada pela própria plataforma em comunicado enviado à Bloomberg. "Leo faleceu em paz após uma longa batalha contra o câncer", disse a empresa, que pediu respeito à privacidade da família.

Nascido em 1982 em Odessa, então parte da União Soviética, Radvinsky se mudou com a família para os Estados Unidos ainda criança. O executivo raramente concedia entrevistas e tinha presença discreta nas redes sociais. Nos últimos anos, vivia no estado da Flórida, nos EUA.

De estudante universitário a bilionário

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A trajetória de Radvinsky no mundo dos negócios começou ainda na Northwestern University, onde cursava economia. No fim dos anos 1990, fundou a Cybertania, empresa que, segundo a Forbes, operava sites com senhas hackeadas. Foi o ponto de partida de uma carreira construída na interseção entre tecnologia e conteúdo digital.

Em 2018, ele comprou uma participação majoritária no OnlyFans, plataforma criada dois anos antes pela família Stokely, do Reino Unido. Sob seu comando, o serviço cresceu de forma acelerada, especialmente durante a pandemia de covid-19, quando saltou de 14 milhões de usuários em 2019 para 190 milhões em 2021. Em 2024, a plataforma registrou 377,5 milhões de cadastros e 4,6 milhões de criadores de conteúdo.

Os números financeiros também impressionam. O OnlyFans registrou US$ 37,6 milhões em receita por funcionário em 2024, índice superior ao da Apple (US$ 2,4 milhões) e da Nvidia (US$ 3,6 milhões).

Desde que assumiu o controle da empresa, Radvinsky retirou cerca de US$ 1,8 bilhão em dividendos, o equivalente a quase US$ 2 milhões por dia só em 2024.

Além do OnlyFans, ele era dono da Leo, fundo de capital de risco fundado em 2009 com foco em startups de tecnologia. No ranking da Forbes divulgado no início de março, ocupava a 870ª posição entre os mais ricos do mundo, com patrimônio estimado em US$ 4,7 bilhões (cerca de R$ 24,8 bilhões).

Segundo a BBC, Radvinsky também doou mais de US$ 1,3 milhão em criptomoedas para a Ucrânia após a invasão russa, iniciada em 2022.

Tentativas de vender o OnlyFans

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Antes de morrer, Radvinsky estava em negociações para vender parte da empresa.

As conversas envolviam a transferência de 60% do OnlyFans em um acordo que avaliava a plataforma em cerca de US$ 5,5 bilhões. A Architect Capital, sediada em São Francisco, participava das tratativas, com uma estrutura que combinava capital próprio e aproximadamente US$ 2 bilhões em dívida.

Em fevereiro, as negociações ainda estavam em estágio inicial, sem definição sobre a conclusão do negócio.

Uma avaliação anterior, de maio de 2025, apontava para um valor de mercado de US$ 8 bilhões para a Fenix International Ltd., empresa controladora da plataforma.

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As tratativas esbarravam em obstáculos recorrentes. A associação com conteúdo adulto gera resistência de bancos e investidores, e a plataforma não está disponível nas lojas oficiais da Apple e do Google por conta do conteúdo explícito. No passado, a empresa também enfrentou restrições da Mastercard e da Visa.